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terça-feira, 17 de agosto de 2010

Vou Tentar....de novo

A semana passada foi aquele estilo de semana que voce coloca tudo no lugar, ao mesmo tempo se acostumando à nova rotina. Volta a respeitar horários antigos e a comer o mesmo café-da-manha de sempre (no meu caso, né). Parei de comer pao - isso é coisa de férias, acostumei a passar a maior parte do meu dia sozinha comigo e, o mais difícil de tudo, voltei a encarar dias cinzas e frios. Argh!

Mas nem tudo é tristeza e espírito de senzala. Uma das coisas que essas "semanas de volta" sempre oferecem é a chance de operacionalizar planos feitos durante - ou nesse caso um pouco antes - das férias. Pouco antes de viajarmos, R me convenceu de começar a correr. Isso mesmo, sair por ae nas ruas fazendo cooper, como se diz no Brasil. Aqui a palavra é "trotar". Sim, engraçado...faz pensar em cavalo. Com alguma relutancia, dada minhas várias tentativas frustradas de trotar, eu disse que sim, daria outra chance para essa atividade tao popular e, confesso, sempre achei sexy.

Domingo, depois de passar a tarde toda no churrasco de aniversário da mae do Monsenhor Ariel e, diga-se de passagem, beber bastante, fui com R pro MallSport comprar o tenis. Porque quando eu mencionei tentativas frustradas de correr, lembrei especificamente do ano passado, em que acabei com o joelho por isso. Mas por que? Falta de tenis adequado. Eu achava que essa história de tenis certo, com amortecedor e tal, era viadagem, e me aventurei com um tenis "Nike" (boliviano). O resultado foi um joelho que doía muito. Consertei fazendo yoga, mas fiquei com medo. Por isso dessa vez resolvi fazer as coisas certas e gastei quase 200 reais num Mizuno, adaptado pra minha pisada (pra fora) e tal.

Segunda-feira de manha coloco o tenis, calça e jaqueta e lá vou eu, fazendo pose. Dois minutos de corrida e eu agradecendo a Deus por um sinal vermelho que me obrigava a parar! Lembrei porque, além dos problemas com o joelho, eu nunca consegui correr.

Isso vem desde criança. Nunca fui boa pra correr. Nas aulas de educaçao física nunca fui a mais lerda, e em esportes como futebol, que se exige corrida, sempre fui muito bem. Mas quando era hora de correr por correr, apostar corrida, brincar de pique-pega...ah neim!

O resultado nem foi ruim. Fui alternando entre corrida e caminhada rápida. Meia-hora de exercício. Tá bom pro primeiro dia. Dores nos músculos. Também tá bom. Segundo a Chappy (roomate), que corre até maratona, isso significa que o exercício funcionou!

Empolguei com a coisa e saí hoje de novo. Pra que! Saí do banho mal conseguindo levantar as pernas de tanta dor. Lembrei de quando comecei yoga. Foi desse jeito. Entao a soluçao foi comprar ibuprofeno pra amenizar.

A moral da história é ...nao tem moral. Só que eu, mais uma vez, vou dar uma chance pra esse hobby/esporte. Vou sair "trotando" por ae, como uma potranca feliz, pensando nas calorias perdidas a cada kilômetro sofrido...quer dizer, percorrido. Ai! A ideia é fica igual a moça da foto ali de cima..... hahahahah! É vou sonhando...

sábado, 17 de julho de 2010

Sobre a Natureza e Expiaçoes da Alma

Ontem a noite, depois de um dia de feriado bem divertidinho, eu e R nos juntamos a Monsenhor Ariel e seu novo affair para ver um filme. Aqui em casa temos o luxo de montar um cineminha bem legal. Na porta (de vidro) que dá acesso a área colocamos um telao enorme, que cobre tudo. Usamos o datashow pra projetar o filme e conectar com o som - surround, espalhado pela cozinha e sala. O resultado é bem legal.

