Hoje, na hora do almoço, um dos colegas nos contava sobre sua viagem de férias ao Brasil. JP foi à Sao Paulo e Rio e curtiu muito as duas cidades. Baladou, beijou na boa, bebeu e comeu, subiu no Corcovado e no Pao de Açucar e fez o que turista faz. Até aí tudo bem, né? Eu feliz por JP ter se divertido tanto no meu país. Até ele dizer que queria voltar...pra conhecer CUritiba.
Ao indagá-lo por que essa cidade em particular, ele me contava como sua colega brasileira lhe havia dito que CUritiba era a cidade perfeita. E eu caí na risada.
Olha, nada contra a pessoa gostar da própria cidade. É até melhor, porque viver numa cidade que nao gostamos deve ser bem horrível. Mas daí a dizer que... é a cidade perfeita, tá demais. E pior, é a mesma lógica de gente idiota desinformada. Eu perguntei, "perfeita por que?". E segundo a criatura que lhe informou, era perfeita pela quantidade de áreas verdes, organizaçao e, principalmente porque todos eram descendentes de europeus. (SIC) Sim, meu sangue ferveu. Se tem uma coisa que me irrita é esse ranso de gente que se acha superior porque é "descendente de europeu". Aff!!! Em minha humilde opiniao eu, como também europeia-descentente (grande coisa!) digo que nao há pensamento mais colonial que este. Afinal, os colonos achavam que tudo o que era da metrópole era melhor. E pelo menos a última vez que chequei, esse país (Brasil) deixou de ser colonia em 1822.
Eu poderia passar o tempo aqui detonando CUritiba. Mas nao vou. A cidade realmente é bonita e organizada. Parabéns a quem a fez e mantém assim. A cidade também tem casas bem pobres e bairros que inudam. Por que digo isso? Porque eu já vi! Ah, e...eu duvido que essa mesma cidade esteja livre de afro ou indio descendentes. Desculpem, mas no Brasil isso nao é possível! Ainda bem...
Respondi a JP que o que lhe haviam dito era mentira e que, apesar de bonita e organizada, CUritiba era outra cidade brasileira qualquer. Ele quis saber se era mais bonita que o Rio.... outra risada... tadinho! O Rio é único...e olha, eu nem sou carioca hein! Deixei bem claro pra ele que quem espalha essa inverdade de que o Sul do Brasil é como a Europa...é porque nao conhece a Europa. Eu conheço tanto o Sul (os tres estados) quando a Europa (alguns países)...e por isso me sinto no direito de contestar a inverdade.
Nem sei explicar porque esse tipo de comentário me irrita tanto, mas o fato é que irrita. Eu entendo que a geografia tem um papel bem importante em nossas lembranças, formaçao de personalidade e identidade...mas daí a sair falando que um determinado lugar do mundo é o melhor...por favor, façam a ressalva que esta é a SUA opiniao. E está bem que voce ache assim...desde que voce saiba que é a SUA impressao e nao um fato!
Quanto à "superioridade" da descendencia Européia...tá aí outra coisa que me tira do sério. Igual o dia que eu ouvi uma colega o trabalho dizer que "gente bonita no Brasil só de Sao Paulo para baixo". Detalhe...do lado dela tinha um nordestino e uma goiana (eu!). Ela, no mínimo, cometeu uma senhora gafe, além de falar asneira de graça né!
Conversando com Pedrinho chegamos cada vez mais à conclusao de que os Europeus sao provincianos. E olha que ele mora na Alemanha hein, aonde supostamente as pessoas sao frias, calculistas e evoluídas. Anham, Claudia...senta lá! Vou pedir pra ele fazer um post especial sobre a provincianidade dessa gente para que ele possa nos iluminar com a verdade, haha! Já a minha impressao da Europa é das melhores. Lugares legais, com gente de todo tipo....preta, índia, bonitos e feios. Nem melhor nem pior. Assim como existe isso nos EUA, na América Latina e em outros muitos países desse mundao...
É isso... hoje o post foi desabafo. Fiquei com essa história entalada na garganta. Como eu disse, me irrito muito com certas ignorancias...e nem sei explicar porque.
A boa notícia é que...acho que estou me conformando com a vida proletária...e olha que nem tem nada a ver com dinheiro hein. Só com conformismo mesmo e a mentalidade do what you have to do. Mas isso é assunto pra outro post...
quarta-feira, 30 de março de 2011
segunda-feira, 21 de março de 2011
A Crise do Proletariado Educado
A mudança de trabalho, somada ao fato de que recebi visita por uns dias, atrasou minha volta à este espaço. Gosto de escrever, mas tem que ter clima. E a verdade é que quando voce passa o dia na frente de dois computadores e depois chega em casa e tem que fazer a social com a visita - que sim, é muito gente boa - no fim da noite já nao sobra muita inspiraçao. Portanto...vamos ao resumo do que passou desde o dia 3 de Março, o dia em que comecei a trabalhar na Oracle.
O primeiro dia foi num hotel. Eles chamam isso de induçao. Eu fiquei brincando, dizendo que era a abduçao. Na verdade tudo parecia um mix de primeiro dia de colégio militar dentro de um cenário aonde os personagens foram tirados da série Big Bang Theory. De 30 pessoas que eu contei, só 4 eram mulheres. Duas delas técnicas...ou seja, nerds e nao muito bonitas - pra nao esculachar e dizer que eram bem feiosas. As outras duas... eu a secretária éramos as outras...e, neste contexto, me senti bem bonita e gostosa. Foi meio entendiante, mas era parte do jogo.
Em vez de encher o texto de mera descriçao dos acontecimentos, vou partir logo pra dizer o que aconteceu, emocionalmente falando, nestas duas últimas semanas. Porque afinal os fatos sao como sao...e o que fica é como voce se sente/sentiu a respeito.
O clima e as pessoas da Oracle me pareceram ótimos desde o primeiro minuto. O problema era/tem sido o que se passa dentro da minha cabeça. De repente, ao encarar a realidade do que consiste este trabalho, eu comecei a me questionar. Teria eu perdido tempo nos últimos 6 anos que gastei estudando política internacional, teorias e coisas do tipo para terminar trabalhando numa empresa multinacional de tecnologia de informaçao? Uma empresa que, honestamente, nao se interessa pelo debate teórico neo-neo, ou mesmo com as consequencias do atual desmantelamento das estruturas políticas do Oriente Médio. Eu passei um tempao tentando decrifrar tudo isso pra terminar sentada num cubículo tentando entender problemas técnicos e ajudar clientes? Confesso, bateu um desespero.
Mas a pergunta principal e óbvia: por que eu mudei entao? A resposta, também óbvia: porque me pagam o dobro! E supostamente, numa empresa desse tamanho, existem melhores chances de crescer profissionalmente. Eu poderia ter continuado tranquila fichando bandidos fraudulentos... mas o dinheiro da Oracle paga alguns dos meu luxos, como uma academia fina e personal trainer. Com esse dinheiro eu posso, finalmente, ser independente e nao ter que gastar mais nenhum centavinho que nao fui eu que ganhei. E além de pagar minhas contas e meus luxos, eu posso "me dar o luxo" de investir em açoes da própria empresa, que compro com desconto.
E assim, racionalizando, passei a primeira semana. Fiz uma retrospectiva das grandes mudanças da minha vida. Sempre sofro no começo. Mas sei que nao é porque sou fraca - apesar de sempre achar que poderia ser mais forte. Dizem que mudança de emprego, assim como um divórcio ou uma casa, estao no topo da lista de geradores de maior estresse. Dentre essas opçoes, fico com a primeira. Melhor assim que um divórcio.
Claro que sentir-se um peão nao era algo com que eu estivesse acostumada. Além de toda a burocracia. Numa empresa com mais de 100 mil funcionários é lógico que as coisas devem seguir passos pré-definidos. Mesmo que estes passos signifiquem uma espera longa e, como dito, uma tremenda burocracia. Precisa de um mouse novo? Ah, entra no portal e pede um. Seu gerente aprova... tudo passa por um processo até chegar na Dell nos EUA e de lá eles te mandam seu mouse. Coisa similar com senhas e acessos aos milhoes de sistema que eu ainda nao sei bem para que funcionam, mas sei que preciso poder ter acesso a eles. Bem vinda ao mundo Oracle, com todos os seus portais, processos, senhas e nomes de usuário. Bem vinda ao mundo proletário. De agora pra frente é acordar de manha, ir para a fábrica, apertar parafusos - porque sim, o trabalho é bem mecanico - e depois sair de lá, repetindo para si mesma, como um mantra, que vale a pena porque no fim do mes eu poderei olhar para a minha conta e sorrir sem muitas preocupaçoes. Será? Bem vinda a alienaçao e ao emburrecimento que a vida proletária inevitavelmente nos conduz.
Talvez eu esteja fazendo muito drama. Fruto de todas essas reaçoes causadas pela mudança. O Sr. Bobinho nao esteve disponível para ouvir meus lamentos. Ele tem estado preocupado com suas próprias coisas.... graças a Deus por Dona Let e Pedrinho, que estiveram disponíveis pelo Gtalk.
Imagino que o Sr. Marx, quem eu já tanto critiquei/critico e praguejei, teria uma pontinha de orgulho de mim. Eu finalmente entendi o que significa a alienaçao do proletariado. E sim, meus amigos, eu sofro com isso. Eu sofro porque nos últimos tempos eu quis construir parte da minha identidade basada nessa história de que eu, dona Ylana, era/sou uma intelectual. Que a parte mais fantástica do meu corpo nao é minha bunda (LOL) e sim meu cérebro. E agora assim, por dinheiro, eu chuto o balde e mando o cérebro descansar. Já nao preciso muito dele. E por isso o momento de despero aonde me pergunto/perguntei: e agora, quem sou eu?
Como eu disse ali em cima, talvez eu esteja fazendo muito drama. Melhor aceitar o que disse a Lais: "fica quieta, voce tá ganhando bem". Essa é a vida adulta....e a vida adulta, no meu caso, é proletária.
Espero, sinceramente, que o dinheiro que devo receber daqui uns poucos dias, ajude a acalmar essas inquietudes tao incomodas. O dinheiro, eu sei, nao vai comprar minha felicidade. Mas vai pagar os restaurantes que eu quero ir, a academia phyna e o personal trainer, futuras férias na Europa e no Caribe, e... muito provavelmente vai acabar pagando a terapia também.
Enquanto isso eu me contento lendo livros...e pensando que assim eu mantenho algo que ainda me resta de intelectualidade. Como se isso fosse grande coisa...
O primeiro dia foi num hotel. Eles chamam isso de induçao. Eu fiquei brincando, dizendo que era a abduçao. Na verdade tudo parecia um mix de primeiro dia de colégio militar dentro de um cenário aonde os personagens foram tirados da série Big Bang Theory. De 30 pessoas que eu contei, só 4 eram mulheres. Duas delas técnicas...ou seja, nerds e nao muito bonitas - pra nao esculachar e dizer que eram bem feiosas. As outras duas... eu a secretária éramos as outras...e, neste contexto, me senti bem bonita e gostosa. Foi meio entendiante, mas era parte do jogo.
Em vez de encher o texto de mera descriçao dos acontecimentos, vou partir logo pra dizer o que aconteceu, emocionalmente falando, nestas duas últimas semanas. Porque afinal os fatos sao como sao...e o que fica é como voce se sente/sentiu a respeito.
