Após descobrir o paraíso da depilaçao - um lugar onde este processo de tortura voluntária foi, pela primeira vez, agradável e praticamente indolor - resolvi vestir de mulher. Saia rosa, blusa preta, chinelinho bonitinho, óculos legal e até batom! Atendendo a pedidos, fui trabalhar vestida de menina.
Uma das razoes pelas quais eu nao gosto de usar saia é porque quando isso acontece, eu viro notícia. Todos que me enxergam fazem aquela cara de assustado, como se estivessem contemplando um ser extraterrestre em sua frente, e exclamam; "de saia?!?!?!"... e eu fico com aquela cara de, "é né..". Até o chefe ontem conseguiu me deixar numa posiçao muito desconfortável ao elogiar - em minha opiniao, excessivamente - meu traje. Enfim, c'est la vie, je pense...
Resolvi hoje que vou fazer um esforço mais consciente para ficar sempre assim, linda e loira. Algum motivo especial? Nao. Só o fato de que... é legal se arrumar pra gente mesmo de vez em quando.
Pra completar o dia, saí com as meninas do trabalho. Coisinha light, bem girls' night... muito bom. Cicci sugeriu que deveríamos fazer isso pelo menos uma vez por semana. Eu concordei.
Tá, chega de enrolaçao... é hora de estudar, porque segunda é a prova!
Frase do dia: "we live forwards, but understand backwards" - "vivemos para frente, mas entendemos para trás".
sexta-feira, 21 de novembro de 2008
quarta-feira, 19 de novembro de 2008
Aquela Imagem Do Espelho
Ai, que canseira!... dormi mal e acordei azeda por isso. Odeio sonhar a noite toda. Coisas desagradáveis, situaçoes enroscadas. Nem a presença da Laura Pausini numa van (no sonho, tá!) adiantou. Argh!....nao é a toa que nao gosto de dormir de estômago cheio.
Mesmo acordando assim, num humor bem TPM, passei o dia bem de boa. Estudando, trabalhando... e claro, pensando. Fiquei pensando hoje sobre questoes relativas à segurança e insegurança pessoal. Incrível como estes conceitos realmente norteiam nossas açoes.
O que seria uma pessoa segura? Alguém que se conhece, sabe os próprios limites e fraquezas e também os próprios pontos-fortes? Alguém que, ao saber disso consegue dizer sim e nao na hora certa e deste modo acertar em suas escolhas? Nao sei exatamente como definir uma pessoa segura de si, mas... em meus devaneios pelo dia, imaginei que aquele que se sente seguro é quem consegue estar em paz consigo mesmo, seja no meio dos amigos ou sozinho em seu quarto às 10 da noite (por exemplo), enquanto se prepara para dormir. Estar confortável na própria pele me parece ser a maior expressao de segurança pessoal.
Levante-se e dê uma olhada no espelho. Você gosta de quem vê? E... nao estou falando de aspectos físicos. Gordo, magro, alto ou baixo.... muita coisa dá pra mudar. Mas... quando eu me olho no espelho, eu gosto da pessoa que enxergo? Eu gostaria de ser amiga desta pessoa? De ouvir o que ela tem a dizer e, quem sabe até pedir seus conselhos e opinioes? ....respiro fundo. Encarar o próprio EU nao é tarefa fácil. Exige coragem. E muita!
De vez em quando me pergunto por que, as vezes, é tao dificil ficar sozinho. Como a companhia de nós mesmos pode se tornar algo tao assustador?
Ok, um pouco da resposta é óbvia. É legal ter alguém pra conversar, trocar idéias, abraçar, e manter um contato físico. E mesmo porque ninguém é uma ilha, nem quem é bem sucedido no amor e na carreira e mora sozinho. Nao estou aqui defendendo um isolamento geral. Só uma pequena auto-análise, mesmo que seja uma coisa meio assim, "de buteco".