Já o filme de ontem foi Into the Wild (2007)...nao sei o nome em portugues. Baseado em fatos reais de um jovem que, ao terminar a faculdade, doa td seu dinheiro para uma instituiçao, muda de identidade e sai perambulando pelos EUA, com o objetivo de chegar ao Alaska. Vira andarilho por opçao, com o objetivo de negar o materialismo da sociedade. Na trama fica claro que, seu objetivo real era mesmo expiar seu passado, de dor e mágoas. E isso me fez pensar... afinal, a maneira como é filmado, te convida a isso. Muitas imagens com música e sem fala...espaços que permitem a divagaçao dos pensamentos.

Apesar de achar que o protagonista era meio troxa, me relacionei com ele em dois ponto específicos. O primeiro é que ele viajava sozinho. Numa certa altura chega a dizer que a felicidade da vida nao vem das relaçoes humanas, e sim dos lugares aonde nos sentimos verdadeiramente livres, na natureza. A segunda é que o grande motivo do seu "sumiço", como explicado acima, era a busca dessa expiaçao do próprio passado.

Eu já viajei muito sozinha, e confesso que gosto. Discordo do menino. Por experiencia própria sei que as relaçoes humanas oferecem um grau de prazer e felicidade incomparável ao prazer derivado de estar no topo de uma montanha. Na verdade nem sei se vale essa comparaçao. Sao coisas completamente distintas. Já dizia Allan de Bottom, no livro A Arte de Viajar, que estar em presença de certos lugares que a natureza oferece, lugares grandiosos - um deserto, montanha, bosque - pode provocar em nós uma sensaçao avassaladora. A grandeza de certas paisagens naturais tem o poder de nos lembrar o quanto somos pequenos, e sentir isso é incrível. Quase indescritível. Lembro muito bem de quando estive no lago Titikaka, no lado boliviano, em 2008. Foi exatamente o que eu senti. Eu acordo todos os dias e, ao olhar pela janela, me deparo com o cerro Plomo, um morro de quase 5 mil metros na cordilheira dos Andes. Apesar de estar acostumada a esta paisagem, ela ainda me provoca sensaçoes de admiraçao e respeito. De fato, a natureza nos oferece a chance de nos sentirmos pequenos e confrontar-nos com nossa própria pequenez existencial. Masa outra parte da equaçao de se sentir vivo deriva das relaçoes humanas. Aonde o ser humano se reconhece ou se desconhece. Porque já dizia a professora Sueli, da aula de Antropologia I, que nós nos conhecemos através dos outros.

O segundo ponto, o da viagem como expiaçao, me fez lembrar da minha viagem à Bolívia em 2008. Este foi o exato propósito de tal jornada. Expiar um coraçao quebrado. Toda a viagem foi devidamente relatada nesta blog, sendo este o último post do diário. Em 8 dias eu, Kell e Chu, cruzamos a Bolívia de ponta a ponta, encarando o tal Trem da Morte, Onibus que paravam a meia noite em acostamentos - para que as pessoas, incluso eu, pudessem fazer xixi - muita pobreza, muambas baratas, comidas na rua - que eu provei, apesar do medo - e outas muitas aventuras.

Longas horas na estrada, na companhia de uma dúzia de músicas do celular da Kell - porque eu descuidei e perdi o mp3! - os pensamentos deram muita volta. Voltaram ao passado, reviram cenários, buscaram respostas e soluçoes. Era como se eu buscasse a racionalizaçao de tudo para poder entender e aceitar. No dia passado no lago Titikaka, com a companhia da guia turística (exclusiva pra mim) e do tio que dirigia a lancha, foi a hora de sentir isso que eu falei nos parágrafos acima sobre o que a natureza provoca. Nunca vi água tao azul, contrastes de cor tao belos. Eu naveguei no lago mais alto de mundo, respirei um dos ares mais secos do mundo. E ali os demonios e fantamas do meu armário pareceram me dar uma folga. Já nao importavam mais. Secaram ou morreram sem ar, nao sei. Só sei que voltei a La Paz de alma lavada!

