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terça-feira, 18 de maio de 2010

17 de Maio = 26 anos de vida

Entao...ontem foi meu 26o aniversário. Quem me conhece um pouquinho sabe que eu gosto de aniversário, exceto os que tem o número 6 envolvido. Apesar de que minha festa de 6 foi bem divertida, mas a de 16 foi paia. Paia porque na época (10 anos atrás) eu me sentia super velha e andava preocupada com a vida. Agora, com 26...eu de novo me sinto velha e preocupada com a vida. Mas de um jeito mais leve, eu diria. De um jeito responsável. Aos 16 a vida é muito no futuro...voce tá estudando pra passar no vestibular, entrar na universidade e ser adulto. A vida de adolescente de entao é (era) basada em coisas como ir pra aula de Tae-kwon-do, sair pro shopping com as amigas no fim de semana e ir no cinema às quartas-feiras, quando é mais barato. O legal era comer no McDonalds e voltar de Sao Paulo sozinha (de aviao). Aos 26, o futuro já começou...quer dizer, tá acabando quase. Voce (no caso EU) já terminou a faculdade, já viajou, já ganhou e perdeu dinheiro, já apaixonou e des-apaixonou, entre outras muitas coisas.

No meu caso em particular os 26 representam uma consolidaçao da revoluçao pessoal pela qual passei no ano passado. Revoluçao essa que inclui um forte elemento ético. Nao, nao virei moralista de uma hora pra outra, mas resolvi que é melhor poupar meu karma de certas desgraças, e por isso tem coisa que é melhor nao fazer. Ano passado foi isso, esse re-descobrimento pessoal. Este ano, aos 26, essa idéia se consolida, mais forte do que nunca. Me sinto velha e responsável, hehehe.

A data foi comemorada entre amigos e família. Um almocinho gostoso no domingo, com os amigos mais próximos e minha visitas - Moms, Vovó y Titia. Pouca gente. Estou acostumada a receber no mínimo 30 pessoas para minhas festinhas, e em alguns anos especiais, mais de 100. Adoro festa grande. Galera comendo, bebendo, rindo... Pero, aos 26 foi diferente. Ao todos éramos somente 10 pessoas. Mas sabe que foi bem legal? O bom de ter menos gente é que pude dar a devida atençao a todos. E minha avó pode me passar vergonha - mostrando fotos de quando era criancinha - para todos também! Ai, ai...

Na segunda, no dia 17 mesmo, passei turisteando pela cidade. Até esqueci que dia era, haha. E a noite, junto com R, fomos a um dos meus restaurantes preferidos,o Vendetta. Foi bem divertido. Achei que seria paia, ou tenso, dado que ninguém da família fala espanhol... mas R entende bem portugues - mais do que deveria! - e demonstrou uma boa vontade incrível. Uma gracinha...

Agora a casa tá vazia. Todos se foram nessa madrugada, e sobrou a baguncinha e eu, com meus 26 anos e um dia nas costas. O bom de ser véia assim é que a gente aprende a lidar com a "depressao pós-festa", hehehe. A vida real, agora permeada de responsabilidades com trabalho e estudos (a dissertaçao ainda precisa ser escrita!), além de responsabilidades afetivas, faz a gente ter menos tempo pra ficar triste. Tirei uma semana de folga neuronal - nao vou na aula há 7 dias - entao hoje é dia de voltar a isso também.

Enfim, que venha o 26o ano... e se tudo o que é bom dura pouco, que dure nada entao. A grande reflexao é essa: consolida-se uma nova fase, uma nova tendencia. Virei adulta!   =/

Y.


P.S. Queria mandar um beijo pra minha mae, pro meu pai e pra voce pras pessoas que, graças ao orkut e facebook (ou nao!) lembraram da data e mandaram recadinhos. Responderei todos ainda essa semana. De qualquer forma, sintam-se abraçados!
=D

domingo, 16 de maio de 2010

O Astral Desse Inferno

Eu quase acreditei que esse ano eu fui tao boa, mas tao boa, que os céus resolveram me dar um premio e me livrar do inferno astral. Faltando menos de 24 horas para esse períodozinho ordinário terminar, relato alguns dos acontecimentos dos últimos dias.

