Outro dia, logo de anunciar minha saída oficial da World-Check (atual emprego), conversava com uma amiga sobre minhas impressoes gerais dessa experiencia. Eu lhe disse que umas das coisas que mais tive dificuldade foi em aprender a nao me envolver com os casos em que trabalhava. No comeco, na intensidade e paixao de que me é própria, eu entrava em cada projeto com a sede de quem teria passado dias no deserto. Era muita vontade de aprender, de entender tudo, de achar logo o vilao da história e...como era de se esperar, eu me perdia no caminho. E isso me fez errar muitas vezes, claro. Por isso eu explicava à Carla que o segredo do meu sucesso foi a apatia. No minuto que eu aprendi a me importar menos com as vítimas, ou simplesmente ver o movimentos políticos dos "meus" países como algo do dia a dia, a coisa ficou fácil, simples e...de certa forma monótona. no dia que eu deixei de pensar que minha análise macro de todos os casos era importante, virei uma proletaria eficiente e produtiva. ...Meio deprimente, nao?
Hoje essa idea voltou a aparecer. A idea de que ser apático às situacoes ou coisas pode trazer benefícios. Para mim isso é interessante pois em geral sou o total oposto de apática. Sim, o tipo de pessoa que passa a vida tentando nao ser 8 ou 80, uma vez que esta parece ser minha condicao natural. Nao se importar, dar de ombros... quantas vezes nao admirei as pessoas que sabem ser assim!
Voltei a pensar nisso hoje porque me veio à mente a imagem dessas pessoas que transformam o próprio trabalho como parte tao importante da vida que...nao se desvinculam. Ok, longe de mim dizer coisas como, "a gente tem que aprender a separar as coisas" porque sejamos honestos, é quase impossível. Se alguém anda preocupado com a saúde de algum parente ou brigou com a pessoa amada na noite anterior, é muito difícil enfiar a cabeca no trabalho e nao deixar que isso afete o humor. Ou vice-versa. Pergunte à Dona Let como é difícil nao misturar essas duas esferas. Enfim, o fato é que...pessoas que se jogam na vida laboral e se sentem imensamente realizadas - ou o contrário - com o que fazem, deveriam pensar na bencao da apatia. Nao falo de ser um trabalhador preguicoso ou desmotivado...mas também nao vejo porque ser a primeira a chegar e a última a sair - caso eu nao seja a dona do negócio, claro.
Talvez a vida proletária me tenha transformado em uma criatura apática e desinteressada... mas certamente mais tranquila. Alguém que já nao sonha mais com bombas explodindo na Colombia, ou com arquivos infinitos de nomes de criminosos. Talvez essa seja só uma reflexao barata de final de dia ao som da música Despedida da Julieta Venegas, que sempre me faz pensar em mil coisas. Ou talvez eu tenha mesmo razao... que a apatia é uma verdadeira bencao!
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quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
domingo, 23 de maio de 2010
Os Segredos da Mente Milionária
Há tempos eu andava lamentando o fato de ler apenas coisas academicas. Chegava os domingos e feriados e eu enfiava a cara em Schelling, Kaplan, Bueno de Mesquita, entre outros - todos autores que tenho lido para compor o marco teórico da dissertaçao. Depois de equaçoes do capeta e gráficos sem fim, eu já entendia bem a teoria, mas a vontade de ler algo light continuava. Os livros nao academicos que eu tenho aqui estao todos lidos, incluindo os tres que me divertiram durante as últimas férias no Brasil - Vinho Sem Segredos, Madame Bovary e The Pleasures and Sorrows of Work.

Eis que, com a chegada da família para a ocasiao de meu aniversário, chegaram também os presentes. E os amigos arrasaram nessa. Gabus me mandou um livro de Neruda e outro chamado Os 100 Gatos que Mudaram a Civilizaçao. Dona L mandou Veja Como Se Faz, uma coleçao de instruçoes para 500 distintas coisas, desde como retirar um caroço de um abacate a lutar com um crocodilo. Realmente meus amigos me conhecem! hahaha... E mais um outro livro, que acabo de ler, Os Segredos da Mente Milionária, enviado pelo meu primo-irmao - e doutor em livros de auto-ajuda - Éverthon!
Já na dedicatória ele me lembrou de quando eu dizia para ele nao julgar os filmes pelos cartazes. Sim,eu falava isso mesmo sempre que tentava convence-lo a assistir algum filme "de menina". Ele usou a mesma tática e falou para eu nao julgar o livro pela capa - ou título. Achei esperto. E resolvi dar uma chance. Afinal, mal nao poderia fazer. No pior dos casos eu teria passado o tempo criticando os conceitos ali ensinados.