Óbvio que eu também sei que, ao voltar para Goiania, persisti no meu erro anterior. Em Goiania os demonios e os fantasmas voltaram a viver, como zumbis persistentes que se recusavam a morrer. Estavam bem enfraquecidos, sim, mas estavam ali, parasitando minha vida. Levou-se ainda alguns meses até que todos perdessem a batalha e eu reencontrasse meu verdadeiro eu, me redescobrisse. Nao foi fácil. Mas o sabor da vitória final foi tao delicioso que ainda o sinto!

Nesta semana próxima vou de volta a Bolivia. Primeira parada em La Paz, e depois para dois desertos - Salar de Uyuni e Atacama. Dessa vez viajo em paz, por puro prazer. Com uma companhia leve e gostosa. Confesso que receio nao achar tanta graça assim, hahaha...nao que eu queria expiar nada, mas...depois de tudo o que Bolibia 2008 representou, Bolivia 2010 será uma viagem totalmente distinta, e estou feliz por isso. Em 2008 eu buscava a cura...e sei que estar ali foi um primeiro passo. A companhia da época nao poderia ter sido melhor. Em 2010 eu busco a diversao, a leveza e nada mais. Dessa vez a natureza pode até me lembrar de quanto sou pequena.... mas a relaçao humana que me acompanhará - supostamente - será a responsável por lembrar-me que grande ou pequeno sao conceitos sempre relativos.

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P.S. Post escrito num sábado de manha....sem influencia de nenhuma droga, nem cafeína!

domingo, 30 de agosto de 2009

Rorschach, Piscolas e otras cositas más...


O domingo nem acabou mas já tenho aquele feeling de que o fim de semana foi ótimo. Sentimento mais do que satisfatório, já achei que seria o contrário, uma vez que Srta. A teve um imprevisto e desmarcou nosso jantarzinho (marcado há um mes!). Grilei. Mas nao posso reclamar. Acabei saindo pra comer pizza de churrasco com o Prof. A e o Sr. A. Prof. A é o coordenador do meu mestrado, que gentilmente convidou eu e o marido (Sr. A) para comer. Uma graça. Passamos super bem. A pizza estava deliciosa e demos muita risada.

Cheguei em casa ligada, com aquela sensaçao de que poderia ir para uma boate e dançar a noite inteira. Que bom que Monsenhor A também chegou na mesma hora, entao ficamos os tres em casa mesmo, tomando umas piscolas (pisco+coca-cola) e conversando. Aproveitando de um comentário psicológico que fizemos, Monsenhor tirou as cartas do armário. Neste caso as cartas eram o pacote do teste Roscharch. Até onde eu sei/sabia, cobra-se muito dinheiro para a devida aplicaçao de tal teste, ou seja, nao podia rejeitar a oportunidade. Ainda mais que Monsenhor A, além de sua formaçao em psicologia (óbvio!) e seus 2 anos de estudo do negócio, tem outros 6 anos de experiencia mostrando as figurinhas bizarras para as pessoas e interpretando suas respostas. Porque o Rorschach é isso. Te mostram uma carta com um desenho louco. E voce diz o que ve. E é como se cada carta tivesse um significado. Por exemplo, a figura acima, é a primeira carta, e o que voce ve reflete como voce se enxerga frente ao mundo. Eu enxeguei uma máscara de Halloween. Ou seja, me apresento para esse mundao de Deus com uma máscara. Ha!.. Genial!. Mas por favor nao se prendam a minha explicaçao simplória do teste. Achei o negócio fantástico.

Os resultados foram bastante reveladores, e Monsenhor me disse que batiam exatamente com o que ele havia observado. Medo! Isso mesmo, medo! Imagina, falar pra alguém o que voce ve, nao sabendo o que aquilo pode significar realmente? Mas deu tudo certo e nos divertimos muito no final.