Mas a pergunta principal e óbvia: por que eu mudei entao? A resposta, também óbvia: porque me pagam o dobro! E supostamente, numa empresa desse tamanho, existem melhores chances de crescer profissionalmente. Eu poderia ter continuado tranquila fichando bandidos fraudulentos... mas o dinheiro da Oracle paga alguns dos meu luxos, como uma academia fina e personal trainer. Com esse dinheiro eu posso, finalmente, ser independente e nao ter que gastar mais nenhum centavinho que nao fui eu que ganhei. E além de pagar minhas contas e meus luxos, eu posso "me dar o luxo" de investir em açoes da própria empresa, que compro com desconto.
E assim, racionalizando, passei a primeira semana. Fiz uma retrospectiva das grandes mudanças da minha vida. Sempre sofro no começo. Mas sei que nao é porque sou fraca - apesar de sempre achar que poderia ser mais forte. Dizem que mudança de emprego, assim como um divórcio ou uma casa, estao no topo da lista de geradores de maior estresse. Dentre essas opçoes, fico com a primeira. Melhor assim que um divórcio.
Claro que sentir-se um peão nao era algo com que eu estivesse acostumada. Além de toda a burocracia. Numa empresa com mais de 100 mil funcionários é lógico que as coisas devem seguir passos pré-definidos. Mesmo que estes passos signifiquem uma espera longa e, como dito, uma tremenda burocracia. Precisa de um mouse novo? Ah, entra no portal e pede um. Seu gerente aprova... tudo passa por um processo até chegar na Dell nos EUA e de lá eles te mandam seu mouse. Coisa similar com senhas e acessos aos milhoes de sistema que eu ainda nao sei bem para que funcionam, mas sei que preciso poder ter acesso a eles. Bem vinda ao mundo Oracle, com todos os seus portais, processos, senhas e nomes de usuário. Bem vinda ao mundo proletário. De agora pra frente é acordar de manha, ir para a fábrica, apertar parafusos - porque sim, o trabalho é bem mecanico - e depois sair de lá, repetindo para si mesma, como um mantra, que vale a pena porque no fim do mes eu poderei olhar para a minha conta e sorrir sem muitas preocupaçoes. Será? Bem vinda a alienaçao e ao emburrecimento que a vida proletária inevitavelmente nos conduz.
Talvez eu esteja fazendo muito drama. Fruto de todas essas reaçoes causadas pela mudança. O Sr. Bobinho nao esteve disponível para ouvir meus lamentos. Ele tem estado preocupado com suas próprias coisas.... graças a Deus por Dona Let e Pedrinho, que estiveram disponíveis pelo Gtalk.
Como eu disse ali em cima, talvez eu esteja fazendo muito drama. Melhor aceitar o que disse a Lais: "fica quieta, voce tá ganhando bem". Essa é a vida adulta....e a vida adulta, no meu caso, é proletária.
Espero, sinceramente, que o dinheiro que devo receber daqui uns poucos dias, ajude a acalmar essas inquietudes tao incomodas. O dinheiro, eu sei, nao vai comprar minha felicidade. Mas vai pagar os restaurantes que eu quero ir, a academia phyna e o personal trainer, futuras férias na Europa e no Caribe, e... muito provavelmente vai acabar pagando a terapia também.
Enquanto isso eu me contento lendo livros...e pensando que assim eu mantenho algo que ainda me resta de intelectualidade. Como se isso fosse grande coisa...
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quarta-feira, 2 de março de 2011
Entre-os-Lugares
Amo observar as montanhas no fim do dia. Deitada em minha cama volto meus olhos para a janela e ae está o Cerro Plomo com seus quase 5 mil metros de altura. Nao importa a época do ano, tem sempre neve lá em cima. Muita ou pouca, está sempre lá. As cores desse sol de verao, num fim de tarde normal e corrente, fazem com que a vista do Plomo seja quase mística...nao importa quantas vezes eu olhe. E nessa tarde que de repente se tornou melancólica, eu jogo minha mirada, mais uma vez, a esta cena... e respiro fundo.
Uma semana de férias, uma semana de Brasil. Uma semana de entre-lugares, que é aquele nome complicado pra dizer que voce já nao se sente bem em lugar nenhum. Que sempre falta alguma coisa. Faltam os amigos, falta a família, falta aquela comida. E se estes nao faltam, o que falta é a organizaçao, as ruas largas, as montanhas e a "normalidade" que agora é sinonimo da capital de um país. Nunca está completo. Sempre falta.
Nessa semana de Brasil li uma frase fantástica. Pena que esqueci o autor. Era algo mais ou menos assim: "Na vida existem dois horizontes: o da saudade, das coisas que já foram; e o da esperança, das coisas que ainda estao por vir". O conteúdo da frase expressa esse entre-lugares vivido por cada imigrante e, de alguma forma, por cada ser humano também. Estamos sempre entre um e outro. E sempre falta. Um pouquinho de breguice e eu poderia completar o parágrafo dizendo que essa "falta" é "plano de Deus" e por isso necessitamos das pessoas e zzzzzzzzzzzzzz.... mas nao estou para breguices nem pensamentos fáceis hoje.
O sol vai deixando a cidade...e as cores da montanha mudam. De rosa intenso a rosa claro...a um acinzentado. A melancolia aumenta. O espaço que nao será mais nunca preenchido também. E já que estamos em lugar nenhum, já que estamos entre um ou outro, o jeito é inventar maneiras de achar que a coisa nao é bem assim. Que venham as horas extras do trabalho, que venham as aulas com o personal trainer, que venham mais responsabilidades, que venham os filmes ganhadores e perdedores do Oscar, que venham as reprises de Friends...
Amanha as 8.30am começa outra jornada....
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domingo, 6 de fevereiro de 2011
Como Mandar Tudo pro Inferno em 15 minutos...
Disclaimer:
Imagina que è um lindo sàbado de manha. O sol brilha là fora e seu quarto jà està um forno, fazendo que a cama nao seja mais algo confortàvel e aconchegante. Voce levanta pilhada, come um yogurte ràpido, revisa os email. Coloca short, top, blusa especial me malhar e tenis. Enche a garrafinha de àgua e vai feliz para a academia.
E se essas duas aulas nao bastassem, o namorado, que ficou o dia inteiro estudando e quer fazer algum tipo de exercicio, te liga convidando pra um jogo de racquetbol. "Sim, claro! Deixa que eu ligo e reservo a quadra". Òbvio que sò depois de responder no impulso que eu percebi que talvez as pernas sofririam um pouco. Mas, too late...melhor ir jogar. E, se eu perdesse, pelo menos teria uma boa desculpa. E là fomos nòs...
Este post nao serà escrito desde o meu computador...por lo tanto, aviso que a pontuacao e ortografia està zuada.
OK, vamos là...
Là voce faz aula de Body Pump, aonde para cada mùsica existe uma rotina de repeticoes para um grupo muscular. Voce ama essa aula e, depois de pegar muito peso, suar e sofrer, sai feliz. Pronta para tomar um banho, sim? Naaao. Por que? Porque o dia està sò comecanco.
Depois de uma aula de Pump è hora de se juntar com a Carlita, amiga do trabalho que comprou uma promocao (desses de site de coupon) para uma aula de Kagoroo Jump....que è parecida com uma aula de Body Jump, mas em vez de trampolim, voce veste uma bota com um apoio abaixo, que te ajuda a pular. Como tà na foto. Calcando este aparato, o professor pula - e te faz pular - de diferentes maneiras durante quase uma hora. As pernas trabalham de maneira intensa e a combinacao de suor, cansaco e cara vermelha te faz sentir maravilhosamente bem. Estranho como algumas maluquices te fazem sentir bem. Uns se auto torturam... outros passam horas fazendo a mesma coisa na frente da televisao, tudo pra dizer que "zerou" um jogo. Vai entender...
Jogo jogado, partida ganha... e claro, trauma da semana anterior superado - quando eu mandei a pròpria raquete na boca e doeu tanto que achei que tinha perdido os dentes. Fim do dia. A fome bateu. A indecisao sobre aonde ir tambèm. Às vèsperas de viajar pro Brasil nenhum dos dois parece muito disposto a gastar muito dinheiro. Entao... eis que surge a solucao ràpida e barata...e que ao mesmo tempo mandou todo o esforco do dia por inferno...em 15 minutos.
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
Insanidades Modernas y Urbanas - e também necessárias!
Uma das coisas que eu acho meio insanas é academia. E olha que nem me à cultura de academia - gente bombada ou gostosa malhando na frente do espelho e se achando. Neste minuto, quando eu digo que academia é insana, quero dizer o lugar - físico - é uma coisa meio bizarra. Imagine... um monte de gente reunida em um espaco, geralmente olhando alguma coisa (muda) na televisao ou ouvindo música. Essas pessoas nao interagem, apesar de muitas vezes terem - e claro, exibirem - atributos bastante facilitadores da interacao humana, como um corpo bonito. Enquanto olham TV ou escutam música - do ambiente ou do próprio iPod - essas mesmas criaturas sentem um imenso prazer em submeter seus corpos ao esforco, que pode ser causado por levantar peso ou simplesmente forcar os pulmoes e o coracao a trabalharem bem mais. Se algum deles encher o saco desse ambiente, muitas academias oferecem aulas onde, com música e algum(a) professor(a) bizarramente animado vai gritar e ensinar como eles, alunos, poderao se forcar seus corpos a suarem de maneira uniforme - por isso é uma aula em grupo, para que todos facam tudo igual. Estranha semelhanca com um quartel, mas que nem sempre as pessoas notam. No fim de tudo isso todos se aplaudem - mentalmente ou nao, respiram fundo, sorriem - mentalmente ou nao, e continuam suas vidinhas, sentindo-se estranhamente satisfeitos e realizados.
Convenhamos, é bizarro.
Eu nao sei a história das academias, como surgiram, aonde nem porque. Mas imagino que tenha a ver com a modernidade. Numa vida de antigamente o sonho de todo proletário era chegar em casa no fim do dia e descansar, de preferencia fazendo nada que envolvesse esforco físico. Mas o mundo continuou evoluindo, junto com a tecnologia...e as mulheres foram trabalhar. As pessoas passaram a ganhar dinheiro/sustento passando o dia sentado na frente de um computador, lidando com problemas que já nao envolviam caçar, nem limpar, nem construir. Também passaram a caminhar menos e...ae começaram a sentir um cansaço, algo estranho que as vezes vem como uma espécie de raiva e falta de vontade viver...difícil de descrever bem....e chamaram isso de STRESS - ou estresse, em portugues.
Ok, o parágrafo acima simplifica muito todo o fenomeno da evolucao tecnologica e como afeta nossa vida. Mas a idéia é simples. Com novos conceitos, vem novas reacoes. E como o mundo passou a valorizar pessoas de corpo perfeito - simétricas e músculos perfeitamente divididos - as academias se fizeram nao somente necessárias, mas essenciais. Em algumas culturas mais que outras.
O fato é que, no ocidente, uma grande proporcao de adultos gasta uma quantidade incrível de dinheiro em medidas para reduzir o stress e cuidar do corpo, seja por vaidade ou saúde. Uma das mais populares é se inscrever numa academia. Eu, adulta e proletária - portanto dentro do grupo de risco - resolvi que este ano voltaria a fazer parte deste grupo de insanos.