De quarta pra quinta a noite Moms, Vovó y Titia chegaram à Santiago. Lá fui eu pro aeroporto buscá-las, de Jeep. Mas o problema começou 1 hora antes, quando eu tirei o colchao inflável da caixa. Eu simplesmente nao sabia como inflar aquela porcaria e por isso fui pro aeroporto preocupada (e frustrada). Já no saguao de chegada, recebi as tres como mandava o figurino. Beijos e abraços, e também uns casacos que trouxe. Era uma noite fria e elas nao tinham roupa adequada.

Paguei o estacionamento, enfiei todas as malas no Jeep (quase que nao dá!), e dei partida. Quer dizer, tentei dar partida. Num erro imperdoável, lembrei que havia deixado as luzes do farol acesas, fazendo com que a bateria se descarregasse. Oh, no! Quase 2 da manhã e eu com um problema desse, no estacionamento do aeroporto.

Num momento inspirado, lembrei que no jeep tinha dois cabos, desse de ligar a bateria. Lembrei que o Monsenhor tinha ajudado alguém há coisa de duas semanas, alguém que tinha esse mesmo problema. Chamei logo um taxista, expliquei o problema e, depois de muita manobra, conseguimos fazer o carro funcionar. Pronto! Respirei fundo pensando, "pronto, acabou o problema!".

Haha! Pra completar essa noite nojentinha, e resumindo a história, nao consegui inflar o colchao, e água do chuveiro nao esquentou. Minhas visitas simplesmente tiveram que dormir num colchao improvisado (amém pelo vários sacos de dormir que temos aqui) e tomar banho frio às 3 da manha. Depois de toda a saga, me joguei no sofá, lembrando de uma frase que Dona Let gostava sempre de dizer, "Já vi o fim do mundo muitas vezes, e na manhã seguinte estava tudo normal".

Quinta-feira amanhaceu cinza, pra minha frustraçao. Cinza e friozinho. Nao havia outra opçao, entao saímos pra bater perna na cidade. Caminhadinha, fotos, metro, fotos, feirinha, presentinhos, fotos...Cheguei em casa, no fim do dia, morta de cansada. Nao por caminhar, mas por ter que pensar por todos. "Ylana, quanto custa isso...em reais? E aquele outro? Ylana, vem aqui falar pro vendedor que eu quero uma de cor marrom!"...  =/

Sexta foi um diazinho em que eu passei raiva. Minha mae deu a louca (como eu esperava) e foi limpar a casa. Ela e minha tia resolveram que era dia de botar todo o apartamento abaixo e limpar cada centímetro! Minha vó também deu a louca, mas na cozinha. Achou que tinha um batalhao para alimentar, e foi fazer pao, rosca e tudo o que era possível. Já irritada com a situaçao, saí pra almoçar com R. Avisei para todos que voltaria em breve, e que queria ir ao supermercado depois. Já estaria com o carro (emprestado por R) e queria evitar o transito do fim do dia.

Resumindo... enrolaram a tarde toda nessa limpaçao de casa. Terminaram qause as 7 da noite, para o meu desespero. E quando finalmente saímos para o supermercado, além do transito dos infernos, estava chovendo horrores! Pra completar, o clima tava péssimo, uma vez que eu tinha brigado com Moms... brigado por que? Porque eu ODEIO gente que fica dando faxina, ainda mais quando eu estou em casa. Sim, eu estava grilada demais. Queria ter saído, batido perna. Mas nao...o apartamento tinha muitos centímetros para ser limpos! Argh!

Sábado as coisas melhoraram um pouco. Levei a galera logo cedo para a Los Saldes, uma dessas padarias que dá vontade de comer tudo quando voce entra. Tomamos um belo café-da-manha, entramos no carro e ganhamos a estrada rumo Valparaíso e Viña del Mar.

Um dia gostosinho fora da cidade. A estrada oferece uma linda paisagem, com vinícolas várias, pés de azeitona e outras frutas, além das lindas montanhas. Valparaíso tem o porto e um funicular que todo mundo morre de medo, dado a antiguidade da coisa. Viña é mais glamouroso. O sol resolveu dar as caras de novo e, apesar de passear no calçadao da praia usando calça, casao e cachecol (super diva!), o dia foi uma delicinha.