Sábado também, só alegria. Recebi, pela primeira vez, Dona J, recém-chegada em Santiago, direto de Vancouver. Indicada por uma amiga da Irlanda, graças a facilidade de comunicaçao via Facebook, Dona J veio passar o dia com a gente. Testei uma receita de macarrao com molho de abobrinha e yogurt. Ficou mais ou menos. Teria sido bem melhor caso o yogurte natural chileno nao fosse doce. Afff....consegui corrigir o negócio, mas mesmo assim....

Passamos a tarde no bate-papo, tomamos chocolate quente no Starbucks no fim do dia, e depois partimos para piscolas e chispa, uma outra bebida chilena feita de uva. Também muito boa. E chegou mais gente. Antes que eu tivesse chance de terminar o jantar mega saudável de salada com cenoura refogada, a festa já acontecia. De novo tínhamos música, bebidas, gente legal e clima de carrete, como se diz em chileno. E foi só alegria.

A noite terminou com tradicionais comidinhas de fim de festa. Fomos ao Sergio's comer hot dogs. Bao demais. Depois só banho e cama.

Os resultados do Rorschach foram muito interessante. Falaram de como eu controlo meus instintos. Controle que parece ser demasiado. Depois de uma longa e proveitosa conversa com Monsenhor, acabei decidindo que vou equilibrar as coisas. Por isso nada de se controlar muito... quando puder, vou cair na gandaia mesmo, dançar, cantar, me divertir. Assim como nos últimos finais de semana. E como ainda é domingo, vou me permitir sair da dieta (mantida a risca até agora) e vou ali almoçar algo bem engordante e gostoso.

=)



P.S. Respondendo a pergunta da Kell, se meu casamento incluia "vc sabe o que"...nao, nao inclui! É um modelo de casamento depois de 50 anos. Inclui fazer tudo junto, menos "aquilo", kkkkkkkk.... ah, com a vantagem de que podemos sair/namorar quem quisermos. Arrasa!

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Flashback

Eu tenho a força....sou invencível....vamos, amigos. Unidos venceremos a semente do mal! HE-MAN! (clipe)

Um esbarrar na música Vou de Táxi da Angélica fez com que eu retrocesse uns anos e baixasse vááárias músicas que marcaram minha infancia
Trem da Alegria, Balao Mágico e Angélica, sem contar as da Xuxa. To cantando todas hoje...

Piuí, piuí...piuí Abacaxi! Choque, choque, choque por aí.... Adoooro!

E aquela, uni duni duni te...ooooo, salame mingue! Ooooo...sorvete colore!...

Mas a minhas duas preferidas de todos os tempos foram: Ilarie e Thundercats... inclusive eu tenho uma versao em espanhol (breguééérrima) de Ilarie! Por favor, confiram essa raridade aqui! .... Quantas tardes eu nao passei pulando no sofá de casa, com uma vassoura na mao (a guitarra!), cantando, "thunder, thunder, thunder, thundercats..." . Outras tantas tardes dançando com a Angélica (eu ainda lembro das coreografias!) e cantando "meu herói...flecha de amor nao dói...meu herói, ele é cupido!".

Hehe...hoje em dia nao pego mais a vassoura pra fingir que é guitarra - fico tocando no ar mesmo enquanto caminho pro trabalho, hehehe...
Nenhuma reflexao particular sobre este momento. Nao gosto dizer que aquela época é melhor. Nao necessariamente. Mas num surto titia, vou gravar bem gravadinho essas musiquinhas para meus pedir a opiniao dos meus futuros filhos/afilhados/etc.

Quem também ouviu essas raridades por favor, levanta a mao!!

=P

domingo, 7 de junho de 2009

Ella Baila Sola


A solidao deve ser um dos sentimentos mais paradoxais que alguém pode experimentar. Hoje, caminhando pela cidade, pensei muito nisso. Lá estava eu, num domingo frio e sem sol, caminhando por ruas vazias. Estudei sozinha no meio de um monte de gente. Depois almocei da mesma maneira. Fiz compras e voltei pra casa, também vazia. Livre e tranquila, assim vivo os minutos que o dia de hoje me presenteou.