Por que? Simples. Porque jogar futebol e raquetbol uma vez por semana já nao é suficiente para dar a injecao de endorfina - e reduzir o stress - que eu preciso. Nem gastar o número ideal de calorias. Porque eu gosto de submeter minhas banhas à tortura de levantamento de pesos enquanto ouco música. Porque simplesmente é mais fácil ir pra academia no inverno do que encarar o frio e sair pra correr no parque. E hoje eu entendi e me assumi urbana.
No meu caso, pelo menos...acho mais fácil correr numa esteira do que no parque. Na esteira eu controlo a velocidade, meus batimentos cardíacos a o número de calorias perdidas. Ali também, nao sei porque, minhas narinas nao dóem e eu prefiro ouvir a Lady Gaga e assistir Friends do que ter que desviar de gente enquanto olho no chao cuidando para nao pisar em nada indesejado. Fora ter que encarar o olhar orgulhoso de quem corre há mais tempo e melhor do que voce. Na academia pelo menos ninguém tem que se encarar se nao quiser. Se eu nao quiser nada disso, posso ir a alguma aula aonde algum professor que nao ganha tao bem assim e tem um corpo bem malhado vai estar à frente, ensinando os movimentos que devo fazer e gritando bem alto para motivar a todos nós, pessoas que precisam/querem queimar calorias. E, se eu estiver disposta a pagar um pouco mais, posso ter alguém só pra mim - personal trainer - falando que estou indo bem e...me forçando a fazer aquele abdominal extra.
Como eu disse, coisas da modernidade urbana....
Mesmo assim...mesmo sendo insano imaginar um monte de gente correndo em cima de uma máquina ao mesmo tempo que olham para alguma parede e ignoram-se mutuamente, o negócio é eficiente. E... se nao é possível fugir ao "grupo de risco"- a.ka. vida proletária - o jeito é arrumar uma maneira de gastar as energias estressante acumuladas durante o dia e, claro, queimar as calorias que tendem a acumular-se. Bem vindos à academia....bem vindos à insanidade.
Convenhamos, é bizarro.
Ok, o parágrafo acima simplifica muito todo o fenomeno da evolucao tecnologica e como afeta nossa vida. Mas a idéia é simples. Com novos conceitos, vem novas reacoes. E como o mundo passou a valorizar pessoas de corpo perfeito - simétricas e músculos perfeitamente divididos - as academias se fizeram nao somente necessárias, mas essenciais. Em algumas culturas mais que outras.
O fato é que, no ocidente, uma grande proporcao de adultos gasta uma quantidade incrível de dinheiro em medidas para reduzir o stress e cuidar do corpo, seja por vaidade ou saúde. Uma das mais populares é se inscrever numa academia. Eu, adulta e proletária - portanto dentro do grupo de risco - resolvi que este ano voltaria a fazer parte deste grupo de insanos.
Por que? Simples. Porque jogar futebol e raquetbol uma vez por semana já nao é suficiente para dar a injecao de endorfina - e reduzir o stress - que eu preciso. Nem gastar o número ideal de calorias. Porque eu gosto de submeter minhas banhas à tortura de levantamento de pesos enquanto ouco música. Porque simplesmente é mais fácil ir pra academia no inverno do que encarar o frio e sair pra correr no parque. E hoje eu entendi e me assumi urbana.
No meu caso, pelo menos...acho mais fácil correr numa esteira do que no parque. Na esteira eu controlo a velocidade, meus batimentos cardíacos a o número de calorias perdidas. Ali também, nao sei porque, minhas narinas nao dóem e eu prefiro ouvir a Lady Gaga e assistir Friends do que ter que desviar de gente enquanto olho no chao cuidando para nao pisar em nada indesejado. Fora ter que encarar o olhar orgulhoso de quem corre há mais tempo e melhor do que voce. Na academia pelo menos ninguém tem que se encarar se nao quiser. Se eu nao quiser nada disso, posso ir a alguma aula aonde algum professor que nao ganha tao bem assim e tem um corpo bem malhado vai estar à frente, ensinando os movimentos que devo fazer e gritando bem alto para motivar a todos nós, pessoas que precisam/querem queimar calorias. E, se eu estiver disposta a pagar um pouco mais, posso ter alguém só pra mim - personal trainer - falando que estou indo bem e...me forçando a fazer aquele abdominal extra.
Como eu disse, coisas da modernidade urbana....
Mesmo assim...mesmo sendo insano imaginar um monte de gente correndo em cima de uma máquina ao mesmo tempo que olham para alguma parede e ignoram-se mutuamente, o negócio é eficiente. E... se nao é possível fugir ao "grupo de risco"- a.ka. vida proletária - o jeito é arrumar uma maneira de gastar as energias estressante acumuladas durante o dia e, claro, queimar as calorias que tendem a acumular-se. Bem vindos à academia....bem vindos à insanidade.
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quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
A Bencao da Apatia
Outro dia, logo de anunciar minha saída oficial da World-Check (atual emprego), conversava com uma amiga sobre minhas impressoes gerais dessa experiencia. Eu lhe disse que umas das coisas que mais tive dificuldade foi em aprender a nao me envolver com os casos em que trabalhava. No comeco, na intensidade e paixao de que me é própria, eu entrava em cada projeto com a sede de quem teria passado dias no deserto. Era muita vontade de aprender, de entender tudo, de achar logo o vilao da história e...como era de se esperar, eu me perdia no caminho. E isso me fez errar muitas vezes, claro. Por isso eu explicava à Carla que o segredo do meu sucesso foi a apatia. No minuto que eu aprendi a me importar menos com as vítimas, ou simplesmente ver o movimentos políticos dos "meus" países como algo do dia a dia, a coisa ficou fácil, simples e...de certa forma monótona. no dia que eu deixei de pensar que minha análise macro de todos os casos era importante, virei uma proletaria eficiente e produtiva. ...Meio deprimente, nao?
Hoje essa idea voltou a aparecer. A idea de que ser apático às situacoes ou coisas pode trazer benefícios. Para mim isso é interessante pois em geral sou o total oposto de apática. Sim, o tipo de pessoa que passa a vida tentando nao ser 8 ou 80, uma vez que esta parece ser minha condicao natural. Nao se importar, dar de ombros... quantas vezes nao admirei as pessoas que sabem ser assim!
Voltei a pensar nisso hoje porque me veio à mente a imagem dessas pessoas que transformam o próprio trabalho como parte tao importante da vida que...nao se desvinculam. Ok, longe de mim dizer coisas como, "a gente tem que aprender a separar as coisas" porque sejamos honestos, é quase impossível. Se alguém anda preocupado com a saúde de algum parente ou brigou com a pessoa amada na noite anterior, é muito difícil enfiar a cabeca no trabalho e nao deixar que isso afete o humor. Ou vice-versa. Pergunte à Dona Let como é difícil nao misturar essas duas esferas. Enfim, o fato é que...pessoas que se jogam na vida laboral e se sentem imensamente realizadas - ou o contrário - com o que fazem, deveriam pensar na bencao da apatia. Nao falo de ser um trabalhador preguicoso ou desmotivado...mas também nao vejo porque ser a primeira a chegar e a última a sair - caso eu nao seja a dona do negócio, claro.
Talvez a vida proletária me tenha transformado em uma criatura apática e desinteressada... mas certamente mais tranquila. Alguém que já nao sonha mais com bombas explodindo na Colombia, ou com arquivos infinitos de nomes de criminosos. Talvez essa seja só uma reflexao barata de final de dia ao som da música Despedida da Julieta Venegas, que sempre me faz pensar em mil coisas. Ou talvez eu tenha mesmo razao... que a apatia é uma verdadeira bencao!
Hoje essa idea voltou a aparecer. A idea de que ser apático às situacoes ou coisas pode trazer benefícios. Para mim isso é interessante pois em geral sou o total oposto de apática. Sim, o tipo de pessoa que passa a vida tentando nao ser 8 ou 80, uma vez que esta parece ser minha condicao natural. Nao se importar, dar de ombros... quantas vezes nao admirei as pessoas que sabem ser assim!
Voltei a pensar nisso hoje porque me veio à mente a imagem dessas pessoas que transformam o próprio trabalho como parte tao importante da vida que...nao se desvinculam. Ok, longe de mim dizer coisas como, "a gente tem que aprender a separar as coisas" porque sejamos honestos, é quase impossível. Se alguém anda preocupado com a saúde de algum parente ou brigou com a pessoa amada na noite anterior, é muito difícil enfiar a cabeca no trabalho e nao deixar que isso afete o humor. Ou vice-versa. Pergunte à Dona Let como é difícil nao misturar essas duas esferas. Enfim, o fato é que...pessoas que se jogam na vida laboral e se sentem imensamente realizadas - ou o contrário - com o que fazem, deveriam pensar na bencao da apatia. Nao falo de ser um trabalhador preguicoso ou desmotivado...mas também nao vejo porque ser a primeira a chegar e a última a sair - caso eu nao seja a dona do negócio, claro.
Talvez a vida proletária me tenha transformado em uma criatura apática e desinteressada... mas certamente mais tranquila. Alguém que já nao sonha mais com bombas explodindo na Colombia, ou com arquivos infinitos de nomes de criminosos. Talvez essa seja só uma reflexao barata de final de dia ao som da música Despedida da Julieta Venegas, que sempre me faz pensar em mil coisas. Ou talvez eu tenha mesmo razao... que a apatia é uma verdadeira bencao!
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segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
Cartao Vermelho Pra Voce!
Voce passa o dia pensando na ocasiao. Se prepara, antecipa. Veste a roupa com gosto e até aperta os sapatos de maneira especial. Já no campo voce sente a grana tocando a trava da chuteira... uma delícia. E o jogo comeca.
O jogo comeca e voce tá no banco...por opcao. Talvez deveria ter ficado, pois sabia que o time adversário nao jogava limpo. Mas insistiu e entrou. Afinal o time precisava de uma "alta" pra marcar a outra alta. Nao que voce seja alta, mas no contexto deste país esta é precisamente a situacao.
Bola pra cá, bola pra cá. A atacante se mexe e voce atrás. Ela quer espaco e seu trabalho é justamente impedir que isso aconteca. E por isso voces se encostam. É verdade, voce acha isso nojentinho, mas deixa passar pois sabe que é parte do jogo. A atacante, frustrada de nao conseguir espaco, reclama. E voce fala baixinho, olhando pra ela com cara de cínica, "shut up".
Menos de cinco minutos e jogo e, numa dessas de marcar de perto, voce faz falta na tal atacante que nessas alturas já tinha te irritido. A falta nao foi séria. Coisa normal de jogo. Voce nem discutiu. Mas ae a coisa mudou... por que? Porque o juiz - típico chileno baixinho - veio tirando o cartao amarelo do bolso. Fala sério!! Sim, foi falta e voce nao nega...mas...cartao amarelo? Nao! Isso nao tá certo. E o tal do árbitro chega perto, com ar de autoridade, com o cartaozinho na mao quando voce o encara sem o menor medo e diz: "you're fucking kidding me!". Isso mesmo, em ingles. Saiu assim, em ingles, sem querer... foi o idioma que expressava sua des-crenca na situacao. O mesmo árbitro, que provavelmente de toda a frase só entendeu a palavra fuck, deve ter se sentido ameacado. Como uma estrangeira branquela ousaria a encarar ele, um homem, reclamar da sua arbitragem e ainda falar um palavrao? Absurdo! CARTAO VERMELHO PRA VOCE!