O bom de ler livros academicos - e nada mais - é que a mente ganha agilidade. Enquanto eu levei em média de 3 a 4 minutos para ler cada página do livro do Kaplan (Teoria de Sistemas), o livro do Harv Eker (o da mente milionária) era no máximo um minuto por página! Haha! Além do livro ser em portugues, a linguagem é bem acessível, beirando o óbvio, e claro, de assimilaçao fácil. Em duas horas deitada e lendo, li mais da metade.
Mas nao me levem a mal. Eu gostei do livro. Nao, nao concordei com cada palavra. Achei o autor meio pushy - exagerado. E claro que se ele me ouvisse dizer isso diria que minha programaçao mental é de gente pobre, e nao de mente milionária. No entanto, críticas à parte, o livro foi bom. Repete algumas coisas que eu já tinha idéia, ensina outras. Achei interessante especialmente o conceito de que nós temos essa "programaçao mental" a respeito do dinheiro, que nos é ensinada na infancia, e como isso se reflete na maneira que lidamos com nossas finanças na idade adulta. Bom exercício mental pensar nisso. Outra coisa é um dos princípios colocados pelo autor, que defende que as " pessoas ricas preferem ser remuneradas baseadas nos resultados que produzem, e as pessoas de mentalidade pobre preferem ser remuneradas pelo seu tempo". Nessa aí eu pensei bastante...por que? Porque eu sou professora, e sou remunerada pelo meu tempo. Quase peguei uma lona e montei ali na pracinha...
De fato tem algum sentido em pensar que as pessoas ricas/milionárias pensam de maneira distinta das outras. E parte disso se deve a cultura/criaçao, e outra, aos hábitos destas pessoas. Descobrir estes "segredos" no mínimo bota a gente pra pensar. O livro também é motivador - claaaaro. Em certa altura o autor falou do medo das pessoas começarem algo, e no quanto isso atrapalha. Pensei na minha lerdeza e mau-humor por nao ter começado a escrever o marco teórico da dissertaçao. Foi o prazo de terminar o livro, abrir o computador e começar. Escrevi uma página e meia, e acho que ficou bem decente. Melhor ter uma página e meia escritas do que várias em branco. O trabalho final será polido along the way.
Creio que já comentei que aos 17 anos eu fiz uma lista do que queria fazer na vida até os 50 anos mais ou menos. Isso foi um pouco depois de ler Pai Rico, Pai Pobre - outro livro que me inspirou, moldando muito do meu jeito de pensar sobre dinheiro. Fiquei feliz ao achar a listinha há uns dois anos e perceber que, havia feito nao só tudo o que tinha escrito, mas ainda mais! No entanto, falta ganhar meu primeiro milhao. Segundo minha lista tenho até os 40 anos de idade pra fazer isso. Nao lembro se especifiquei a moeda do milhao. Só sei que, se 1 milhao de pesos chilenos conta, mes que vem eu alcanço esse objetivo - to esperando uma grana ae sair. Só falta resolver a burocracia.
Ok, segundo o cara da mente milionária eu nao devo pensar pequeno. Entao, mesmo com "discrença" (aooo Goiais, caba nao!) o jeito vai ser pensar em ganhar o milhao de Reais...e depois os de dólares, e assim por diante.
Será que eu consigo? Sei nao... melhor tentar, né? Tenho dinheiro trabalhando pra mim há alguns anos... mas se as açoes continuarem caindo desse jeito, fica difícil, viu! Assim nem R - que é trader* - dá conta!
P.S. Trader é uma pessoa que trabalha nas chamadas mesas de dinheiro, aonde compram e vendem açoes, bonos e todo tipo de produto financeiro o dia todo e todos os dias.
Eis que, com a chegada da família para a ocasiao de meu aniversário, chegaram também os presentes. E os amigos arrasaram nessa. Gabus me mandou um livro de Neruda e outro chamado Os 100 Gatos que Mudaram a Civilizaçao. Dona L mandou Veja Como Se Faz, uma coleçao de instruçoes para 500 distintas coisas, desde como retirar um caroço de um abacate a lutar com um crocodilo. Realmente meus amigos me conhecem! hahaha... E mais um outro livro, que acabo de ler, Os Segredos da Mente Milionária, enviado pelo meu primo-irmao - e doutor em livros de auto-ajuda - Éverthon!
Já na dedicatória ele me lembrou de quando eu dizia para ele nao julgar os filmes pelos cartazes. Sim,eu falava isso mesmo sempre que tentava convence-lo a assistir algum filme "de menina". Ele usou a mesma tática e falou para eu nao julgar o livro pela capa - ou título. Achei esperto. E resolvi dar uma chance. Afinal, mal nao poderia fazer. No pior dos casos eu teria passado o tempo criticando os conceitos ali ensinados.