Hoje é domingo. Tá cinza de novo. Mas pelo menos as montanhas estao nevadas, anunciando o frio inverno que chega. Às 2.30 espero algumas (poucas) pessoas para um almoço. Esse ano, em vez de festa em buteco com a geral, a coisa vai ser familiar. Almocinho, com bolo feito pela mamãe. Nao lembro a última vez que celebrei meu aniversário assim.

To feliz. Ainda mais porque amanha termina o inferno astral, esse período em que, se algo sai errado, nao é só um evento isolado, e sim uma sequencia de coisas dando errado. Ou seja, nada melhor do que vislumbrar o fim disso! Apesar de que, nao posso reclamar. Já tive infernos-astrais (assim que fala?) muito piores.

Ok, chega...hora de ir ali rapar a panela do recheio do bolo!

=D

P.S. Hoje é aniversário da Laura...a Pausini....

domingo, 17 de maio de 2009

17/5/84


E hoje é a minha vez. Fiz 25 anos, ou como gostam de me lembrar, 1/4 de século!....

Creio que este tenha sido um dos aniversários mais emocionantes da minha vida. Nao pelo excesso - ou falta de - festa, milhoes de convidados ou carros de presente. Apesar de que foram mais ou menos 24 de comemoraçoes.

Tudo começou no sábado a noite, comigo e Sr. M saindo para comer Chorrillana, um prato típico chileno. Um dia falo mais disso. Depois fomos direto para o Tavarúa, barzinho na Manuel Montt. Logo os colegas chegaram e a festa começou. Cerveja, tequila sunrise, vodka... y karaoke!!! Eu nem estava bebada, mas me convenceram de cantar. Ainda nao creio que as 3 da matina eu e mais 5 amigos cantavamos Ojos Así da Shakira, no palco do bar. Isso depois do bar inteiro cantar "cumpleanos feliz". Enfim....foi ótimo. Saí meui corrido e meus convidados continuaram a festa por mim. Eu já tava morta de sono.

Hoje, depois de acordar e gastar umas duas horas falando com a família no Skype, saí pra almoçar. Passei a tarde com Dona D. Um luxo... almoço chiquérrimo, cafés, confissoes, caminhadas pelas ruas chiques de Santiago...

Depois de tardezinha...fui pra minha festa que era pra ter sido surpresa de manha. É que o pessoal da sinagoga esperava me ver de manha, na clase que tem lá...nao fui porque todo mundo começou a me ligar. Entao acabaram me ligando também e remarcando a festa, originalmente surpresa, para a noite. E foi ótimo. Se nao bastasse eu ter comido o dia inteiro, tinha bolo, salgado, balao e tudo. As crianças cantaram para a mim. E do nada fizeram uma roda e as pessoas começaram a falar o que eu representava na vida delas. Segurei demaaaais pra nao chorar. Resumi as circunstancias que me trouxeram ao Chile. As frustraçoes do ano anterior, e a idéia do nada que me deu de vir pra cá. Foi bem emocionante. Muito estranho - e bom! - sentir pessoas que te acolhem de uma maneira tao sincera. Cheguei em casa e chorei. De alegria... nao estou acostumada a chorar de alegria. É estranho... mas foi bom. Há muito, muito tempo nao chorava. Acho que eu tava precisando...

E assim eu começo os 25 anos...me sentindo nova. Paradoxal, nao? Mas é... que venha mais um ano. Esse eu sei que vai representar muito crescimento nessa minha vidinha. Já começo a sentir isso e claro, participar ativamente neste processo. Parabéns pra mim... =D

sábado, 16 de maio de 2009

16/5/74


Esse é o título de uma das músicas que embaralaram minha adolescencia, cantada pela minha querida amiga Laura - a Pausini. Esta música, numero 8 do CD Le Cose Che Vivi é aquela típica que só fan já escutou!...Mas eu gosto. E acordei da minha soneca pensando nela.