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domingo, 16 de janeiro de 2011
Subindo a Montanha - lutando contra a inercia
Nas duas últimas semanas eu pensei num monte de assuntos interessantes para escrever. Ia falar sobre a falta de consciencia ecológica que toma conta do mundo, da lerdeza das pessoas, da minha loucura fazendo cálculos e me matriculando na academia.... mas nao. A única coisa que me passa pela cabeca no momento é a mudanca de emprego que, sinceramente, chegou bem antes do que eu queria.
Era uma linda tarde de verao em Santiago quando chegou um email da Oracle oferecendo, oficialmente, o emprego que já estava conversado. Entrei no site e lá estava a cartinha, toda oficial, especificando o que já havia sido acordado verbalmente há algumas semanas. Funcoes, benefícios e claro...o salário. Ah, o salário...o tal salário que vai me dar vontade sair gritando que eu sim, sou RYCA! O salário que realizará meu sonho do milhao - ok, ninguém precisa saber que é milhao de pesos...o que vale é que eu vou ganhar meu primeiro milhao antes dos 30! Ha!
Certas oportunidades da vida sao assim. Chegam numa hora que as vezes nao parece ser a certa, mas é burrice nao aproveitar. E foi numa dessas, para nao ser burra, que eu entrei no processo seletivo da Oracle...sem vontade e sem esperanca...mas deu certo. Ou seja, era pra ser.
Foi nesse mesmo dia que chegou a carta que eu lembrei da Trish. Patricia D'Acosta, ou Trish é uma colega canadense com quem eu trabalhei na IPOA, em Washington. A Trish, já no alto de seus 27 anos, compartia comigo a posicao de apaixonada pela industria de seguranca. O problema era conseguir um emprego nessa área. Por isso ela estava ali, comigo, fazendo estágio. Em algum momento seu sonho era ficar na IPOA mesmo, trabalhando na área e aprofundando o servico que já fazia. O problema é que...a embaixada canadense lhe ofereceu um emprego. Um emprego que pagava bem, muito bem. O dinheiro, junto com todas as atribuicoes de um emprego que lhe pedia disponibilidade para viajar por todo o continente americano, fizeram com que Trish se sentisse compelida a dizer sim. Mesmo porque as possibilidades na IPOA nao eram as melhores. Claro que ela teria aceitado a ganhar a metade e continuar ali, mas nao era o caso. E lá se foi Trish, assumir sua posicao como representante alternativa do delegado do Canadá na OEA (Organizacao dos Estados Americanos).
Lembre de Trish porque me senti como ela. Nos últimos meses, desde que entrei na WorldCheck, me sentia como se estivesse subindo uma montanha. Todos os dias, no trabalho, eu subia essa montanha...íngreme, difícil. Nao foi fácil para mim aprender as milhoes de regras do trabalho e combina-las com aquilo que se entende por um certo talento para a coisa. Em dezembro eu finalmente senti que isso era possível, e passei a ser completamente indepentente do trabalho. Agora, em vez de duas correcoes, o que eu fizesse passaria somente por uma...e eu poderia produzir o tanto que desse conta, correr com o todo o folego que tinha. Era como se eu tivesse chegado ao topo da montanha e agora era só curtir a vista.
Certas oportunidades da vida sao assim. Chegam numa hora que as vezes nao parece ser a certa, mas é burrice nao aproveitar. E foi numa dessas, para nao ser burra, que eu entrei no processo seletivo da Oracle...sem vontade e sem esperanca...mas deu certo. Ou seja, era pra ser.Parece nao ter muita lógica eu estar aqui, "fisolosofando" sobre a vontade de nao trocar de emprego enquanto tem muita gente que daria muita coisa para estar no meu lugar, nesta posicao de escolher. É, parece.... mas é bem óbvio que tal mudanca significa também comecar a subir outra montanha. Bem quando eu estava de boa, tranquila e feliz, tenho que comecar a subir de novo....uma montanha bem maior do que a outra, ao que tudo indica. A inércia, a vontade de ficar aonde está e nao sair da zona de conforto é muito grande. Mas já nao dá pra dizer nao e...eu nao diria de qualquer jeito.
É isso entao...melhor levantar, respirar fundo e preparar o folego para subir essa montanha...
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domingo, 2 de janeiro de 2011
2011... o Ano do Trabalho
Sim, eu sei que faz mais de um mes que nao apareco por aqui. E eu até poderia passar um tempo explicando, mas nem vou. O assunto é ano novo, entao é melhor comecar logo...
Desde o fim de 2007 eu uso este espaco para escrever meus objetivos para o proximo ano (ou o que está comecando), e refletir também sobre o que deu certo e o que deu errado.
O ano de 2010 foi um ano de exito em cima de exito. Muitas coisas boas aconteceram, muito mais do que eu poderia ter esperado. Isso, de certa maneira, me surpreende bastante pois já disse aqui e repito, nao gosto de anos pares. Tem a tendencia de serem ruins. Ao contrário dos ímpares. No entanto, 2010 foi puro sucesso.
Eu apontaria 3...talvez 4 itens exitosos de 2010 que me deixaram - e ainda me deixam - bem feliz. Neste ano - agora passado - eu terminei as aulas do mestrado, e agora fica faltando "só" a dissertacao, que já está bem estruturada. Também consegui comecar e manter uma relacao amorosa que até agora tem sido de bastante sucesso. Bobinho (novo apelido dele) e eu estamos (oficialmente) juntos há quase um ano e...apesar de alguns problemas - porque nenhuma relacao desse mundo é livre disso - estamos felizes. E, pra fechar o parágrafo retrospectiva, eu nao poderia de mencionar a felicidade que significou o emprego na WorldCheck. Veio na hora certíssima, nem antes nem depois.
E de 2011, o que esperar? ...
Com essa de trabalhar, a gente perde um pouco da nocao desse clima de "fim de ano". Claro que a empresa tem festa, a gente brinca de amigo secreto e ainda enfrenta shopping lotado pra comprar camisa pro namorado e creme hidratante de presente pra sogra. Mas quando voce é estudante, pelo menos no meu caso, o feeling de ano está acabando era bem mais forte. Talvez porque signifique férias também. Mas ness vida de proletária o ano acabando só significa um gasto extra - com o tal presente - e uns kilos a mais... e um pouco de lamentacao por falta de feriado, já que voce sabe que tem que continuar trabalhando depois da festanca. Mesmo assim, sem o tal clima, ainda acho o momento propício para sentar um pouco e refletir...e pensar no que eu quero desse ano. Entao vamos lá...os objetivos:
1. Ganhar e economizar mais dinheiro: bastaram alguns meses na vida proletária para eu entender Dona Let e sua eterna vontade de ganahr mais $$$. Faco parte desse grupo e...já fechei (verbalmente) um outro emprego e...se tudo acontecer como esperado, daqui há alguns poucos meses estarei ganhando (alo gerundio?) quase o dobro, além de ter atingido minha meta pessoal. Depois de comecar com esse salário... é só resistir a tentacao de sair gritando EU SOU RYCA e viver com o antigo salário...e economizar o resto.
2. Ter paciencia: sim, essa entra na lista todo ano e...desconfio que sempre vai entrar. Uma vez vi num filme meio ruim um personagem que dizia algo como..."se alguém pede a Deus pra ter mais paciencia, Deus dá a essa pessoa uma oportunidade de ser paciente". O que Deus me deu foi um namorado meio lerdinho...que nao tem pressa e pouca nocao do tempo. Ah, e claro...também na gosta de se estressar com horários. Ou seja..tá aí minha grande oportunidade de ser paciente!!...So Deus na causa, como dizem...
3. Vida Espiritual. Essa tem que melhorar...
4. Academia: neste mes de Janeiro vou aproveitar para jogar um campeonato rápido de futebol...isso vai significar dois jogos por semanas...adicionados a pelo menos uma partida da racquetbol, está bem. Mas depois, a idéia é voltar para a academia. Sr. Bobinho estará ocupado estudando neste primeiro semestre, portanto terei um montao de tempo a toa. Melhor passar na academia, ficando gostosa....apesar das objecoes do Bobinho...
5. Terminar e apresentar a dissertacao: pois só assim poderei confirmar meu status de MESTRA. Um objetivo totalmente possível e, nao fosse pelo atraso do orientador, ja estaria bem mais próximo de ser cumprido.Minha idéia é terminar isso até junho, no máximo.
6. Fazer amigos: parece coisa de nerd loser mas...como já comentei nesse blog em algum moment, fazer amigos no Chile nao é a coisa mais fácil, e os próprios chilenos reconhecem. Ao mesmo tempo, quanto mais eu finco o pé (e a vida, de certa forma) nesse país, é mais fácil se eu tiver vinculos de amizade. Ou seja... a missao eh aprofundar os já existentes e fazer um esforco extra para conseguir mais alguns. Os amigos brasileiros sempre estarao no Top List, sem dúvida...mas isso nao é motivo para acrescentar mais alguns.
7. Ser melhor do que antes. Outro objetivo repetido e, ao mesmo tempo, absolutamente crucial. Se nao for pra ser melhor do que antes....melhor pedir pra morrer logo.
É isso...2011 vai ser de muito trabalho e...se Deus quiser, também de muito dinheiro, amor, sexo, saúde e paz. Nao necessariamente nessa ordem, hehehe....
=)
P.S. Tem algumas coisas que eu gostaria de citar...só pra constar...objetivos de curto prazo que eu tenho que cumprir até o fim deste mes:
1. Limpar a geladeira;
2. Transferir meu manjericao (que cresce em estatura e graca) para um vaso maior;
3. Abrir uma conta no banco...
#ProntoFalei
Desde o fim de 2007 eu uso este espaco para escrever meus objetivos para o proximo ano (ou o que está comecando), e refletir também sobre o que deu certo e o que deu errado.
O ano de 2010 foi um ano de exito em cima de exito. Muitas coisas boas aconteceram, muito mais do que eu poderia ter esperado. Isso, de certa maneira, me surpreende bastante pois já disse aqui e repito, nao gosto de anos pares. Tem a tendencia de serem ruins. Ao contrário dos ímpares. No entanto, 2010 foi puro sucesso.
E de 2011, o que esperar? ...
Com essa de trabalhar, a gente perde um pouco da nocao desse clima de "fim de ano". Claro que a empresa tem festa, a gente brinca de amigo secreto e ainda enfrenta shopping lotado pra comprar camisa pro namorado e creme hidratante de presente pra sogra. Mas quando voce é estudante, pelo menos no meu caso, o feeling de ano está acabando era bem mais forte. Talvez porque signifique férias também. Mas ness vida de proletária o ano acabando só significa um gasto extra - com o tal presente - e uns kilos a mais... e um pouco de lamentacao por falta de feriado, já que voce sabe que tem que continuar trabalhando depois da festanca. Mesmo assim, sem o tal clima, ainda acho o momento propício para sentar um pouco e refletir...e pensar no que eu quero desse ano. Entao vamos lá...os objetivos:
1. Ganhar e economizar mais dinheiro: bastaram alguns meses na vida proletária para eu entender Dona Let e sua eterna vontade de ganahr mais $$$. Faco parte desse grupo e...já fechei (verbalmente) um outro emprego e...se tudo acontecer como esperado, daqui há alguns poucos meses estarei ganhando (alo gerundio?) quase o dobro, além de ter atingido minha meta pessoal. Depois de comecar com esse salário... é só resistir a tentacao de sair gritando EU SOU RYCA e viver com o antigo salário...e economizar o resto.