O bom de ler livros academicos - e nada mais - é que a mente ganha agilidade. Enquanto eu levei em média de 3 a 4 minutos para ler cada página do livro do Kaplan (Teoria de Sistemas), o livro do Harv Eker (o da mente milionária) era no máximo um minuto por página! Haha! Além do livro ser em portugues, a linguagem é bem acessível, beirando o óbvio, e claro, de assimilaçao fácil. Em duas horas deitada e lendo, li mais da metade.
Mas nao me levem a mal. Eu gostei do livro. Nao, nao concordei com cada palavra. Achei o autor meio pushy - exagerado. E claro que se ele me ouvisse dizer isso diria que minha programaçao mental é de gente pobre, e nao de mente milionária. No entanto, críticas à parte, o livro foi bom. Repete algumas coisas que eu já tinha idéia, ensina outras. Achei interessante especialmente o conceito de que nós temos essa "programaçao mental" a respeito do dinheiro, que nos é ensinada na infancia, e como isso se reflete na maneira que lidamos com nossas finanças na idade adulta. Bom exercício mental pensar nisso. Outra coisa é um dos princípios colocados pelo autor, que defende que as " pessoas ricas preferem ser remuneradas baseadas nos resultados que produzem, e as pessoas de mentalidade pobre preferem ser remuneradas pelo seu tempo". Nessa aí eu pensei bastante...por que? Porque eu sou professora, e sou remunerada pelo meu tempo. Quase peguei uma lona e montei ali na pracinha...
De fato tem algum sentido em pensar que as pessoas ricas/milionárias pensam de maneira distinta das outras. E parte disso se deve a cultura/criaçao, e outra, aos hábitos destas pessoas. Descobrir estes "segredos" no mínimo bota a gente pra pensar. O livro também é motivador - claaaaro. Em certa altura o autor falou do medo das pessoas começarem algo, e no quanto isso atrapalha. Pensei na minha lerdeza e mau-humor por nao ter começado a escrever o marco teórico da dissertaçao. Foi o prazo de terminar o livro, abrir o computador e começar. Escrevi uma página e meia, e acho que ficou bem decente. Melhor ter uma página e meia escritas do que várias em branco. O trabalho final será polido along the way.
Creio que já comentei que aos 17 anos eu fiz uma lista do que queria fazer na vida até os 50 anos mais ou menos. Isso foi um pouco depois de ler Pai Rico, Pai Pobre - outro livro que me inspirou, moldando muito do meu jeito de pensar sobre dinheiro. Fiquei feliz ao achar a listinha há uns dois anos e perceber que, havia feito nao só tudo o que tinha escrito, mas ainda mais! No entanto, falta ganhar meu primeiro milhao. Segundo minha lista tenho até os 40 anos de idade pra fazer isso. Nao lembro se especifiquei a moeda do milhao. Só sei que, se 1 milhao de pesos chilenos conta, mes que vem eu alcanço esse objetivo - to esperando uma grana ae sair. Só falta resolver a burocracia.
Ok, segundo o cara da mente milionária eu nao devo pensar pequeno. Entao, mesmo com "discrença" (aooo Goiais, caba nao!) o jeito vai ser pensar em ganhar o milhao de Reais...e depois os de dólares, e assim por diante.
Será que eu consigo? Sei nao... melhor tentar, né? Tenho dinheiro trabalhando pra mim há alguns anos... mas se as açoes continuarem caindo desse jeito, fica difícil, viu! Assim nem R - que é trader* - dá conta!
P.S. Trader é uma pessoa que trabalha nas chamadas mesas de dinheiro, aonde compram e vendem açoes, bonos e todo tipo de produto financeiro o dia todo e todos os dias.
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segunda-feira, 12 de abril de 2010
Toda Trabalhada na Gíria
Num comentário sobre o post anterior, a leitora deste blog - e, por acidente da vida, também minha prima - Kell, disse que eu ando lendo blogs de maquiagem. Aparentemente minha utilizaçao de certas expressoes como "toda trabalhada em..." ou "acho digno", denota uma certa exposiçao de minha pessoa a materiais internéticos como os comentados por minha querida prima, companheira de viagens e custosices.
Querida Kell, eu nao leio blogs de maquiagem. Um, porque nao tenho interesse. Dois, porque eu muito raramente me maqueio. Tres, porque nao sou obrigada! Betina Botox mode ON! Hahaha... Ah, hã... Alocka!
(O parágrafo acima só tem sentido se voce, leitor(a), sabe quem é Betina Botox. Se nao sabe, vá no Youtube e procure o vídeo desse nome. Por que nao deixo o link? Preguiça....)...