A dificuldade de estar em paz com a nossa própria pessoa é mais comum do que parece. Para alguns, é intransponível. De vez em quando a gente esbarra com alguém assim. Gente que nao dá conta de ficar sozinho. Tem sempre que ter alguém do lado. A insegurança, o desconforto pessoal, é tao grande que esta pessoa nao se aguenta e procura outra para se distrair, esquecer a si própria e fingir que está tudo bem, pelo menos até a hora de dormir. E pior, dificilmente quem é assim reconhece a condiçao.
Nao acredito que alguém possa se sentir seguro e feliz consigo mesmo todos os dias da sua vida. Ninguém tem auto-estima inabalável. Mas ao mesmo tempo, de que compensa viver se ficar sozinho no quarto é um martírio e tudo o que queremos fazer é fugir? Se evitamos olhar no espelho, porque os olhos de quem vemos nao esconde a verdade vinda de nosso interior, entao fica óbvio que algo vai mal. Muito mal.
Admitir que existe um problema, é metade da soluçao. No entanto, é importante entender que a falta de açao para que tudo se resolva, faz com que os status quo permaneça.
Talvez o segredo esteja na atitude que nos leva a transcender o imenso medo que temos de parar com o auto-engano e encarar quem somos realmente. Olhar para si, com honestidade e humildade, e reconhecer quem é esta pessoa, e continuar este processo através de açoes concretas que nos transforme em seres-humanos mais dignos, me parece uma receita de tentativa válida para que no fim do dia possamos conviver em paz com aquela imagem do espelho, e nao simplemente passar pela vida, nos agarrando naqueles mais fortes que nós.
Mesmo acordando assim, num humor bem TPM, passei o dia bem de boa. Estudando, trabalhando... e claro, pensando. Fiquei pensando hoje sobre questoes relativas à segurança e insegurança pessoal. Incrível como estes conceitos realmente norteiam nossas açoes.
O que seria uma pessoa segura? Alguém que se conhece, sabe os próprios limites e fraquezas e também os próprios pontos-fortes? Alguém que, ao saber disso consegue dizer sim e nao na hora certa e deste modo acertar em suas escolhas? Nao sei exatamente como definir uma pessoa segura de si, mas... em meus devaneios pelo dia, imaginei que aquele que se sente seguro é quem consegue estar em paz consigo mesmo, seja no meio dos amigos ou sozinho em seu quarto às 10 da noite (por exemplo), enquanto se prepara para dormir. Estar confortável na própria pele me parece ser a maior expressao de segurança pessoal.
Levante-se e dê uma olhada no espelho. Você gosta de quem vê? E... nao estou falando de aspectos físicos. Gordo, magro, alto ou baixo.... muita coisa dá pra mudar. Mas... quando eu me olho no espelho, eu gosto da pessoa que enxergo? Eu gostaria de ser amiga desta pessoa? De ouvir o que ela tem a dizer e, quem sabe até pedir seus conselhos e opinioes? ....respiro fundo. Encarar o próprio EU nao é tarefa fácil. Exige coragem. E muita!
De vez em quando me pergunto por que, as vezes, é tao dificil ficar sozinho. Como a companhia de nós mesmos pode se tornar algo tao assustador?
Ok, um pouco da resposta é óbvia. É legal ter alguém pra conversar, trocar idéias, abraçar, e manter um contato físico. E mesmo porque ninguém é uma ilha, nem quem é bem sucedido no amor e na carreira e mora sozinho. Nao estou aqui defendendo um isolamento geral. Só uma pequena auto-análise, mesmo que seja uma coisa meio assim, "de buteco".
A dificuldade de estar em paz com a nossa própria pessoa é mais comum do que parece. Para alguns, é intransponível. De vez em quando a gente esbarra com alguém assim. Gente que nao dá conta de ficar sozinho. Tem sempre que ter alguém do lado. A insegurança, o desconforto pessoal, é tao grande que esta pessoa nao se aguenta e procura outra para se distrair, esquecer a si própria e fingir que está tudo bem, pelo menos até a hora de dormir. E pior, dificilmente quem é assim reconhece a condiçao.