2. Ter paciencia: sim, essa entra na lista todo ano e...desconfio que sempre vai entrar. Uma vez vi num filme meio ruim um personagem que dizia algo como..."se alguém pede a Deus pra ter mais paciencia, Deus dá a essa pessoa uma oportunidade de ser paciente". O que Deus me deu foi um namorado meio lerdinho...que nao tem pressa e pouca nocao do tempo. Ah, e claro...também na gosta de se estressar com horários. Ou seja..tá aí minha grande oportunidade de ser paciente!!...So Deus na causa, como dizem...
3. Vida Espiritual. Essa tem que melhorar...
4. Academia: neste mes de Janeiro vou aproveitar para jogar um campeonato rápido de futebol...isso vai significar dois jogos por semanas...adicionados a pelo menos uma partida da racquetbol, está bem. Mas depois, a idéia é voltar para a academia. Sr. Bobinho estará ocupado estudando neste primeiro semestre, portanto terei um montao de tempo a toa. Melhor passar na academia, ficando gostosa....apesar das objecoes do Bobinho...
5. Terminar e apresentar a dissertacao: pois só assim poderei confirmar meu status de MESTRA. Um objetivo totalmente possível e, nao fosse pelo atraso do orientador, ja estaria bem mais próximo de ser cumprido.Minha idéia é terminar isso até junho, no máximo.
6. Fazer amigos: parece coisa de nerd loser mas...como já comentei nesse blog em algum moment, fazer amigos no Chile nao é a coisa mais fácil, e os próprios chilenos reconhecem. Ao mesmo tempo, quanto mais eu finco o pé (e a vida, de certa forma) nesse país, é mais fácil se eu tiver vinculos de amizade. Ou seja... a missao eh aprofundar os já existentes e fazer um esforco extra para conseguir mais alguns. Os amigos brasileiros sempre estarao no Top List, sem dúvida...mas isso nao é motivo para acrescentar mais alguns.
7. Ser melhor do que antes. Outro objetivo repetido e, ao mesmo tempo, absolutamente crucial. Se nao for pra ser melhor do que antes....melhor pedir pra morrer logo.
É isso...2011 vai ser de muito trabalho e...se Deus quiser, também de muito dinheiro, amor, sexo, saúde e paz. Nao necessariamente nessa ordem, hehehe....
=)
P.S. Tem algumas coisas que eu gostaria de citar...só pra constar...objetivos de curto prazo que eu tenho que cumprir até o fim deste mes:
1. Limpar a geladeira;
2. Transferir meu manjericao (que cresce em estatura e graca) para um vaso maior;
3. Abrir uma conta no banco...
#ProntoFalei
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
Santiago con Tía Ylana...é 10!
O fim-de-semana foi uma delicinha e a lasanha, um sucesso. O medo de fazer molho passou, porque o molho ficou um arraso de tao bom.
Segundona e, pra curar o mau humor ocasionado pela falta de vontade - ou quem sabe treinamento também - de vendedor chato do Homecenter que nao me ajudou na compra de um colchao inflável, o jeito é descontar fisicamente. E pra isso aproveitei que o Monsenhor ia subir o morro, e fui junto. Há meses eu nao subia o San Cristóbal...entao imagina a cena. Mas podia ser pior...bem, pior. Pensando o tempo todo no Mote con Huesillos (essa bebida ae ao lado). É uma bebida típica da regiao, refrescante e uma delícia. A razao pela qual eu subo o tal morro.
Enquanto isso..alguns devem ter se perguntado: colchao inflável, por que? Hmmm...nem te conto...
Sr. Évertchongas, Gisele (sua respectiva namorada) y nosso amigo Kuelho, chegam em Santiago na madrugada desta quinta-feira. Para otimizar o tempo, e portanto, aproveitar melhor, preparei uma listinha de atividades. Entonces, amigos viajeros... no melhor estilo Santiago com Tia Ylana é 10, tá ai minha sugestao.
SANTIAGO COM TIA YLANA...É 10!!!
Chegada: Quinta 28/10
0.45am
Transporte de Jipe (incluído no pacote) até Las Condes (casa da Tía Ylana).
Sono revigorante.
Dia 1: Quinta 28/10
Despertar y café da manha (Incluído)
Passeio por pontos turísticos indicados por Tia Ylana - Cerro San Cristóbal, centro.
Encontro com tia Ylana as 17.00 (mais ou menos).
Jantar com Tía Ylana (nao incluído...pois a ideia eh ir a um restaurante ou algo assim, comer coisa tipica).
Dia 2: Sexta 29/10
Despertar y desayuno (incluído)
Passeio por pontos turísticos da cidade - Plaza de Armas, mercado central.
Encontro con tía Ylana e tio Ruben - lanchinho (incluído)
Festa de aniversário de um aluno da tia Ylana - a qual estamos todos convidados!
Dia 3: Sábado 30/10
Despertar y desayuno (incluído)
Viagem a Valparaíso e Viña del Mar (guias incluídos. Aki rachamos a gasosa e o almoco).
Jantar em Santiago (incluido. A ideia eh fazer algo em casa msm).
Subterraneo - bar/boate.
Dia 4: Domingo 31/10
Despertar y desayuno (incluído)
Visita a unidade da vinha Concha y Toro (http://www.conchaytoro.com/), a maior fabricadora de vinhos do Chile. Cada tour tem o valor de $7.000 pesos chilenos e inclui visita guiada na vinha e desgustacao de dois vinhos. E ah, vc leva a taca de presente.
Churrasco (a la chilena) na casa do tio Ruben.
Festa Halloween a fantasai: temos duas festas. Uma pro Koelho ir com a Lindsey e outra pra nóis, velhos...
Dia 5: Segunda 01/11
Visita ao Salon del Automovil
Jantar (incluido)
Dia 6: Terca 02/11
Despertar y desayuno (incluido)
Livre - a sugestao é de sair pra comprar presentes e muambas.
Jantar - algum restaurante gostoso, porque afinal essa é a última noites do Éverthon e da Gisele.
Dia 7: Quarta 03/11
Transporte para o aeroporto
Adeus a Gisele e Éverthon
Lágrimas (incluído!)...
......Para aqueles que comparam o pacote EXTENDED VERSION (Kuei, hello?), os outros dias ficam a seu critério! Hehehe
..Cheguei do morro, tomei banho e me entruchei de salada. Perdi a inspiracao de escrever....bah!!! Crouton enche pra caramba....
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segunda-feira, 18 de outubro de 2010
Fracasso e Sucesso: na cozinha
Toda cozinheira - gente que sabe e gosta de cozinhar - costuma ter uma especialidade. Aquela uma ou outra coisa que a pessoa manja bem e todo mundo elogia, acha fantástico e tal. A minha sao as massas. Em especial, os molhos. Mais ainda depois que a Kell me ensinou fazer molho de tomate natural - sim, a versao que voce compra os tomates e transforma eles de sólido a líquido.
Semana passada, com pressa, fome e sem os ingredientes certos em casa, errei feio num molho. Fiz um molho branco que ficou péssimo e sem graça. Faltou alho, faltou tempero, faltou tudo. Aí, pra tentar consertar, joguei um molho de tomate desses prontos. Ficou rosa. Em geral eu gosto de molho rosa mas o problema nao era a cor, e sim o sabor. Quer dizer, a falta deste. Insisti e joguei o ravioli de espinafre e queijo - comprado pronto também e rezei para que a mistura desse certo. Errei. Ploft. Nao prestou. R comeu e disse que tava bom - garoto educado! Eu comi e achei tudo péssimo. O problema nao é a falta de sabor e sim como o fato de fazer um molho ruim afeta a minha alma cozinheira.
Desde que comecei a trabalhar, por razoes bem óbvias, passei a cozinhar menos. Minha vida de housewife intelectual ficou pra trás - gerando, inclusive, umas reclamaçoes de terceiros - e nunca mais fiz algo elaborado e realmente gostoso. O problema é que no próximo fim-de-semana, na sexta, faremos outra ediçao de nossa tradicional Cena Gastronomica (Janta Gastronomica) e dessa vez eu que estou responsável pelo prato principal. Pediram o que eu faço de melhor - ou assim dizem, pelo menos: Lasanha!
Lasanha leva molho. E daí meu estresse. Eu preciso fazer um molho que preste. Mas depois da experiencia do molho rosa sem graça que me deu nos nervos a ponto de eu jogar a metade da bagaça fora, fiquei com medo de fazer molho. No entanto, como toda pessoa griladinha e impulsiva, ao passar no supermercado hoje, nao resisti e comprei os ingredientes certo. Carne moída, molho semi-pronto - vou deixar pra fazer o natural no dia da lasanha - cebola, alho, etc. Cheguei em casa inspirada. Liguei o som numa rádio de rock clássico e mandei ver.
(Leia imaginando a cena)
Descasca o alho, amassa com sal. Corta a cebola bem fininha. Refoga a cebola até ela murchar bem. Adiciona o alho...refoga mais. Joga a carne...sente o cheiro maravilhoso de tempero que invade o apartamento inteiro.
Sem pensar muito, joguei ainda umas pimentinhas - mesmo assim faltou ají, uma versao grande da pimenta dedo de moça - e outras ervas que achei no armário. Tudo correndo, sem cuidado. Minha fome me guiava. Até alecrim - um pouquinho - eu joguei nesse molho. E pensa num trem que ficou bao! Tá louco! Quando finalmente fui provar, quis comer a panela inteira.
Agora estou aqui, revivendo momentos de housewife - dessa vez um pouco menos intelectual - enquanto o macho nao chega. Vamos ver se repito a façanha na sexta...
=P
P.S. Notei uma falta de posts tratando de temas complicados e filosóficos. O trabalho emburrece, minha gente... ah, essa é uma ideia guardada pra um post.
Semana passada, com pressa, fome e sem os ingredientes certos em casa, errei feio num molho. Fiz um molho branco que ficou péssimo e sem graça. Faltou alho, faltou tempero, faltou tudo. Aí, pra tentar consertar, joguei um molho de tomate desses prontos. Ficou rosa. Em geral eu gosto de molho rosa mas o problema nao era a cor, e sim o sabor. Quer dizer, a falta deste. Insisti e joguei o ravioli de espinafre e queijo - comprado pronto também e rezei para que a mistura desse certo. Errei. Ploft. Nao prestou. R comeu e disse que tava bom - garoto educado! Eu comi e achei tudo péssimo. O problema nao é a falta de sabor e sim como o fato de fazer um molho ruim afeta a minha alma cozinheira.