Ontem cheguei a uma conclusao - importante para mim. Depois de um banho de realidade, que veio no meio da balada de sexta a noite (show do Café Tacuba), me perguntei por que eu estava de mau humor. Eu passei a semana toda andando nas nuvens, no mundo da lua, vendo o mundo em cores vivas. Até sexta a noite... quando botei os pés no chao e a realidade me pegou de jeito. Já era hora de voltar.

Confesso que aproveitei minha semana emocional - assim vou chamá-la. Antes disso vivi 7 meses (sim, eu contei!) de quase pura racionalidade. Até que uma onda violenta me pegou de jeito e eu levei "um caldo". A semana toda foi estranha, fora do normal. Era como se eu nao tivesse controle sobre mais nada. A onda me levava e a única opçao que eu tinha era deixar rolar. Isso significou estudar menos, dormir mal, ficar ansiosa, sair cantando pela rua, sorrir para estranhos - e nao estranhos, respirar fundo por bobeira e outras muitas coisas idiotas. Resumo tudo em duas palavras: teve baum.

A volta a realidade/racionalidade me fez concluir uma coisa boa. Estou pronta para outra. Pensando na situaçao, me senti pronta pra gostar de alguém de novo. E isso é engraçado... porque há duas semanas, se tivessem me perguntado se eu queria isso - gostar de alguém - eu teria dito que nao. E meio que do nada, poucos dias depois, eu me contradigo. A combinaçao olhos+sorriso misteriosos me fez chegar nesse lugar, aonde "gostar" será um sentimento bem vindo. Pensei em agradecer a criatura provocadora disso tudo, mas... tem coisa que é melhor ficar sem dizer.

Nao pretendo de repente colocar saia, fazer chapinha e ir para a balada mais próxima procurando criaturas para gostar. Nao é meu estilo... Pelo jeito vou continuar bailando sola, respirando a liberdade e a leveza de caminhar comigo mesma pelas ruas vazias. Respiro o ar frio e sorrio para mim mesma... Porque é melhor quando as coisas seguem seu ritmo próprio.

domingo, 19 de abril de 2009

Entao é Domingo, né...


Bom dia, pessoas leitoras....

Pleno domingo de manha, 8 graus lá fora e um sol do Paraguay. Do Paraguay porque tem sol, mas nao está nada quente lá fora. Entao eu me arrasto pra fora da cama, lembrando de tudo o que tenho que fazer hoje, agradeco por estar viva, bebo meu copo de água e resolvo comecar o dia.

Esta semana promete. Ainda mais depois da onda nerd que eu entrei, entao...hehehe... Tenho prova na segunda e depois na quarta. Hoje devo passar a tarde estudando com alguns amigos, no Starbucks. E eu que sonhei que meu pai tinha vindo me buscar e eu ia passar o domingo em casa!... Já dizia Freud que os sonhos sao desejos nao realizados.... (suspiro!)...

Ontem a noite, enquanto eu ralava pra montar uma apresentacao de trabalho para uma aula ae, fiquei pensando em como meu estilo de vida mudou! Um sábado a noite normal em Goiania, incluiria amigos, jantar fora e algum tipo de balada - em boate ou festinha na casa de alguém. As vezes eu bebia, as vezes nao. Se fossemos ao The Pub, bebia tequila, na certa. Tequila e The Pub combinam perfeitamente. Iria dançar, possivelmente aprontar também... nada fora do "normal".

No dia seguinte, domingo, acordaria um pouco mais tarde. Talvez tivesse algum churrasco pra ir. Talvez fosse jogar paintball. Talvez iria simplesmente almoçar na casa da vovó e mais tarde ver um filme com amigos - nao os mesmos que foram ao The Pub, hehe. Muito provavelmente iria pro Fran's, tomar um café e conversar com alguém. Mas com certeza ficaria na rua até mais tarde alimentando o ciclo da vida social.