Nao acredito que alguém possa se sentir seguro e feliz consigo mesmo todos os dias da sua vida. Ninguém tem auto-estima inabalável. Mas ao mesmo tempo, de que compensa viver se ficar sozinho no quarto é um martírio e tudo o que queremos fazer é fugir? Se evitamos olhar no espelho, porque os olhos de quem vemos nao esconde a verdade vinda de nosso interior, entao fica óbvio que algo vai mal. Muito mal.
Admitir que existe um problema, é metade da soluçao. No entanto, é importante entender que a falta de açao para que tudo se resolva, faz com que os status quo permaneça.
Talvez o segredo esteja na atitude que nos leva a transcender o imenso medo que temos de parar com o auto-engano e encarar quem somos realmente. Olhar para si, com honestidade e humildade, e reconhecer quem é esta pessoa, e continuar este processo através de açoes concretas que nos transforme em seres-humanos mais dignos, me parece uma receita de tentativa válida para que no fim do dia possamos conviver em paz com aquela imagem do espelho, e nao simplemente passar pela vida, nos agarrando naqueles mais fortes que nós.
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segunda-feira, 17 de novembro de 2008
Eu, a mulher sem razao
Hoje foi mais um dia que pode entrar pra galeria dos "perdidos", ou "esquecidos". Segunda-feira chata, com poucos momentos de exceçao.
Falei com o Sr. T, gentil como sempre, que vai me ceder seu apartamento quando eu estiver no Rio. Essa foi uma das poucas partes boas do dia. A outra boa parte do dia foi ver a cara da Cicci elogiando meu blog. Ela disse que eu tenho uma cabeça...assim, (nao terminou a frase, mas a cara foi boa, hehe). Fiquei tao lisonjeada que quase chorei, hehe.... ai, como eu sou ridícula! Nao sei o que é, mas ultimamente qualquer coisa tem me feito chorar.
Quase 10 da noite, longe da televisao e do prospecto de falar com alguém, mesmo que pelo telefone, começo a sentir a pressao dos dias que ainda estao por vir. A viagem da semana que vem, a responsabilidade. A vontade de fugir, que vem junto com a vontade de morrer. E falando em morrer... hoje eu fiquei pensando no que eu faria caso fosse cometer suicídio. Para onde iria, se deixaria um bilhete e, no caso, o que escreveria nesse bilhete. Cheguei à conclusao de que eu tenho vergonha de morrer assim. Imagina alguem no meu enterro dizendo, "ai, coitada! Que fraqueza de espírito, se matar aos 24 anos!"....
Hoje também eu esbarrei num velho email. Foi ruim. Muito ruim. Chorei horrores. Mas passou... se tudo der certo eu ainda aprendo a lidar com os erros dos outros, já que consertar mesmo eu só posso fazer com os meus.
Continuando a onda de postar letras de música, escolhi a "Mulher Sem Razao", com a voz da Adriana Calcanhoto. Essa música me lembra uma pessoa especial em quem pensei quando a ouvi pela primeira vez. Eu, que às vezes me rendo a boa MPB, me enxerguei nesta cançao, me vi como a própria mulher sem razao, que deve cair na real. Com a diferença que... eu desisto de ouvir meu coraçao. Vou ouvir é o meu cérebro mesmo. É lá que meu juízo deve estar guardado, em algum cantinho empoeirado e esquecido.
Mulher Sem Razao
Saia desta vida de migalhas
Desses homens que te tratam
Como um vento que passou
Caia na realidade, fada
Olha bem na minha cara
Me confessa que gostou
Do meu papo bom
Do meu jeito são
Do meu sarro, do meu som
Dos meus toques pra você mudar
Mulher sem razão
Ouve o teu homem
Ouve o teu coração
No final da tarde
Ouve aquela canção
Que não toca no rádio
Pára de fingir que não repara
Nas verdades que eu te falo
Dá um pouco de atenção
Parta, pegue um avião, reparta
Sonhar só não tá com nada
É uma festa na prisão
Nosso tempo é bom
Temos de montão
Deixa eu te levar então
Pra onde eu sei que a gente vai brilhar
Mulher sem razão
Ouve o teu homem
Ouve o teu coração
Batendo travado
Por ninguém e por nada
Na escuridão do quarto
Na escuridão do quarto
Falei com o Sr. T, gentil como sempre, que vai me ceder seu apartamento quando eu estiver no Rio. Essa foi uma das poucas partes boas do dia. A outra boa parte do dia foi ver a cara da Cicci elogiando meu blog. Ela disse que eu tenho uma cabeça...assim, (nao terminou a frase, mas a cara foi boa, hehe). Fiquei tao lisonjeada que quase chorei, hehe.... ai, como eu sou ridícula! Nao sei o que é, mas ultimamente qualquer coisa tem me feito chorar.