Desde que comecei a trabalhar, por razoes bem óbvias, passei a cozinhar menos. Minha vida de housewife intelectual ficou pra trás - gerando, inclusive, umas reclamaçoes de terceiros - e nunca mais fiz algo elaborado e realmente gostoso. O problema é que no próximo fim-de-semana, na sexta, faremos outra ediçao de nossa tradicional Cena Gastronomica (Janta Gastronomica) e dessa vez eu que estou responsável pelo prato principal. Pediram o que eu faço de melhor - ou assim dizem, pelo menos: Lasanha!Lasanha leva molho. E daí meu estresse. Eu preciso fazer um molho que preste. Mas depois da experiencia do molho rosa sem graça que me deu nos nervos a ponto de eu jogar a metade da bagaça fora, fiquei com medo de fazer molho. No entanto, como toda pessoa griladinha e impulsiva, ao passar no supermercado hoje, nao resisti e comprei os ingredientes certo. Carne moída, molho semi-pronto - vou deixar pra fazer o natural no dia da lasanha - cebola, alho, etc. Cheguei em casa inspirada. Liguei o som numa rádio de rock clássico e mandei ver.
(Leia imaginando a cena)
Descasca o alho, amassa com sal. Corta a cebola bem fininha. Refoga a cebola até ela murchar bem. Adiciona o alho...refoga mais. Joga a carne...sente o cheiro maravilhoso de tempero que invade o apartamento inteiro.
Sem pensar muito, joguei ainda umas pimentinhas - mesmo assim faltou ají, uma versao grande da pimenta dedo de moça - e outras ervas que achei no armário. Tudo correndo, sem cuidado. Minha fome me guiava. Até alecrim - um pouquinho - eu joguei nesse molho. E pensa num trem que ficou bao! Tá louco! Quando finalmente fui provar, quis comer a panela inteira.
Agora estou aqui, revivendo momentos de housewife - dessa vez um pouco menos intelectual - enquanto o macho nao chega. Vamos ver se repito a façanha na sexta...
=P
P.S. Notei uma falta de posts tratando de temas complicados e filosóficos. O trabalho emburrece, minha gente... ah, essa é uma ideia guardada pra um post.
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domingo, 17 de outubro de 2010
Embrace the Grease!
Em geral gosto muito de tomar banho. De manha pra acordar, sentir a agua no corpo. A noite pra relaxar... e tem aquela banho gostoso que vem depois de praticar esporte. A agua caindo no rosto, restaurando os músculos. Banho é comigo mesmo. Porém, no entanto, todavia....de vez em quando é bom nao fazer certas coisas pra poder aprecia-las ainda mais depois. E esse fim de semana, meio que por força da circunstancias, dei uma de Cascuda e simplesmente adotei a filosofia embrace the grease!
Sexta-feira e, por conta de um seminário na Ilha de Páscoa, fiquei solteira. Assim, no sentido de... Mr. R viajou pro negócio da empresa e eu fiquei em Santiago. Chorando, relendo cartas de amor e comendo chocolate? Hahaha...claaaaaro que nao! Saí correndo do trabalho e vim pra casa trocar de roupa. Shortinho nike, camiseta do Arsenal, chuteira e caneleira. Pronto! Minha carona passou logo para levar e e Chappy (roomate) pro joguinho amistoso contra umas médicas residentes.
Pra quem nao sabe, o conceito de tempo no Chile é bem relativo. Pior que no Brasil. Tipo...o jogo tava marcado para as 6...e a negada chegou as 7.30pm! As desculpas sao sempre as mesmas. Tráfico, blah blah blah.... Eu fico com a teoria do Monsenhor Ariel. Quem se atrasa ou é porque nao tem capacidade intelectual de se programar ou porque nao tem interesse suficiente. Mas enfim, enquanto as "doutoras" nao chegavam, aproveitamos para praticar penaltis, faltas, jogar bobinho, essas coisas...nada como ter uma professora de educacao fisica amiga da galera que resolver doar seu tempo!
Uma hora e meia de futebol intenso, muito chute, muitos gols, muito tudo e já era hora de ir. Eu, morrendo de fome, sugeri que saíssemos todas. E lá fomos nós, lindas e loiras - bleh! - com roupa de jogo, pra um pub de playboizinho aonde, quem diria, tem comida boa e barata!!!
Chego em casa duas da manha, com crise de asma que foi rapidamente controlada pela tal "bombinha". Galera ainda ficou aqui batendo um papo e...já eram tres da manha quando se foram. Eu ainda de short, camiseta do Arsenal e chuteira. Olhei pro chuveiro...aquele friozinho gostoso....olhei pra cama e aí veio o pensamento fatal: "eu tenho que trocar esse lençol mesmo...".... e ploft.
Sem banho até sábado de manha. E sim, eu sei que a gente dorme melhor quando toma banho mas sabe quando voce tá tao cansado que nao dá conta e pensa em todas as razoes que justificam dormir sujo? Coisas do tipo, "nao tou dormindo com ninguém mesmo", "um dia nao mata", "nem tou tao fedida assim"...etc. E assim foi...dormi suja. Imunda, nojenta. E nem morri por causa disso, hehe!
Santo sábado de manha e eu acordo - depois de conseguir dormir 7 horas! Sim, eu ando dormindo bem pouco, mesmo tentando dormir mais. Comi e lá fui eu tomar aqueeeele banho de lavar alma.
Como eu disse, nada como privar-se de algo para depois desfrutar ainda mais!
Embrace the Grease!
(campanha para economia de água e aumento do nivel de felicidade de pessoas chatas e com mania de limpeza, como eu).
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
1 mes, 1 mestrado e alguns mineiros depois....
O primeiro mes de trabalho foi uma loucura. Nao foi muito facil me acostumar a estar encerrada o dia todo num escritório, sentada a maior parte do dia e calada. Além de que nos primeiros dias confesso que fiquei meio entediada. Porque eu queria logo pesquisar os crimes, os vagabundo metidos com lavagem de dinheiro, falsificaçao de documentos e afins, essas coisas. Mas é óbvio que nao fiz isso logo de cara. Os primeiros dias foram dedicados a aprender as regras, quais eram os crimes que eu deveria investigar e como deveria proceder, desde o método de pesquisa até a quantidade de espaços e vírgulas. Ainda bem que tratei de aprender tudo muito rápido pra poder botar a mao na massa de uma vez. No fim da primeira semana eu estava simplesmente exausta.
A primeira semana, estudando e trabalhando, me fez admirar mais ainda as colegas de mestrado que trabalhavam o dia inteiro e ia pra aula. Eu achei essa rotina muito cansativa e, honestamente, nao dá pra fazer um mestrado muito bem feito assim. Dá pra terminar, fazer a coisa meio nas coxas mas...eu assumo que baixei meus padroes de exigencia nos trabalhos finais. Estava cansada e sem paciencia para ler, escrever ou assistir aulas. No fim desta mesma semana ainda viajei com Sr. R e suegrita para o sul, mais especificamente para a fazendo dos avós de Sr. R. O feriado mais comemorado no Chile é o 18 de Setembro, dia da independencia deles. E este ano foi ainda mais especial do que os outros porque era o Bicentenario e... a máquina perfuradora trabalhava sem parar no norte do país, cavando o buraco por onde hoje estao resgatando os mineiros.
E falando em mineiros...esse é o assunto do país. E claro, isso já era esperado. O que nao era esperado é eu me emocionar cada vez que eu vejo um deles sair do buraco, hehehe.
Tres semanas de trabalho e mestrado foram intensas. Ah, isso porque eu nem mencionei que, se nao bastassem essas duas atividades bastante cansativas, eu nao ainda tinha que dar assistencia. Essa era a parte boa, claro. O problema é que...nessas tres semanas, por causa do stress e de toda a mudança de rotina, eu nao consegui dormir nada bem. Fiquei mais agitada do que o normal, o cérebro simplesmente nao desligava. A noite, quando se espera que a pessoa desligue, eu sonhava que haviam bombas na Colombia e que eu estava ali, ajudando a evacuar as pessoas do local. A crise - erroneamente chamado de tentativa de golpe de estado - no Equador agravou a situaçao pois, nessas alturas, o Equador já era o "meu" país.
Por isso, senhores, que nesse tempo todo eu nao tive energia de passar aqui e colocar algumas ideas. Quem sabe se tivesse, teria sonhado menos. Mas é assim mesmo.
Agora o mestrado acabou - as aulas, pelo menos - e eu aproveite o feriado do ultimo fim de semana para dar uma chegada rápida no Brasil. Porto Alegre, para ser mais especifica. Uma prima resolveu casar e meus pais resolveram aceitar o convite para ser padrinhos. POA fica na metade do caminho entre Goiania e Santiago entao...foi o jeito. Papis y Mamis levaram muitas pamonhas - congeladas, num isopor - para que eu pudesse matar a vontade. Minha tia - uma das muitas de lá - fez coxinhas...apesar de que estava com formato de risoli, hahaha! Gaúchos, tsk tsk tsk... E foi bem legal. Comi muito, dormir pouco, dei muita risada. E acabou rápido. Logo eu estava de volta na vida de check-in, free shop, embarque, comida ruim de aviao e ..chegando em casa de madrugada pensando que tinha que acordar 4 horas mais tarde, linda e loira e ir trabalhar. Porque o mundo nao para.
Ainda estou me acostumando com essa rotina. Pelo menos agora nao tem mais aula pra me encher o saco e também começou o horário de verao por aqui, que eu adoro. Isso significa que se renovam minha energias e aumenta o meu nível de felicidade. Significa também que alguns projetos pessoais que estavam on hold devem ser retomados - apesar da preguiça.
Por lo tanto, leitores...voltarei a escrever com mais frequencia - se é que isso interessa, hehe. A idéia é parar de reduzir as asneiras a 140 caracteres e abusar das palavras.
Até mais ver...
Y.
domingo, 12 de setembro de 2010
Gracias a la Vida
Existe uma música chilena, dessas que todo mundo conhece, que diz: "Gracias a la vida, que me ha dado tanto". Nessa noite fria e chuvosa sinto que é uma boa maneira de começar este post seria justamente assim, agradecendo à vida.
Amanha começo a trabalhar. Um trabalho dentro da área em que sonhei por muito tempo. E por isso hoje, na véspera de começar nesse novo caminho, eu só tenho a agradecer.
Há algumas semanas dei a louca e me inscrevi num desses sites de emprego. Nao estavam rolando muitas aulas, a coisa tava meio lenta e me preocupei. Nao tinha realmente a intençao de sair louca buscando trabalho. Nem queria. Mas um dia vi um anuncio que me interessou. Mandei o curriculo e esqueci da vida.
Até há uma semana e pouco atrás, quando me ligaram pedindo pra marcar a entrevista. Fiquei supresa, mas fui mesmo assim. Tranquila, pensando que seria divertido fazer entrevista de emprego. Mas sem nenhuma intençao ou expectativa de que a coisa passaria dali. E foi quando tudo deu errado. Errado porque...ao explicar direito do que se tratava, minha atitude mudou. Toda a onda de "to nem aí" se transformou em "eu queria muito esse emprego".
A sorte é que...pelo jeito eu tinha exatamente o perfil que eles buscava. E experiencia na área também. E por isso me mandaram pra ser entrevistada na empresa, diretamente com a chefe em potencial. E lá fui eu...
Uma hora e meia de entrevista. E a parte final, um teste. Me deram um nome e 15 minutos para descobrir tudo o que conseguiria sobre este nome. Pra fechar, teria que escrever um pequeno perfil sobre o tal nome...em ingles e espanhol. Tá bom... Pra minha surpresa nem fiquei nervosa. Dividi bem o tempo e fiz os perfis. Entreguei e fui caminhando feliz pra casa.