Eu poderia contar muitas e muitas histórias sobre este CD da Laura, pois diria que marca o início da minha adolescencia e me influenciou muitíssimo (oh!). Mas deixa pra lá...vou só mandar uma traduçao da letra mesmo, lembrando que o título é a data de aniversário da Laura. Sim, gente, hoje é o niver dela, e amanha o meu!!! Voces nao imaginam a alegria que eu senti o dia que descobri que minha cantora favorita fazia aniversário um dia antes do meu! Oh!! (momento nostalgia)....
PARABÉNS, LAURA!!!!

Laura eu te amo...
Laura eu te amo...
Laura eu te amo...
Laura eu te amo...
Laura eu te amo...

(momento tiete....over!)

Tá ae a traduçao....mais tarde vai começar a festa.... saudade dos amigos do Brasil.

16/5/74

La notte se ne va (a noite se vai)
E siamo ancora qui, (e ainda estamos aqui) Un po' disfatti ma (meio acabados - desfeitos, mas) Randagi e liberi, (desviados e livres)
Con l'anima che sta, (com a alma, que está)
In equilibrio sopra il mondo. (em equilíbrio pelo mundo) La macchina che va, (o carro que vai)
E inarrestabili, (irreversível)
Noi sopra la citta, (nós, pela cidade)
Ribelli e zingari (rebeldes e zangados)
Cercando verita (procurando verdade)
Ed un'emozione che ci dia (é uma emoçao que nos dá) Tutta l'energia (toda energia)
Per non fermarsi e accelerare (para nao parar e acelerar)

É un mondo che si muove, (é um mundo que se move)
Ma non sa bene dove. (mas nao sabe bem aonde)
E fatta come me, é la mia generazione (e feito como eu, a minha geraçao)
Ed ha le sue parole, per raccontarsi il cuore (e tem suas palavras, para contar do coraçao) Messaggi in codice scritti sopra i muri di cittá (mensagens em código, escritas pelos muros da cidade)

E ci si incontra poi (e a gente se encontra depois) Per strada e dentro i bar, (pela estrada e dentro dos bares)
Per stare tra di noi (para estar entre nós) Sentirci liberi (nos sentir livres)
Da questa realtá, (desta realidade)
Che non sa pi comprendere, (que nao sabe entender) Nemmeno la metá, (nem a metade)
Di tutto quello che hai nel cuore. (de tudo aquilo que existe no coraçao)

É un mondo che si muove (é um mundo que se move)
In ogni direzione (em cada direçao)
É fatta come me, é la mia generazione (e feito eu, é a minha geraçao)
Ed ha sempre una canzone per scogliere il dolore (e tem sempre uma cançao para pacificar a dor)
Messaggi in codice dedicati di una notte di cittá (mensagens escritas em código, dedicadas a uma noite de cidade)
Gli stessi occhi, lo stesso cuore (os mesmos olhos, o mesmo coraçao)
Di una generazione fatta come me (de uma geraçao feita como eu) La stessa pioggia, lo stesso sole (a mesma chuva, o mesmo sol)
Tu sai che un'altra come questa no, non c'e. (voce sabe que uma outra como esta nao tem)
un'onda di marea, che spezza gli argini, (uma onda do mar, que quebra os diques)
E cerca una risposta dentro se, (e busca uma resposta dentro de si)
E basta quest'idea per riconoscersi, (e basta essa idéia para se reconhecer) Da un gesto e da uno sguardo che (por um gesto ou um olhar que)
Da solo gi parla di noi. (que sozinho fala por nós)


La stessa rabbia, (a mesma raiva)
Lo stesso amore (o mesmo amor)
Di una generazione (de uma geraçao)
Fatta come me (feita como eu)

Gli stessi sogni (os mesmo sonhos)
Stesso dolore, (a mesma dor)
Perche sai un'altra (porque voce sabe um outra)
Come questa no, (como esta nao)
non c'e (nao, tem)

terça-feira, 5 de maio de 2009

Atormentada

Se eu tava achando que meu inferno astral nem tava tao ruim assim, acho que posso mudar de idéia. Há dias sou atormentada por sonhos que nao me deixam dormir direito. Sao serpentes me picando, garrafas de vinho caindo e saladas de fruta que nao saem como eu queria. Que inferno! Ah, e claro, teve o roubo da bicicleta semana passada, e meu joelho de velhinha, que tá cada dia pior. Pra completar, tem o frio enjoado de outono, me irritando com essa eterna indecisao entre muito frio e mais ou menos frio. Muito difícil saber como se vestir adequadamente.