Quase 10 da noite, longe da televisao e do prospecto de falar com alguém, mesmo que pelo telefone, começo a sentir a pressao dos dias que ainda estao por vir. A viagem da semana que vem, a responsabilidade. A vontade de fugir, que vem junto com a vontade de morrer. E falando em morrer... hoje eu fiquei pensando no que eu faria caso fosse cometer suicídio. Para onde iria, se deixaria um bilhete e, no caso, o que escreveria nesse bilhete. Cheguei à conclusao de que eu tenho vergonha de morrer assim. Imagina alguem no meu enterro dizendo, "ai, coitada! Que fraqueza de espírito, se matar aos 24 anos!"....
Hoje também eu esbarrei num velho email. Foi ruim. Muito ruim. Chorei horrores. Mas passou... se tudo der certo eu ainda aprendo a lidar com os erros dos outros, já que consertar mesmo eu só posso fazer com os meus.
Continuando a onda de postar letras de música, escolhi a "Mulher Sem Razao", com a voz da Adriana Calcanhoto. Essa música me lembra uma pessoa especial em quem pensei quando a ouvi pela primeira vez. Eu, que às vezes me rendo a boa MPB, me enxerguei nesta cançao, me vi como a própria mulher sem razao, que deve cair na real. Com a diferença que... eu desisto de ouvir meu coraçao. Vou ouvir é o meu cérebro mesmo. É lá que meu juízo deve estar guardado, em algum cantinho empoeirado e esquecido.
Mulher Sem Razao
Saia desta vida de migalhas
Desses homens que te tratam
Como um vento que passou
Caia na realidade, fada
Olha bem na minha cara
Me confessa que gostou
Do meu papo bom
Do meu jeito são
Do meu sarro, do meu som
Dos meus toques pra você mudar
Mulher sem razão
Ouve o teu homem
Ouve o teu coração
No final da tarde
Ouve aquela canção
Que não toca no rádio
Pára de fingir que não repara
Nas verdades que eu te falo
Dá um pouco de atenção
Parta, pegue um avião, reparta
Sonhar só não tá com nada
É uma festa na prisão
Nosso tempo é bom
Temos de montão
Deixa eu te levar então
Pra onde eu sei que a gente vai brilhar
Mulher sem razão
Ouve o teu homem
Ouve o teu coração
Batendo travado
Por ninguém e por nada
Na escuridão do quarto
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sábado, 15 de novembro de 2008
Invece No
Vou passar uns dias postando letra e vídeos de musiquinhas que recentemente têm feito minha playlist.
Hoje, neste sábado de ressaca de balada - que nao incluiu bebedeira, diga-se de passagem - começo com Invece No, da minha eterna Laura Pausini. Música nova, que demorei um pouco pra gostar. Achei o clipe tosquinho, mas....gente, é a Laura, e ela é tosca mesmo. Mas como sempre, apaixonei pela letra da música, que nao entendi logo de cara, e ainda, toda vez que leio, fico interpretando os possíveis significados. Ontem acho que tive um insight. É uma música de libertaçao... libertaçao de sentimentos, eu diria. ....vejamos...