Kell, e a quem mais possa interessar... A verdade é que eu nao sei a origem das gírias acima citadas. Eu jurava que eram gírias do mundo gay! Por que? Porque aprendi a falar essas coisas justamente frequentando/sendo parte desse universo. Minhas amigas/os falam essas coisas. E eu, que pego sotaques, modismos e gírias assim como soropositivo pega gripe em metrô lotado, incorporei tudo isso no meu vocabulário. Nao só incorporei/incorporo (pai de santo mode on!) como também traduzo as expressoes. O exemplo é a fluencia de R em falar "atóron periagon" e "haciendo la egípcia". A criatura fala meia dúzia de palavras em portugues... sendo que essas sao as únicas que considero digno de serem citadas, hehehe.
Enfim... só queria deixar esse recado sobre a origem das expressoes recentemente usadas por minha pessoa. Acho digno me explicar.
Enquanto isso, no 25o. andar de um edifício em Las Condes... a vida continua numa boa. Teorías e idéias fermentam/masseram em minha cabeça como vinho fresco, ainda com gosto muito forte e longe de estar pronto para ser engarrafado. Acho super tendencia as analogias com o processo de fazer vinhos, hahaha! Em breve um post com essa analogia completa. Toooda trabalhada na intelectualidade!
Ok, é isso. Agora é hora de entrar pra baixo do edredom - sim, aqui já tá bem friozinho, e nada de água quente no chuveiro! - e assistir qualquer bobeira na TV...porque amanha é dia de nego. Lerê, lerê...
Beijo, me liga...
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terça-feira, 14 de abril de 2009
Alimentando as Galinhas

Pessoalmente eu acredito que um dos indicadores que voce está (ou esteve) em um lugar tempo o suficiente para se acostumar é o fato de sentir-se entendiado/a. Ter um dia ruim - bad day - é a própria evidencia da normalidade da vida, por mais favoráveis que as circuntancias se mostrem.
Ontem foi meu dia. Tive um bad day. Nao foi o primeiro do Chile...nem será o último. Mas passou!
Sao nesses dias que é bom saber que existe gente que ouve - ou le - seus lamentos e, com toda paciencia do mundo, te lembra que o dia vai acabar e tudo voltará ao normal - de antes do dia ruim. Gente que apaga a fogueira, em vez de jogar lenha, por mais que voce passe o dia inteiro cortando a maldita lenha!
Aqui está um pouco dessa sabedoria que recebi:
"Ah Ylana. A vida deve ser mais como cuidar de galinhas. Dar racao pras penosas todos os dias, abater algumas pro jantar e atirar nas malditas raposas que as querem solapar durante a noite. Fica difícil acreditar em ativista do Greenpeace nessas horas".
Arrasou no pensamento, Sr. P!
É isso ae...viva a terca feira da estudacao, hahaha....tenho que voltar para a minha leitura de Kenneth Waltz, um teórico ae que eu gosto.
=)
P.S. A menina da foto é a minha cara, né nao?
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terça-feira, 27 de janeiro de 2009
Sobre o Amor, Nietzsche e outros...
Altamente influenciada pela leitura de "Quando Nietzsche Chorou", acordei hoje me sentindo especialmente inteligente. Sabe aqueles dias que você quase chega a sentir as sinapses dentro do cérebro? Como se os neurônios estivessem numa orgia intelectual, o hype de pensar e pensar muito é uma onda deliciosa. Neste espírito, fui trabalhar.
Resolvi provocar minha aluna. Intelectualmente, é claro. Aluna L é estudante de psicologia, fan de filosofia e lê muito. Naturalmente, uma boa canditada. Lemos um texto sobre a vida de Nietzsche e sobre suas idéias gerais. E logo introduzi uma discussao sobre o amor. Perguntei a Aluna L, "o que é o amor?". Apesar da dificuldade em se expressar com fluidez, L nao fugiu da raia. Me disse que o amor é algo completamente altruísta, onde nao existe interesse próprio e, obviamente, nenhuma expectativa de retribuiçao de sentimentos. Minha pergunta seguinte foi: "é possível que este amor exista, de fato?". Passamos os próximos 40 minutos no assunto e, segundo L, esse tal amor existe, apesar dela nunca tê-lo conhecido ou soubesse de alguém que tenha. Ela mesmo afirmou que nem Budha nem Jesus foram capazes desse amor. Perante tal afirmaçao, fui praticamente obrigada a dizer que a sua definiçao de AMOR fazia com que fosse impossível a existência do mesmo.
Ainda na minha linha de raciocínio, recorri a Nietszche. Sim, tô fan do cara, e dai? Enfim... o tal do Nietzsche (ô nominho difícil de escrever!) defendeu a idéia de que somos inerentemente egoístas. Nao gostamos realmente das pessoas e sim daquilo que elas nos fazem sentir. Eu cheguei à mesma conclusao sozinha quando tinha uns 14 anos, diga-se de passagem. Ou seja, concordo com o tio N. No fim das contas, voltando à discussao com L, fica provado que o amor, pelo menos como descrito por ela, nao existe. Agora, senta que lá vem história.... (lembrança sinistra do tal Castelo Ra-Tim-Bum que eu odiava).