Santiago é diferente... talvez seja a falta de amigos. Sim, claro, eu conheco um tanto de gente, mas poucos que tenho intimidade pra sair. Meus sábados se resumem a ir pra sinagoga e socializar com o "meu povo". Depois, a tarde, escondo do mesmo "povo" e vou jogar futebol. Ontem ganhamos, entao foi muito bom! Estarei de bom humor um bom tempo! hehe... e os domingos....ah, os domingos! As tardes de domingo também sao passadas num café, mais ou menos tipo o Fran's. Vou pro Starbucks. Conversar. Conversar sobre Ciencia Politica, textos, provas. Tomamos café...ocasionalmente damos risada de alguma coisa. De tardezinha, outra obrigacao. Supermercado. Eu e Dona D nos mandamos para o Jumbo, comprar mantimentos para a semana. E é isso...

Será que meus dias de baladeira já se foram? Será que faltam amigos baladeiros? Será que eu sinto falta de balada? Hmmm... Sinto sim. Sinto falta do ritual de ir pro The Pub. Da Tequila.... mas sinto falta mesmo é dos amigos. Dona L, Sr. A e Dona P. Dona N e Sr. T, os melhores, sempre!...e por ae vao... E claro, tem aquela amizade que começou justo antes de eu vir embora e, hoje é desenvolvida virtualmente...né Dona S? Fica aquele sentimento de, "ah, eu queria ter tido mais tempo..."

Novas amizades sao boas, claro! É sempre um mundo novo pra descobrir, histórias novas, e etc. Mas as vezes, num domingo qualquer, voce amanhece com preguica de tudo. E pensa no quanto tem que estudar....e esquece que um dia voce teve vida social. Blah!

É isso... vou-me, porque o tempo urge!

P.S. A foto do por-do-sol, tirada ontem, representa o fim de uma era. A Era da farra....ooohhhh

segunda-feira, 16 de março de 2009

Primeiro Dia de Aula

Hoje foi o meu primeiro dia de aula. Ihul!...E eu nem chorei, haha...

Esperei o dia todo pra ir pra aula. Sim, eu estudo de noite agora. Um saco! Mas vou ter que acostumar. Entao saí adiantada de casa. Peguei minha bicicletinha e, de mochila nas costas, pedalei os quase 4km entre casa-escola. Fui grilada porque achei que a calca tava apertada demais. Passei o caminho todo puxando a bendita pra cima, com medo de pagar cofrinho. Felizmente tudo correu bem e 15 minutos depois lá estava eu, adentrando os portoes do IEI.

Nao vou entrar em detalhes porque, honestamente, nao é tao interessante assim. Foi aquela coisa básica. O Diretor do programa veio e cumprimentou cada um dos 26 alunos. Teve aquele blah blah blah de apresentacao - no qual eu voei total! - e depois comecou a aula.

Ciencia Politica I. Hmmm... leram o curriculo do professor lá. Voei de novo. Já tava comecando a me preocupar com tanta "voacao" quando o Sr. Gamboa (professor) passou a perguntar a cada aluno o nome, de onde vinha, porque estava ali, qual era a experiencia, etc, etc... aquelas coisas de primeiro dia. E aí eu quase tremi nas bases. Ia ter q falar espanhol na frente daquele povo todo! Imagine voce que minha sala tem gente do Chile (obvio), Mexico, Peru, Paraguay, EUA (com americanos arrasando no espanhol), Alemaes (que também arrasam falando) e nós, um grupinho de 4 brasileiros. Eu nao só tinha ali a obrigacao de falar bem a maldita lingua - e provar que brasileira nao fala só portunhol - como era minha primeira chance de me colocar na sala. Droga!

Usei minha tática de tempos de faculdade. De comeco de faculdade, hehe... Falei o que tinha que falar. Séria. Nada de sorrisinhos, nada de nhe nhe nhe. O professor perguntou, eu respondi. Aconteceu de um aluno dizer que nao tinha entendido uma das minhas respostas. Claro que por dentro fiquei com vergonha, mas virei pra ele com a maior cara de nada e perguntei: "que parte voce nao entendeu?"... Ele nao tinha entendido o assunto. Entao brevemente expliquei alguma coisa sobre empresas de seguranca privada.