INVECE NO
Forse bastava respirare
Solo respirare un pò
Fino a riprendersi a ogni battito
E non cercare l'attimo
Per andar via
Non andare via
Perchè non può essere abitudine
Diciembre senza te
Chi resta qui
Spera l'impossibile
Invece no
Non c'è più tempo per spiegare
Per chiedere se ti avevo datto amore
Io sono qui
E avrei da dire ancora
Ancora
Perchè si spezzano tra i denti
Le cose più importanti
Quelle parole che non usiamo mai
E facio un tuffo nel dolore
Per farle rissalire riportarle qui
Una per una qui
Le senti tu
Pesano e si posano
Per sempre su di noi
E si manchi tu
Io non sò riperterle
E non riesco a dirle più
Invece no
Qui piovono i ricordi
Ed io farei di più
Di ammettere che è tardi
Come vorrei poter parlare
Ancora ancora
Invece no non ho
più tempo per spiegare
E avevo anch'io
Io qualcosa da sperare
Davanti a me
Qualcosa da finire insieme a te
Forse mi basta respirare
Solo respirare un pò
Forse è tardi
Forse invece no
O vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=2Wyb5WTaAI4
Hoje, neste sábado de ressaca de balada - que nao incluiu bebedeira, diga-se de passagem - começo com Invece No, da minha eterna Laura Pausini. Música nova, que demorei um pouco pra gostar. Achei o clipe tosquinho, mas....gente, é a Laura, e ela é tosca mesmo. Mas como sempre, apaixonei pela letra da música, que nao entendi logo de cara, e ainda, toda vez que leio, fico interpretando os possíveis significados. Ontem acho que tive um insight. É uma música de libertaçao... libertaçao de sentimentos, eu diria. ....vejamos...
INVECE NO
Forse bastava respirare
Solo respirare un pò
Fino a riprendersi a ogni battito
E non cercare l'attimo
Per andar via
Non andare via
Perchè non può essere abitudine
Diciembre senza te
Chi resta qui
Spera l'impossibile
Invece no
Non c'è più tempo per spiegare
Per chiedere se ti avevo datto amore
Io sono qui
E avrei da dire ancora
Ancora
Perchè si spezzano tra i denti
Le cose più importanti
Quelle parole che non usiamo mai
E facio un tuffo nel dolore
Per farle rissalire riportarle qui
Una per una qui
Le senti tu
Pesano e si posano
Per sempre su di noi
E si manchi tu
Io non sò riperterle
E non riesco a dirle più
Invece no
Qui piovono i ricordi
Ed io farei di più
Di ammettere che è tardi
Come vorrei poter parlare
Ancora ancora
Invece no non ho
più tempo per spiegare
E avevo anch'io
Io qualcosa da sperare
Davanti a me
Qualcosa da finire insieme a te
Forse mi basta respirare
Solo respirare un pò
Forse è tardi
Forse invece no
O vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=2Wyb5WTaAI4
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quarta-feira, 12 de novembro de 2008
Running Away Will Never Make You Free
Goiânia está levemente diferente. Bastaram 4 dias fora para eu voltar e encontrar uma cidade chuvosa. Muito atípico! Os semáforos da T-9, antes muito bem sincronizados, agora já nao se comportam mais assim. Malditos! Outros semáforos, como um da 85 e outros na Araguaia também nao funcionam como antes. E, pra completar o show macabro, apesar de toda essa chuva nao faltou luz no Setor Jaó!.... weird!
Mesmo com estas pequenas mudanças no status quo, o resto parece normal. E... isto é ao mesmo tempo reconfortante e nao. A ilusao de estar na cidade grande, num ritmo intenso de vida, me deixou animada. Centrada também. Encarar a solidao no meio de 20 milhoes de pessoas nao é algo que me acontece todos os dias. E eu gostei. Voltei a gostar da solitude e a conviver bem com a solitudine. Tem algo de libertador em sentir-se só em meio à multidao. E por isso que voltar para casa, mesmo que os semáforos tenham mudado de sequência, provocou uma ponta de desespero.