Ontem conversei com uma querida amiga. Outra Dona L que, há menos de duas semanas me contou como estava feliz e apaixonada. Ontem, infelizmente, recebi a notícia do témino do relacionamento. Neste caso, especificamente, me senti próxima da dor sofrida por Dona L. A semelhança com coisas que já me aconteceram no passado fizeram com que eu entendesse perfeitamente o que ela sentia.
Pensando ainda sobre os eventos que sucederam à Dona L e depois sobre a minha discussao com Aluna L, cheguei a mais óbvia, porém inteligente conclusao. Se o tio N estiver certo e, de fato o que amamos é o sentimento provocado em nós por qualquer outro, nao existe razao para continuar "amando" quem nao tem mais a capacidade de produzir este sentimento. Quer dizer, deixa eu explicar. Se, por qualquer razao, alguém se exime da responsabilidade de te "amar de volta" e "pede pra sair do jogo", nao nos resta outra coisa a fazer além de simplesmente nao "amar" mais esta pessoa. É simples. Matemático. Se alguém te faz sofrer, por que insistir em gostar desta pessoa? Me parece loucura...
Nao lembro quem disse que fazer as mesmas coisas e buscas resultados diferentes é uma maneira de definir loucura. Achei o pensamento sensato. E fecha exatamente com a idéia exposta no parágrafo anterior. Nao existe o porque de amar quem nao te faz sentir bem. Isso nao pode ser amor, e sim masoquismo.
Sim, sim...existem várias críticas que podem ser feitas a esta idéia. Pra começar da mais óbvia, de que o coraçao nao fala a mesma língua da racionalidade, ou seja, podem sobrar argumentos para nao amar alguém mas, por alguma estranha razao, nao conseguimos deixar de sentir "alguma coisa" por esta pessoa. Entao eu pergunto... será mesmo? Volto no argumento da loucura e do masoquismo que, podem ser resumidos em duas palavras finais: NAO COMPENSA.
Sem entrar em discussoes sobre relacionamentos abusivos e afins, só quero "amarrar" esta idéia que, como dito anteriormente, é simples e óbvia. Falando numa linguagem ligeiramente econômica, simplesmente nao vale a pena investir em fundos que dao prejuízo. E, pra completar, digo ainda que o coraçao é perfeitamente capaz de aprender a ser mais esperto. Basta um pouco de treino.
Resolvi provocar minha aluna. Intelectualmente, é claro. Aluna L é estudante de psicologia, fan de filosofia e lê muito. Naturalmente, uma boa canditada. Lemos um texto sobre a vida de Nietzsche e sobre suas idéias gerais. E logo introduzi uma discussao sobre o amor. Perguntei a Aluna L, "o que é o amor?". Apesar da dificuldade em se expressar com fluidez, L nao fugiu da raia. Me disse que o amor é algo completamente altruísta, onde nao existe interesse próprio e, obviamente, nenhuma expectativa de retribuiçao de sentimentos. Minha pergunta seguinte foi: "é possível que este amor exista, de fato?". Passamos os próximos 40 minutos no assunto e, segundo L, esse tal amor existe, apesar dela nunca tê-lo conhecido ou soubesse de alguém que tenha. Ela mesmo afirmou que nem Budha nem Jesus foram capazes desse amor. Perante tal afirmaçao, fui praticamente obrigada a dizer que a sua definiçao de AMOR fazia com que fosse impossível a existência do mesmo.
Ainda na minha linha de raciocínio, recorri a Nietszche. Sim, tô fan do cara, e dai? Enfim... o tal do Nietzsche (ô nominho difícil de escrever!) defendeu a idéia de que somos inerentemente egoístas. Nao gostamos realmente das pessoas e sim daquilo que elas nos fazem sentir. Eu cheguei à mesma conclusao sozinha quando tinha uns 14 anos, diga-se de passagem. Ou seja, concordo com o tio N. No fim das contas, voltando à discussao com L, fica provado que o amor, pelo menos como descrito por ela, nao existe. Agora, senta que lá vem história.... (lembrança sinistra do tal Castelo Ra-Tim-Bum que eu odiava).
Ontem conversei com uma querida amiga. Outra Dona L que, há menos de duas semanas me contou como estava feliz e apaixonada. Ontem, infelizmente, recebi a notícia do témino do relacionamento. Neste caso, especificamente, me senti próxima da dor sofrida por Dona L. A semelhança com coisas que já me aconteceram no passado fizeram com que eu entendesse perfeitamente o que ela sentia.