Parece que eu sou a única que vai seguir a linha de estudos em seguranca. O resto, bem... o resto vai cair no de sempre. Vao falar de desenvolvimento, economia, integracao... assuntos que para a America Latina, honestamente, sao muito mais pop do que o meu. Mas isso nao importa... pelo menos nao agora. O fato é que no decorrer da aula o professor até fez umas perguntinhas lá e eu tive coragem de responder. E responder certo, o que vale mais... viva! Tomara que o povo tenha impressao que eu sou uma pessoa séria. Tomara... hehehe... vamos ver até quando isso vai durar. Até o primeiro porre em grupo? ...ihh...

Bom, falando em impressoes. Também tive as minhas. Toda sala tem os tipos e a minha, apesar de ser de alto nível, nao fugiu desta tendencia. Tem o mexicano seboso que gosta de falar com ares de político, de quem entende. Tem um paraguayo também seboso, que é médico e estudou em Cuba, e adora interromper o professor. Tem um outro lá que é até charmoso, mas parece ser chato. Tem os caras de nerd. Tem os festeiros - 2 brasileiros inclusos nessa. Tem a cara de sabe-tudo que é também cara de lésbica. Tem o cara de gay, também cara de sabe-tudo. Tem os cara de to-nem-ai. ....veremos que impressoes irao se confirmar ao longo do tempo.

O mais legal disso tudo é que....agora eu sou oficialmente uma MESTRANDA! hahahaha....

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Mensagem

Recebi hoje por sms e gostei.

A natureza nunca tolera que o bem prejudique os bons.

Que assim seja.

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

10 dias de Rio de Janeiro

Tá acabando. A temporada de Ylana na maravilhosa cidade do Rio de Janeiro, como uma turnê ou musical, chega ao fim. Foram-se 10 dias...

Cheguei aqui há 10 dias, num domingo. Estava com um mau-humor difícil de explicar. A fina garoa que caía nao contribuiu para melhorar meu estado de espírito. Trancada num pequeno apartamento, sozinha e sem acesso a internet. Foi assim que tudo começou.

Os compromissos foram cumpridos. A chuva nao deu trégua, mas meu humor sim, melhorou. Reencontros, conversas. Muitas conversas. Caminhadas solitárias por uma cidade que, mesmo depois desse tempo, permanece, de certa forma, uma incógnita para mim.

Tempo pra mim. Tempo sozinha. Tempo pra pensar. Pensar no passado, presente e futuro, nao necessariamente nesta ordem. Mar, ondas, sol - ou a falta do mesmo. Pessoas caminhando, eu junto. Disfarçada de gringa eu descobri lugares e pessoas. Num exercício de introspeção forçado, todavia necessário, ouso dizer que descobri eu mesma, mais uma vez. Ou pelo menos o que restou daquilo que eu costumava dizer que era "eu".

Nao pertenço ao mar. O cheiro da maresia me causa repulsa, por mais que eu goste da praia de vez em quando. O gosto do sal me enjoa. Gostei enquanto da turnê, da temporada, mas agora é hora de seguir viagem. Mais afeita a cidades grandes, hiperativas, de ritmo frenético, lá vou eu para um próximo capítulo. Plantar raízes em outras terras, espero que férteis. Sozinha, livre e desencanada, sigo com a vida, em parte por nao ter outra opção, e em parte porque realmente quero.

Obrigada, Rio! Até a próxima!

sexta-feira, 28 de março de 2008

Adultinha...

Nada como ir a um vernissage, bater papo com artistas, comer canapés e beber champagne, e ainda terminar a noite tendo uma discussao madura sobre a relaçao. Tudo ao lado de uma pessoa que realmente vale a pena.
To me sentindo uma adultinha!

Te amo, baby!
 
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