Foi importante ir pra Sao Paulo desta vez. Ouvi de alguém que eu sou "sincera demais" e que "pessoas assim têm dificuldades no mundo corporativo". Minha resposta foi, "só no mundo corporativo?". É.... tá na hora de começar a aprender a mentir. Estranho isso... passei os últimos anos largando de ser vigarista e canalha, aprendendo a nao mais enganar ninguém, coisa que eu sei que fazia muito bem. Mas nao tá dando muito certo nao...
Essa mesma pessoa me disse que eu também precisava me definir melhor. Interessante que assim que ela falou a frase eu tive um insight. Daqueles que mudam a cabeça da gente, sabe! Incrível. Quase respondi, "valeu, acabei de entender tudo!". E eu entendi mesmo. Entendi um monte de coisa. Foi muito bom!
Continuo lendo "As Consolaçoes da Filosofia". Quase no fim já. Que livro bom! Nao lembro qual foi o último livro que me deixou assim, vidrada. Com dó de terminar porque nao vai ter mais!
Ai, ai....o estômago dói. Talvez a gastrite tenha voltado. Resolvi comer bem pouco por uns dias. A dor de ficar sem comida é mais suportável do que àquela provocada pelo sofrimento derivado da satisfaçao deste desejo tao primitivo.
Cheguei no trabalho hoje e logo de cara vi uma frase fantástica, dessas pra gente refletir. Li e adorei. Foi como uma resposta a questionamentos recentes.
"RUNNING AWAY WILL NEVER MAKE YOU FREE"...
Mesmo com estas pequenas mudanças no status quo, o resto parece normal. E... isto é ao mesmo tempo reconfortante e nao. A ilusao de estar na cidade grande, num ritmo intenso de vida, me deixou animada. Centrada também. Encarar a solidao no meio de 20 milhoes de pessoas nao é algo que me acontece todos os dias. E eu gostei. Voltei a gostar da solitude e a conviver bem com a solitudine. Tem algo de libertador em sentir-se só em meio à multidao. E por isso que voltar para casa, mesmo que os semáforos tenham mudado de sequência, provocou uma ponta de desespero.
Foi importante ir pra Sao Paulo desta vez. Ouvi de alguém que eu sou "sincera demais" e que "pessoas assim têm dificuldades no mundo corporativo". Minha resposta foi, "só no mundo corporativo?". É.... tá na hora de começar a aprender a mentir. Estranho isso... passei os últimos anos largando de ser vigarista e canalha, aprendendo a nao mais enganar ninguém, coisa que eu sei que fazia muito bem. Mas nao tá dando muito certo nao...
Essa mesma pessoa me disse que eu também precisava me definir melhor. Interessante que assim que ela falou a frase eu tive um insight. Daqueles que mudam a cabeça da gente, sabe! Incrível. Quase respondi, "valeu, acabei de entender tudo!". E eu entendi mesmo. Entendi um monte de coisa. Foi muito bom!
Continuo lendo "As Consolaçoes da Filosofia". Quase no fim já. Que livro bom! Nao lembro qual foi o último livro que me deixou assim, vidrada. Com dó de terminar porque nao vai ter mais!
Ai, ai....o estômago dói. Talvez a gastrite tenha voltado. Resolvi comer bem pouco por uns dias. A dor de ficar sem comida é mais suportável do que àquela provocada pelo sofrimento derivado da satisfaçao deste desejo tao primitivo.
Cheguei no trabalho hoje e logo de cara vi uma frase fantástica, dessas pra gente refletir. Li e adorei. Foi como uma resposta a questionamentos recentes.
"RUNNING AWAY WILL NEVER MAKE YOU FREE"...
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terça-feira, 11 de novembro de 2008
Sao Paulo - reflexoes
Sao Paulo é correria. As pessoas andam rápido, como eu. Gosto disso. Sabem pra onde vao e nao tem tempo a perder. Nem olham pro lado. Ignoram o céu cinza que paira sobre suas cabeças e seguem seu caminho.
Em Sao Paulo eu sempre como demais. Bem mais do que deveria. Talvez como uma compensaçao à frustraçao de ter que aguentar transito e outras coisas, eu desconto comendo. É pizza, sanduiche (aqui eles dizem lanche), coxinha, tudo o que vier.