Pensando ainda sobre os eventos que sucederam à Dona L e depois sobre a minha discussao com Aluna L, cheguei a mais óbvia, porém inteligente conclusao. Se o tio N estiver certo e, de fato o que amamos é o sentimento provocado em nós por qualquer outro, nao existe razao para continuar "amando" quem nao tem mais a capacidade de produzir este sentimento. Quer dizer, deixa eu explicar. Se, por qualquer razao, alguém se exime da responsabilidade de te "amar de volta" e "pede pra sair do jogo", nao nos resta outra coisa a fazer além de simplesmente nao "amar" mais esta pessoa. É simples. Matemático. Se alguém te faz sofrer, por que insistir em gostar desta pessoa? Me parece loucura...
Nao lembro quem disse que fazer as mesmas coisas e buscas resultados diferentes é uma maneira de definir loucura. Achei o pensamento sensato. E fecha exatamente com a idéia exposta no parágrafo anterior. Nao existe o porque de amar quem nao te faz sentir bem. Isso nao pode ser amor, e sim masoquismo.
Sim, sim...existem várias críticas que podem ser feitas a esta idéia. Pra começar da mais óbvia, de que o coraçao nao fala a mesma língua da racionalidade, ou seja, podem sobrar argumentos para nao amar alguém mas, por alguma estranha razao, nao conseguimos deixar de sentir "alguma coisa" por esta pessoa. Entao eu pergunto... será mesmo? Volto no argumento da loucura e do masoquismo que, podem ser resumidos em duas palavras finais: NAO COMPENSA.
Sem entrar em discussoes sobre relacionamentos abusivos e afins, só quero "amarrar" esta idéia que, como dito anteriormente, é simples e óbvia. Falando numa linguagem ligeiramente econômica, simplesmente nao vale a pena investir em fundos que dao prejuízo. E, pra completar, digo ainda que o coraçao é perfeitamente capaz de aprender a ser mais esperto. Basta um pouco de treino.
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quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
Merlot Suave: Exposé!
Ontem saí para tomar vinho com uma amiga. Fomos ao Empório Piquiras, onde eu, Dona L e outras também adoramos ir. Claro, pra tomar vinho. Sem entrar no mérito que este tem se tornado um hobbie bastante caro, apesar de muito chique e legal, me diverti horrores.
Minha amiga nao gosta de vinho seco. Quando fui escolher a bebida, pedi ajuda do aprendiz de sommelier - que, diga-se de passagem era um fofo! Falei que queria um vinho suave. Pensei eu que ele entendeu suave como doce, pero no mucho. Mas nao! O vinho escolhido de fato era suave, nao muito encorpado, notas doces no final. Eu achei perfeito! Tirando o fato que ele nao era doce e... portanto, minha amiga, muito educada, me acompanhou na bebida, tomando golinhos minúsculos, hehe. Resultado? Acabei bebendo a garrafa praticamente sozinha!
Nada como a perda das inibiçoes pra gente começar a falar o que pensa e sente! Lá pela metade da garrafa já filosofávamos sobre a vida, a morte, qualidade de vida e se eu preferia saber a data da própria morte. Falamos de coisas pessoais. "Você nao gosta de se expor, nao é?"... "Ha! Você também nao! Você é um mistério".... "Eu, um mistério? Porque? Me explica o que existe de tao misterioso em minha pessoa...".
Eu amo conversar. Com gente inteligente, de preferência, mas via de regra eu converso com qualquer um. Acho as pessoas, de um modo geral, um mistério. Os comportamentos, atitudes, açoes e reaçoes. Nao lembro quem disse que o álcool é um lubrificante social. É verdade. Principalmente quando duas pessoas meio reservadas se encontram para uma conversa que, para ser interessante, exige um pouco de abertura. Ontem consegui achar o equilíbrio perfeito desta equaçao.
Filosofia sobre álcool e conversas casuais à parte, a boa notícia é que Tequila voltou pra casa. Morrendo de fome. E ontem ela ganhou um amiguinho. Frajola, gatinho fofo e manhoso, doado pela amiga da minha tia de Brasilia. Ele parece ter gostado da casa e seu passatempo favorito nem é dormir, mas sim observar atentamente os passarinhos no quintal. A outra boa notícia é que minha pereba nao é pereba. E sim alergia à picada de alguns bichinhos malditos. Tudo está sendo devidamente tratado e em breve minha coxa (gostosa! ha!) estará de volta em sua forma original. Branca como gesso sujo...
Enfim, morning after, nada de ressaca, apesar da sede. Mais um dia, ou melhor....menos um dia para que eu deixe minha cidade natal rumo a outros ares....mas isso é post pra outra ocasiao...