Mas, como nem tudo é ruim... o bom do joelho de velhinha é que muito provavelmente darei as caras na minha Goiania véia em Julho, durantes as pequenas férias. Eeee beleza! Já to pensando no sol e calor, nas pamonhas e coxinhas, nas baladas e festinhas e claro, nos meus queridíssimos amigos - num vou nem fazer uma lista básica porque sempre tem um que vem e le o blog e me fala, "voce esqueceu de mim, vadia!". Hmmmm...isso implica que terei que sair e comprar presentes, hmmm...olha aquele mala de vinho que eu falei, hahaha....

Tá, esse inferno astral nao tá sendo dos piores. Ano passado foi o fim. Devo ter ganhado créditos para esse ano, hehe....

Enquanto isso vou curtindo a vida, entre livros e olhares... pizzarias, restaurantes chineses e olhos verdes...

=)


P.S. Quem sabe mais tarde eu nao venha e escreva um post inspirado em Baudelaire!

P.S.2. O passado do verbo "ganhar" é denominado abundante, ou seja...tem duas formas corretas: GANHO ou GANHADO!

P.S.3. Esse negócio de PS tá pegando né!

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Vou-me embora pra Pasárgada

Nao, eu nunca fui uma ávida leitora de poesias, mas sempre achei o negócio legalzinho. Também nunca consegui escrever nada de poemas porque pra mim, rimar é impossível. Só rimo quando nao posso ou com coisas que nao deveria. Exemplos dispensados.

Como a galera já sabe, vou hoje para o Rio de Janeiro, onde comemorarei a chegada dos meu 24 aninhos, essa idade tao gayzinha, como diria dona T. Sendo o Rio de Janeiro conhecido como a tal Cidade Maravilhosa, lembrei de um poema do Manuel Bandeira, "vou-me embora pra pasárgada", escrito nao lembro sob quais circunstâncias. Só lembro dakele outro que ele diz que vai "dançar um tango argentino", que ele escreveu logo depois de receber a fatídica notícia de que estava com tuberculose.

Enfim...vou-me hoje para a Cidade Maravilhosa deste país, agora com uma opçao a mais de mazela. Se você nao quiser morrer de bala perdida, tem a dengue. Já comprei meu repelente natural de citronella (tô mei cabrera, pensando se vai funcionar mesmo) e vou rezando pra nao morrer de bala perdida porque pow... que mortezinha indigna!

Postarei um update nos dias porvir....quem sabe até um post reflexivo no dia 17... hmmm...deu até medo!

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Vou-me Embora pra Pasárgada



Vou-me embora pra Pasárgada

Lá sou amigo do rei

Lá tenho a mulher que eu quero

Na cama que escolherei

Vou-me embora pra Pasárgada

Vou-me embora pra Pasárgada

Aqui eu não sou feliz

Lá a existência é uma aventura

De tal modo inconseqüente

Que Joana a Louca de Espanha

Rainha e falsa demente

Vem a ser contraparente

Da nora que nunca tive

E como farei ginástica

Andarei de bicicleta

Montarei em burro brabo

Subirei no pau-de-sebo

Tomarei banhos de mar!

E quando estiver cansado

Deito na beira do rio

Mando chamar a mãe-d'água

Pra me contar as histórias

Que no tempo de eu menino

Rosa vinha me contar

Vou-me embora pra Pasárgada

Em Pasárgada tem tudo

É outra civilização

Tem um processo seguro

De impedir a concepção

Tem telefone automático

Tem alcalóide à vontade

Tem prostitutas bonitas

Para a gente namorar

E quando eu estiver mais triste

Mas triste de não ter jeito

Quando de noite me der

Vontade de me matar

— Lá sou amigo do rei —

Terei a mulher que eu quero

Na cama que escolherei

Vou-me embora pra Pasárgada.


 
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