Sao Paulo é cinza. Nao só o céu, mas os carros também. Observei isso na rua. O tanto de carros da cor prata e cinza, tudo blasé...argh...
Sao Paulo também é um excelente ambiente para aqueles que nao querem pensar. Aqui a gente se distrai fácil. É o transito e as dificuldades de transporte, é o cheiro do tiete ou quem sabe o charme de um café expresso apreciado às 6.30 da manha na Av. Paulista. O fato é que... pensar pode, tranquilamente, ficar em segundo plano.
E foi aqui em Sao Paulo que eu comecei a ler o livro "Consolaçoes da Filosofia", do Allain de Bottom, também autor de "A Arte de Viajar", que eu adoro. Livro este que veio em muito boa hora. Quase uma auto-ajuda filosófica, haha! Que nada... o livro apresenta idéias de filósofos que poderiam ser usadas para, quem sabe, nos consolar de certas coisas, seja impopularidade, frustraçao...até coraçao partido.
Sao Paulo me traz um mix de tristeza com esperança. Interessante como isso funciona. Acho que depende da hora do dia ou da parte da cidade em que eu me encontro.
Foi aqui em Sao Paulo que ontem, enquanto eu esperava minha prima na frente de um terminal de onibus, um estranho da rua chegou pra conversar comigo. Eu, por incrivel que pareça, dei papo para o estranho. Quase no fim da nossa conversa esse estranho virou pra mim e falou coisas da minha vida. Coisas pessoais. Que ele nao poderia ter adivinhado. Foi estranho, no mínimo. Fiquei impressionada....ainda estou... será que eu deveria estar impressionada? Nao foi simples coicidencia?....bem, a vida continua enquanto eu tento rebater o que o estranho me disse usando um pouco de lógica que ainda me resta.
Amanha eu vou embora de Sao Paulo... como será que vai ser voltar à Goiania?
Em Sao Paulo eu sempre como demais. Bem mais do que deveria. Talvez como uma compensaçao à frustraçao de ter que aguentar transito e outras coisas, eu desconto comendo. É pizza, sanduiche (aqui eles dizem lanche), coxinha, tudo o que vier.
Sao Paulo é cinza. Nao só o céu, mas os carros também. Observei isso na rua. O tanto de carros da cor prata e cinza, tudo blasé...argh...
Sao Paulo também é um excelente ambiente para aqueles que nao querem pensar. Aqui a gente se distrai fácil. É o transito e as dificuldades de transporte, é o cheiro do tiete ou quem sabe o charme de um café expresso apreciado às 6.30 da manha na Av. Paulista. O fato é que... pensar pode, tranquilamente, ficar em segundo plano.
E foi aqui em Sao Paulo que eu comecei a ler o livro "Consolaçoes da Filosofia", do Allain de Bottom, também autor de "A Arte de Viajar", que eu adoro. Livro este que veio em muito boa hora. Quase uma auto-ajuda filosófica, haha! Que nada... o livro apresenta idéias de filósofos que poderiam ser usadas para, quem sabe, nos consolar de certas coisas, seja impopularidade, frustraçao...até coraçao partido.
Sao Paulo me traz um mix de tristeza com esperança. Interessante como isso funciona. Acho que depende da hora do dia ou da parte da cidade em que eu me encontro.
Foi aqui em Sao Paulo que ontem, enquanto eu esperava minha prima na frente de um terminal de onibus, um estranho da rua chegou pra conversar comigo. Eu, por incrivel que pareça, dei papo para o estranho. Quase no fim da nossa conversa esse estranho virou pra mim e falou coisas da minha vida. Coisas pessoais. Que ele nao poderia ter adivinhado. Foi estranho, no mínimo. Fiquei impressionada....ainda estou... será que eu deveria estar impressionada? Nao foi simples coicidencia?....bem, a vida continua enquanto eu tento rebater o que o estranho me disse usando um pouco de lógica que ainda me resta.