Minha amiga nao gosta de vinho seco. Quando fui escolher a bebida, pedi ajuda do aprendiz de sommelier - que, diga-se de passagem era um fofo! Falei que queria um vinho suave. Pensei eu que ele entendeu suave como doce, pero no mucho. Mas nao! O vinho escolhido de fato era suave, nao muito encorpado, notas doces no final. Eu achei perfeito! Tirando o fato que ele nao era doce e... portanto, minha amiga, muito educada, me acompanhou na bebida, tomando golinhos minúsculos, hehe. Resultado? Acabei bebendo a garrafa praticamente sozinha!
Nada como a perda das inibiçoes pra gente começar a falar o que pensa e sente! Lá pela metade da garrafa já filosofávamos sobre a vida, a morte, qualidade de vida e se eu preferia saber a data da própria morte. Falamos de coisas pessoais. "Você nao gosta de se expor, nao é?"... "Ha! Você também nao! Você é um mistério".... "Eu, um mistério? Porque? Me explica o que existe de tao misterioso em minha pessoa...".
Eu amo conversar. Com gente inteligente, de preferência, mas via de regra eu converso com qualquer um. Acho as pessoas, de um modo geral, um mistério. Os comportamentos, atitudes, açoes e reaçoes. Nao lembro quem disse que o álcool é um lubrificante social. É verdade. Principalmente quando duas pessoas meio reservadas se encontram para uma conversa que, para ser interessante, exige um pouco de abertura. Ontem consegui achar o equilíbrio perfeito desta equaçao.
Filosofia sobre álcool e conversas casuais à parte, a boa notícia é que Tequila voltou pra casa. Morrendo de fome. E ontem ela ganhou um amiguinho. Frajola, gatinho fofo e manhoso, doado pela amiga da minha tia de Brasilia. Ele parece ter gostado da casa e seu passatempo favorito nem é dormir, mas sim observar atentamente os passarinhos no quintal. A outra boa notícia é que minha pereba nao é pereba. E sim alergia à picada de alguns bichinhos malditos. Tudo está sendo devidamente tratado e em breve minha coxa (gostosa! ha!) estará de volta em sua forma original. Branca como gesso sujo...
Enfim, morning after, nada de ressaca, apesar da sede. Mais um dia, ou melhor....menos um dia para que eu deixe minha cidade natal rumo a outros ares....mas isso é post pra outra ocasiao...
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quarta-feira, 19 de novembro de 2008
Aquela Imagem Do Espelho
Ai, que canseira!... dormi mal e acordei azeda por isso. Odeio sonhar a noite toda. Coisas desagradáveis, situaçoes enroscadas. Nem a presença da Laura Pausini numa van (no sonho, tá!) adiantou. Argh!....nao é a toa que nao gosto de dormir de estômago cheio.
Mesmo acordando assim, num humor bem TPM, passei o dia bem de boa. Estudando, trabalhando... e claro, pensando. Fiquei pensando hoje sobre questoes relativas à segurança e insegurança pessoal. Incrível como estes conceitos realmente norteiam nossas açoes.
O que seria uma pessoa segura? Alguém que se conhece, sabe os próprios limites e fraquezas e também os próprios pontos-fortes? Alguém que, ao saber disso consegue dizer sim e nao na hora certa e deste modo acertar em suas escolhas? Nao sei exatamente como definir uma pessoa segura de si, mas... em meus devaneios pelo dia, imaginei que aquele que se sente seguro é quem consegue estar em paz consigo mesmo, seja no meio dos amigos ou sozinho em seu quarto às 10 da noite (por exemplo), enquanto se prepara para dormir. Estar confortável na própria pele me parece ser a maior expressao de segurança pessoal.
Levante-se e dê uma olhada no espelho. Você gosta de quem vê? E... nao estou falando de aspectos físicos. Gordo, magro, alto ou baixo.... muita coisa dá pra mudar. Mas... quando eu me olho no espelho, eu gosto da pessoa que enxergo? Eu gostaria de ser amiga desta pessoa? De ouvir o que ela tem a dizer e, quem sabe até pedir seus conselhos e opinioes? ....respiro fundo. Encarar o próprio EU nao é tarefa fácil. Exige coragem. E muita!
De vez em quando me pergunto por que, as vezes, é tao dificil ficar sozinho. Como a companhia de nós mesmos pode se tornar algo tao assustador?
Ok, um pouco da resposta é óbvia. É legal ter alguém pra conversar, trocar idéias, abraçar, e manter um contato físico. E mesmo porque ninguém é uma ilha, nem quem é bem sucedido no amor e na carreira e mora sozinho. Nao estou aqui defendendo um isolamento geral. Só uma pequena auto-análise, mesmo que seja uma coisa meio assim, "de buteco".