Pouco mais de 24 horas depois me ligaram. Queriam marcar os teste psicológicos...e pediram para que eu começasse nesta segunda.
O cargo? Se chama Research Analyst. A empresa? WorldCheck. O que eu vou fazer? Passar dias intermináveis investigando pessoas... fazendo algo que eu já meio havia descartado, mas que um dia fui apaixonada. Inteligencia. That's right, my friends... I'm officially in the INTELLIGENCE BUSINESS!!! E nem tenho que fazer a louca e fingir que nao é verdade, hahaha!
As próximas tres semanas prometem ser uma loucura. As aulas no mestrado continuam. Terminam dia 30 de Setembro, mas até lá vai ser a correria que muita gente tá acostumada - mas eu nem tanto. Nao terei tempo de sair correr no parque as 11 da manha, ou de assistir Friends a tarde, enquanto almoço. Encontrar com um amigo no Juan Valdez pra tomar um café colombiano só se for depois do trabalho ou no fim de semana. Existem papers para terminar e ainda muitas páginas para ler. Sem nem falar da dissertaçao, que tá parada por questoes burocráticas com a professora guia - que quer meu projeto, mas nao por burocracia, nao sabe se pode aceitar. A idéia do Doutorado permanece... claro. Apesar de eu ter colocado isso no freezer também. Pelo menos até daqui 3 semanas. E claro, tem também minhas férias no Brasil em janeiro, que eu estava sonhando. Tardes em casa, comendo coxinha e pamonha, almoços familiares, banhos de piscina em uma tarde quente. Nao vai rolar. E é a única coisa que lamento. Mas o resto...
To feliz. Acho que ficou bem óbvio pelo post. E me sinto agradecida. De certa maneira tudo parece que ficou de patas pra cima e estou sendo forçada a reordenar algumas idéias, expectativas e energias. Mas estou bastante confiante de que isso veio na hora certa.
Gracias a la vida...que me ha dado tanto...
Há algumas semanas dei a louca e me inscrevi num desses sites de emprego. Nao estavam rolando muitas aulas, a coisa tava meio lenta e me preocupei. Nao tinha realmente a intençao de sair louca buscando trabalho. Nem queria. Mas um dia vi um anuncio que me interessou. Mandei o curriculo e esqueci da vida.
Até há uma semana e pouco atrás, quando me ligaram pedindo pra marcar a entrevista. Fiquei supresa, mas fui mesmo assim. Tranquila, pensando que seria divertido fazer entrevista de emprego. Mas sem nenhuma intençao ou expectativa de que a coisa passaria dali. E foi quando tudo deu errado. Errado porque...ao explicar direito do que se tratava, minha atitude mudou. Toda a onda de "to nem aí" se transformou em "eu queria muito esse emprego".
A sorte é que...pelo jeito eu tinha exatamente o perfil que eles buscava. E experiencia na área também. E por isso me mandaram pra ser entrevistada na empresa, diretamente com a chefe em potencial. E lá fui eu...
Pouco mais de 24 horas depois me ligaram. Queriam marcar os teste psicológicos...e pediram para que eu começasse nesta segunda.
O cargo? Se chama Research Analyst. A empresa? WorldCheck. O que eu vou fazer? Passar dias intermináveis investigando pessoas... fazendo algo que eu já meio havia descartado, mas que um dia fui apaixonada. Inteligencia. That's right, my friends... I'm officially in the INTELLIGENCE BUSINESS!!! E nem tenho que fazer a louca e fingir que nao é verdade, hahaha!
As próximas tres semanas prometem ser uma loucura. As aulas no mestrado continuam. Terminam dia 30 de Setembro, mas até lá vai ser a correria que muita gente tá acostumada - mas eu nem tanto. Nao terei tempo de sair correr no parque as 11 da manha, ou de assistir Friends a tarde, enquanto almoço. Encontrar com um amigo no Juan Valdez pra tomar um café colombiano só se for depois do trabalho ou no fim de semana. Existem papers para terminar e ainda muitas páginas para ler. Sem nem falar da dissertaçao, que tá parada por questoes burocráticas com a professora guia - que quer meu projeto, mas nao por burocracia, nao sabe se pode aceitar. A idéia do Doutorado permanece... claro. Apesar de eu ter colocado isso no freezer também. Pelo menos até daqui 3 semanas. E claro, tem também minhas férias no Brasil em janeiro, que eu estava sonhando. Tardes em casa, comendo coxinha e pamonha, almoços familiares, banhos de piscina em uma tarde quente. Nao vai rolar. E é a única coisa que lamento. Mas o resto...
To feliz. Acho que ficou bem óbvio pelo post. E me sinto agradecida. De certa maneira tudo parece que ficou de patas pra cima e estou sendo forçada a reordenar algumas idéias, expectativas e energias. Mas estou bastante confiante de que isso veio na hora certa.
Gracias a la vida...que me ha dado tanto...
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terça-feira, 7 de setembro de 2010
Conversa aleatória - versao Sogra
Domingo passado, depois de almoçar com R y suegrita, fomos tomar um sorvetinho no Bravíssimo - um dos melhores sorvetes de Santiago.
Confortavelmente sentados, a conversa rolava. Em certa altura, nem lembro porque, contei à suegrita sobre os eventos da sexta anterior:
Ylana: Pois é, minha cama quebrou. Preciso passar no Homecenter e comprar a madeira pra arrumar. O R se responsabilizou por isso.
Suegrita: O que voce estava fazendo pra essa cama quebrar?
Ylana: Pior que nem tava fazendo nada, eu juro! (cara de santa, fazendo a linha boa-moça).
Suegrita: Que pena! Antes tivesse!
Ylana: (cara vermelha, roxa, azul...)
Do mais, o domingo "em família" foi ótimo! Hehehe...mas até hoje nao comprei a maldita madeira. Amanha R disse que vai se encarregar disso. Espero que sim, porque meu quarto tá parecendo uma favela. #LerêLerê feelings...bem apropriado pro 7 de Setembro, nao acham?
Confortavelmente sentados, a conversa rolava. Em certa altura, nem lembro porque, contei à suegrita sobre os eventos da sexta anterior:
Suegrita: O que voce estava fazendo pra essa cama quebrar?
Ylana: Pior que nem tava fazendo nada, eu juro! (cara de santa, fazendo a linha boa-moça).
Suegrita: Que pena! Antes tivesse!
Ylana: (cara vermelha, roxa, azul...)
Do mais, o domingo "em família" foi ótimo! Hehehe...mas até hoje nao comprei a maldita madeira. Amanha R disse que vai se encarregar disso. Espero que sim, porque meu quarto tá parecendo uma favela. #LerêLerê feelings...bem apropriado pro 7 de Setembro, nao acham?
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terça-feira, 31 de agosto de 2010
Conversa aleatória
Gabus ainda estava aqui em Santiago. Isso deve ter sido mais ou menos uma semana antes do terremoto. Estávamos sentados à mesa, após um gostoso jantar - feito por mim e Gabus. Este último resolveu ensinar a R as várias palavras em portugues usadas para referir-se a genitália feminina. Depois foi a minha vez de ensinar os nomes para a genitalia masculina. E, no meio da conversa, a coisa foi pra um lado interessante.

Ylana: Bien, tu puedes decir, p****, p**, c******, p****, etc...
Gabus: Voce tá esquencendo de p***!
Ylana: Pero...y tu? Como llamai el tuyo? Cosito?
R: Cosito? No, cosito no...
Ylana: Entonces como, po? (falando chileno)
R: (sem graça)... DEPREDADOR!
Sem mais para o momento,
Y.
Ylana: Bien, tu puedes decir, p****, p**, c******, p****, etc...
Gabus: Voce tá esquencendo de p***!
Ylana: Pero...y tu? Como llamai el tuyo? Cosito?
R: Cosito? No, cosito no...
Ylana: Entonces como, po? (falando chileno)
R: (sem graça)... DEPREDADOR!
Sem mais para o momento,
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segunda-feira, 30 de agosto de 2010
Nada es Normal
Só passei pra deixar a letra de uma musiquinha bonitinha. Nada es Normal, do Victor e Leo, que também toca no Chile - e passa o clipe na televisao! Se quiser ver o clipe, só clicar aqui.
Quanto a posts novos... em breve. Estou vivendo uns dias de introspecçao, como se tivesse juntando energia pra conseguir uma coisa que quero muito.
Assim que passar isso eu volto!
Quanto a posts novos... em breve. Estou vivendo uns dias de introspecçao, como se tivesse juntando energia pra conseguir uma coisa que quero muito.
Assim que passar isso eu volto!
Nada Es Normal
Victor e Leo
Composição: Victor ChavesLa luz vas a apagar y el cielo a encender
Todo está tranquilo por aquí
Te voy a conocer, me voy a apasionar
No hay mucho más que decir
(Iiieee)
Estamos friente a friente
Nuestros labios no resisten
Nuestros ojos son testigos, el amor existe,
Todo es tan real, pero nada es normal
Jamás había vivido un sentimiento tan profundo
Quedarme aquí a tu lado es lo más lindo de este mundo
Todo es tan real, pero nada es normal
(Eiiieee eiiieee)
Te voy a conocer, me voy a apasionar
No hay mucho más que decir
(iiieee)
Estamos frente a frente
Nuestros labios no resisten
Nuestros ojos son testigos, el amor existe,
Todo es tan real, pero nada es normal
Jamás había vivido un sentimiento tan profundo
Quedarme aquí a tu lado es lo más lindo de este mundo
Todo es tan real, pero nada es normal
Todo está tranquilo por aquí
Te voy a conocer, me voy a apasionar
No hay mucho más que decir
(Iiieee)
Estamos friente a friente
Nuestros labios no resisten
Nuestros ojos son testigos, el amor existe,
Todo es tan real, pero nada es normal
Jamás había vivido un sentimiento tan profundo
Quedarme aquí a tu lado es lo más lindo de este mundo
Todo es tan real, pero nada es normal
(Eiiieee eiiieee)
Te voy a conocer, me voy a apasionar
No hay mucho más que decir
(iiieee)
Estamos frente a frente
Nuestros labios no resisten
Nuestros ojos son testigos, el amor existe,
Todo es tan real, pero nada es normal
Jamás había vivido un sentimiento tan profundo
Quedarme aquí a tu lado es lo más lindo de este mundo
Todo es tan real, pero nada es normal
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Música
terça-feira, 17 de agosto de 2010
Vou Tentar....de novo
A semana passada foi aquele estilo de semana que voce coloca tudo no lugar, ao mesmo tempo se acostumando à nova rotina. Volta a respeitar horários antigos e a comer o mesmo café-da-manha de sempre (no meu caso, né). Parei de comer pao - isso é coisa de férias, acostumei a passar a maior parte do meu dia sozinha comigo e, o mais difícil de tudo, voltei a encarar dias cinzas e frios. Argh!