Amanha eu vou embora de Sao Paulo... como será que vai ser voltar à Goiania?
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sábado, 8 de novembro de 2008
Dèja-vu
Mochila e mala em cima da cama. Tira um terno do guarda-roupa, prova. Vê se as velhas roupas de trabalho ainda cabem. Sim, cabem. Ufa! Que alívio!...é sempre bom saber que você foi capaz de nao engordar no último ano.
Calça sport, camisetinhas, blusas. Blusa social, sapato social, rimel, batons, sombra. Tegretol, Ritalina, Trimedal e Nimesulida. E ah, claro! Rivotril...caso alguem precise. Nao posso esquecer a bombinha também nao. Vai que a bronquite resolve atacar de novo. Será que é tudo? É...
Mais uma viagem de provas. Para fazer provas. Mais uma vez que a vida parece me atropelar. Mais um dia que eu pego a estrada buscando o tal futuro. Dessa vez, sozinha. Sem o doce pensamento de que alguém vai esperar eu voltar. Quer dizer... se servir de consolo eu sei que meus alunos vao me esperar na quarta a tarde pra dar aula.
Respira fundo. De novo. Canta a musiquinha "american boy" da Estelle... pensa que é engraçado que você tenha se rendido a essa "música de preto". Nao só essa como aquela tal "forever" do Chris Brown também é legalzinha.
Dois livros na mala para passar o tempo. Muitas perguntas, muitas saudades. Sem muita empolgaçao. A pressao começa a bater. Até agora tudo foi relativamente fácil. O projeto era bom e tinha potencial. Aprovado! A prova de inglês foi fácil. Mas agora é pra valer. Tem prova de teoria, de livros, de idéias. Meu trabalho será provar, na escrita, que eu sei relacionar tudo o que li e, também, analisar. Será que eu sei analisar? Nunca achei que eu fosse muito boa nisso. Sempre achei que minhas análises eram meio "óbvias". Pois é... tá na hora de andar a "extra mile". Sozinha.
E é assim eu hoje eu viajo de novo. Mochila nas costas, cabeça fervilhando de pensamentos. Medo. Bastante medo. Pressao também. Vontade de sentir-me livre. O coraçao aperta. Dèja-vu.
Calça sport, camisetinhas, blusas. Blusa social, sapato social, rimel, batons, sombra. Tegretol, Ritalina, Trimedal e Nimesulida. E ah, claro! Rivotril...caso alguem precise. Nao posso esquecer a bombinha também nao. Vai que a bronquite resolve atacar de novo. Será que é tudo? É...
Mais uma viagem de provas. Para fazer provas. Mais uma vez que a vida parece me atropelar. Mais um dia que eu pego a estrada buscando o tal futuro. Dessa vez, sozinha. Sem o doce pensamento de que alguém vai esperar eu voltar. Quer dizer... se servir de consolo eu sei que meus alunos vao me esperar na quarta a tarde pra dar aula.
Respira fundo. De novo. Canta a musiquinha "american boy" da Estelle... pensa que é engraçado que você tenha se rendido a essa "música de preto". Nao só essa como aquela tal "forever" do Chris Brown também é legalzinha.
Dois livros na mala para passar o tempo. Muitas perguntas, muitas saudades. Sem muita empolgaçao. A pressao começa a bater. Até agora tudo foi relativamente fácil. O projeto era bom e tinha potencial. Aprovado! A prova de inglês foi fácil. Mas agora é pra valer. Tem prova de teoria, de livros, de idéias. Meu trabalho será provar, na escrita, que eu sei relacionar tudo o que li e, também, analisar. Será que eu sei analisar? Nunca achei que eu fosse muito boa nisso. Sempre achei que minhas análises eram meio "óbvias". Pois é... tá na hora de andar a "extra mile". Sozinha.
E é assim eu hoje eu viajo de novo. Mochila nas costas, cabeça fervilhando de pensamentos. Medo. Bastante medo. Pressao também. Vontade de sentir-me livre. O coraçao aperta. Dèja-vu.
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Agonia,
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