Mas nem tudo é tristeza e espírito de senzala. Uma das coisas que essas "semanas de volta" sempre oferecem é a chance de operacionalizar planos feitos durante - ou nesse caso um pouco antes - das férias. Pouco antes de viajarmos, R me convenceu de começar a correr. Isso mesmo, sair por ae nas ruas fazendo cooper, como se diz no Brasil. Aqui a palavra é "trotar". Sim, engraçado...faz pensar em cavalo. Com alguma relutancia, dada minhas várias tentativas frustradas de trotar, eu disse que sim, daria outra chance para essa atividade tao popular e, confesso, sempre achei sexy.
Domingo, depois de passar a tarde toda no churrasco de aniversário da mae do Monsenhor Ariel e, diga-se de passagem, beber bastante, fui com R pro MallSport comprar o tenis. Porque quando eu mencionei tentativas frustradas de correr, lembrei especificamente do ano passado, em que acabei com o joelho por isso. Mas por que? Falta de tenis adequado. Eu achava que essa história de tenis certo, com amortecedor e tal, era viadagem, e me aventurei com um tenis "Nike" (boliviano). O resultado foi um joelho que doía muito. Consertei fazendo yoga, mas fiquei com medo. Por isso dessa vez resolvi fazer as coisas certas e gastei quase 200 reais num Mizuno, adaptado pra minha pisada (pra fora) e tal.
Segunda-feira de manha coloco o tenis, calça e jaqueta e lá vou eu, fazendo pose. Dois minutos de corrida e eu agradecendo a Deus por um sinal vermelho que me obrigava a parar! Lembrei porque, além dos problemas com o joelho, eu nunca consegui correr.
Isso vem desde criança. Nunca fui boa pra correr. Nas aulas de educaçao física nunca fui a mais lerda, e em esportes como futebol, que se exige corrida, sempre fui muito bem. Mas quando era hora de correr por correr, apostar corrida, brincar de pique-pega...ah neim!
O resultado nem foi ruim. Fui alternando entre corrida e caminhada rápida. Meia-hora de exercício. Tá bom pro primeiro dia. Dores nos músculos. Também tá bom. Segundo a Chappy (roomate), que corre até maratona, isso significa que o exercício funcionou!
Empolguei com a coisa e saí hoje de novo. Pra que! Saí do banho mal conseguindo levantar as pernas de tanta dor. Lembrei de quando comecei yoga. Foi desse jeito. Entao a soluçao foi comprar ibuprofeno pra amenizar.
A moral da história é ...nao tem moral. Só que eu, mais uma vez, vou dar uma chance pra esse hobby/esporte. Vou sair "trotando" por ae, como uma potranca feliz, pensando nas calorias perdidas a cada kilômetro sofrido...quer dizer, percorrido. Ai! A ideia é fica igual a moça da foto ali de cima..... hahahahah! É vou sonhando...
Mas nem tudo é tristeza e espírito de senzala. Uma das coisas que essas "semanas de volta" sempre oferecem é a chance de operacionalizar planos feitos durante - ou nesse caso um pouco antes - das férias. Pouco antes de viajarmos, R me convenceu de começar a correr. Isso mesmo, sair por ae nas ruas fazendo cooper, como se diz no Brasil. Aqui a palavra é "trotar". Sim, engraçado...faz pensar em cavalo. Com alguma relutancia, dada minhas várias tentativas frustradas de trotar, eu disse que sim, daria outra chance para essa atividade tao popular e, confesso, sempre achei sexy.
Segunda-feira de manha coloco o tenis, calça e jaqueta e lá vou eu, fazendo pose. Dois minutos de corrida e eu agradecendo a Deus por um sinal vermelho que me obrigava a parar! Lembrei porque, além dos problemas com o joelho, eu nunca consegui correr.
Isso vem desde criança. Nunca fui boa pra correr. Nas aulas de educaçao física nunca fui a mais lerda, e em esportes como futebol, que se exige corrida, sempre fui muito bem. Mas quando era hora de correr por correr, apostar corrida, brincar de pique-pega...ah neim!
O resultado nem foi ruim. Fui alternando entre corrida e caminhada rápida. Meia-hora de exercício. Tá bom pro primeiro dia. Dores nos músculos. Também tá bom. Segundo a Chappy (roomate), que corre até maratona, isso significa que o exercício funcionou!
Empolguei com a coisa e saí hoje de novo. Pra que! Saí do banho mal conseguindo levantar as pernas de tanta dor. Lembrei de quando comecei yoga. Foi desse jeito. Entao a soluçao foi comprar ibuprofeno pra amenizar.
A moral da história é ...nao tem moral. Só que eu, mais uma vez, vou dar uma chance pra esse hobby/esporte. Vou sair "trotando" por ae, como uma potranca feliz, pensando nas calorias perdidas a cada kilômetro sofrido...quer dizer, percorrido. Ai! A ideia é fica igual a moça da foto ali de cima..... hahahahah! É vou sonhando...
domingo, 8 de agosto de 2010
Diario de Bordo No. 6: A Volta
Ontem foi o último dia das duas lindas semanas de viagem. da Bolívia ao Atacama vivemos de tudo, da adrenalina primitiva ao luxo de uma cidade grande (ou quase). Já subi as fotos no orkut e logo mais, facebook. Hoje as coisas voltam ao normal deprimente. Tenho que ir ao supermercado, lavar roupa, limpar um pouco o apartamento, e até estudar. As aulas começam amanha e um professor mandou o material por email, para que todos tenham tudo lido e pronto. Apesar de gostar desse tipo de atitude, meu corpo e mente ainda relutam em voltar ao ritmo agitado que costuma ser o meu normal.

Nessa viagem eu finalmente conheci o deserto, que eu tanto queria. Me apaixonei pelas cores amareladas e vermelhas da terra arenosa. A paisagem árida que, para mim é também misteriosa, me atraiu como um ímã a um alfinete. Parece que eu sempre havia pertencido àquele lugar. O deserto - tanto o Atacama quanto o do Sul da Bolívia - nao é necessariamente quente. Nada de morrer de calor. Uma porque ambos estao há alguns mil metros de altitude, o que contribui. Outra porque ainda é inverno nesse continente. Mas durante o dia sempre rola um sol brilhando, iluminando tudo com uma luz divina. A radiaçao solar é muito forte e amém pelos bloqueadores. O Atacama, o deserto mais seco do mundo, oferece paisagens de outro mundo.
Um grande highlight da viagem foi o Salar de Uyuni, na Bolívia. R, eu, o motorista boliviano e mais 5 gringos, todos apertados num jipe 4x4. Nos divertimos muito. Muita risada, muito "ooohhhh" para cada paisagem linda, e muito frio também. Nunca tinha visto um verdadeiro mar de sal. É muito lindo...faltam palavras para explicar exatamente como é.
A volta ao Chile, em San Pedro (de Atacama), teve gosto de volta pra casa. Ali eu entendia melhor as pessoas e o sotaque e as opçoes do menus dos restaurantes eram familiares. Antofagasta foi similar, e ali, alojados de frente ao mar do Pacífico, passamos 4 dias descansando sem nenhum tipo de compromisso, a nao ser de dormir muito e comer bem.
Agora a paisagem mudou. Em vez de mar, tenho a cordilheira dos Andes, junto com as várias avenidas de Las Condes, tao conhecidas para mim. Entre desfazer as malas, separar roupa suja de limpa e colocar fotos nas redes sociais da internet, penso no frio que faz e me irrito levemente. O apt está vazio. Chappy está para os EUA, e Monsenhor foi subir um morro cheio de neve. Tenho para mim todo o tempo do mundo para re-adaptarme a minha própria companhia.
Chega de lamentaçoes. Fotos existem para isso. Tratamos de congelar certos momentos para dar uma maozinha na memória que, um dia falha. 600 e nao sei quantas fotos tem essa missao hoje. De me lembrar o tanto que a vida com sol e calorzinho pode ser boa e...amanha, com a volta ao trabalho e estudos, começo a esquecer tudo.
Nessa viagem eu finalmente conheci o deserto, que eu tanto queria. Me apaixonei pelas cores amareladas e vermelhas da terra arenosa. A paisagem árida que, para mim é também misteriosa, me atraiu como um ímã a um alfinete. Parece que eu sempre havia pertencido àquele lugar. O deserto - tanto o Atacama quanto o do Sul da Bolívia - nao é necessariamente quente. Nada de morrer de calor. Uma porque ambos estao há alguns mil metros de altitude, o que contribui. Outra porque ainda é inverno nesse continente. Mas durante o dia sempre rola um sol brilhando, iluminando tudo com uma luz divina. A radiaçao solar é muito forte e amém pelos bloqueadores. O Atacama, o deserto mais seco do mundo, oferece paisagens de outro mundo.
A volta ao Chile, em San Pedro (de Atacama), teve gosto de volta pra casa. Ali eu entendia melhor as pessoas e o sotaque e as opçoes do menus dos restaurantes eram familiares. Antofagasta foi similar, e ali, alojados de frente ao mar do Pacífico, passamos 4 dias descansando sem nenhum tipo de compromisso, a nao ser de dormir muito e comer bem.
Agora a paisagem mudou. Em vez de mar, tenho a cordilheira dos Andes, junto com as várias avenidas de Las Condes, tao conhecidas para mim. Entre desfazer as malas, separar roupa suja de limpa e colocar fotos nas redes sociais da internet, penso no frio que faz e me irrito levemente. O apt está vazio. Chappy está para os EUA, e Monsenhor foi subir um morro cheio de neve. Tenho para mim todo o tempo do mundo para re-adaptarme a minha própria companhia.
Chega de lamentaçoes. Fotos existem para isso. Tratamos de congelar certos momentos para dar uma maozinha na memória que, um dia falha. 600 e nao sei quantas fotos tem essa missao hoje. De me lembrar o tanto que a vida com sol e calorzinho pode ser boa e...amanha, com a volta ao trabalho e estudos, começo a esquecer tudo.
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sexta-feira, 6 de agosto de 2010
Diario de Bordo No. 5: Dias Calmos...Quase no Fim
Os dois primeiros dias em Antofagasta foram interessantes...e opostos. Segunda fomos caminhar pela cidade. Terca, depois de alugar um carro, passamos (muitas horas) na emergencia do hospital. R tava sofrendo muito da sinusite e, depois de muita insistencia minha, fomos resolver isso. Ae ontem, quando tudo estava sob controle de novo, aproveitamos para dar uma volta pelos arrededores da cidade e assim admirar mais de perto o deserto. Fora isso, os dias tem sido calmos, dedicados a dormir e comer bastante.
Amanha acaba tudo. =( ...Sim, desde hoje ja estamos sentindo o clima de fim de ferias. Mas è bom tambem... nesses ultimos dias aproveitei para recarregar as baterias e planejar o proximos semestre, definir bem os objetivos e as estrategias. Que venham entao os proximos desafios.
È isso...post curtinho hoje, mais pra dar noticia mesmo. Amanha (sabado) a noite devo chegar em casa e, entre desfazer as malas e baixar as fotos, organizo um post final.
=D
Amanha acaba tudo. =( ...Sim, desde hoje ja estamos sentindo o clima de fim de ferias. Mas è bom tambem... nesses ultimos dias aproveitei para recarregar as baterias e planejar o proximos semestre, definir bem os objetivos e as estrategias. Que venham entao os proximos desafios.
È isso...post curtinho hoje, mais pra dar noticia mesmo. Amanha (sabado) a noite devo chegar em casa e, entre desfazer as malas e baixar as fotos, organizo um post final.
=D
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