A dificuldade de estar em paz com a nossa própria pessoa é mais comum do que parece. Para alguns, é intransponível. De vez em quando a gente esbarra com alguém assim. Gente que nao dá conta de ficar sozinho. Tem sempre que ter alguém do lado. A insegurança, o desconforto pessoal, é tao grande que esta pessoa nao se aguenta e procura outra para se distrair, esquecer a si própria e fingir que está tudo bem, pelo menos até a hora de dormir. E pior, dificilmente quem é assim reconhece a condiçao.
Nao acredito que alguém possa se sentir seguro e feliz consigo mesmo todos os dias da sua vida. Ninguém tem auto-estima inabalável. Mas ao mesmo tempo, de que compensa viver se ficar sozinho no quarto é um martírio e tudo o que queremos fazer é fugir? Se evitamos olhar no espelho, porque os olhos de quem vemos nao esconde a verdade vinda de nosso interior, entao fica óbvio que algo vai mal. Muito mal.
Admitir que existe um problema, é metade da soluçao. No entanto, é importante entender que a falta de açao para que tudo se resolva, faz com que os status quo permaneça.
Talvez o segredo esteja na atitude que nos leva a transcender o imenso medo que temos de parar com o auto-engano e encarar quem somos realmente. Olhar para si, com honestidade e humildade, e reconhecer quem é esta pessoa, e continuar este processo através de açoes concretas que nos transforme em seres-humanos mais dignos, me parece uma receita de tentativa válida para que no fim do dia possamos conviver em paz com aquela imagem do espelho, e nao simplemente passar pela vida, nos agarrando naqueles mais fortes que nós.
Mesmo acordando assim, num humor bem TPM, passei o dia bem de boa. Estudando, trabalhando... e claro, pensando. Fiquei pensando hoje sobre questoes relativas à segurança e insegurança pessoal. Incrível como estes conceitos realmente norteiam nossas açoes.
O que seria uma pessoa segura? Alguém que se conhece, sabe os próprios limites e fraquezas e também os próprios pontos-fortes? Alguém que, ao saber disso consegue dizer sim e nao na hora certa e deste modo acertar em suas escolhas? Nao sei exatamente como definir uma pessoa segura de si, mas... em meus devaneios pelo dia, imaginei que aquele que se sente seguro é quem consegue estar em paz consigo mesmo, seja no meio dos amigos ou sozinho em seu quarto às 10 da noite (por exemplo), enquanto se prepara para dormir. Estar confortável na própria pele me parece ser a maior expressao de segurança pessoal.
Levante-se e dê uma olhada no espelho. Você gosta de quem vê? E... nao estou falando de aspectos físicos. Gordo, magro, alto ou baixo.... muita coisa dá pra mudar. Mas... quando eu me olho no espelho, eu gosto da pessoa que enxergo? Eu gostaria de ser amiga desta pessoa? De ouvir o que ela tem a dizer e, quem sabe até pedir seus conselhos e opinioes? ....respiro fundo. Encarar o próprio EU nao é tarefa fácil. Exige coragem. E muita!
De vez em quando me pergunto por que, as vezes, é tao dificil ficar sozinho. Como a companhia de nós mesmos pode se tornar algo tao assustador?
Ok, um pouco da resposta é óbvia. É legal ter alguém pra conversar, trocar idéias, abraçar, e manter um contato físico. E mesmo porque ninguém é uma ilha, nem quem é bem sucedido no amor e na carreira e mora sozinho. Nao estou aqui defendendo um isolamento geral. Só uma pequena auto-análise, mesmo que seja uma coisa meio assim, "de buteco".
A dificuldade de estar em paz com a nossa própria pessoa é mais comum do que parece. Para alguns, é intransponível. De vez em quando a gente esbarra com alguém assim. Gente que nao dá conta de ficar sozinho. Tem sempre que ter alguém do lado. A insegurança, o desconforto pessoal, é tao grande que esta pessoa nao se aguenta e procura outra para se distrair, esquecer a si própria e fingir que está tudo bem, pelo menos até a hora de dormir. E pior, dificilmente quem é assim reconhece a condiçao.
Nao acredito que alguém possa se sentir seguro e feliz consigo mesmo todos os dias da sua vida. Ninguém tem auto-estima inabalável. Mas ao mesmo tempo, de que compensa viver se ficar sozinho no quarto é um martírio e tudo o que queremos fazer é fugir? Se evitamos olhar no espelho, porque os olhos de quem vemos nao esconde a verdade vinda de nosso interior, entao fica óbvio que algo vai mal. Muito mal.
Admitir que existe um problema, é metade da soluçao. No entanto, é importante entender que a falta de açao para que tudo se resolva, faz com que os status quo permaneça.
Talvez o segredo esteja na atitude que nos leva a transcender o imenso medo que temos de parar com o auto-engano e encarar quem somos realmente. Olhar para si, com honestidade e humildade, e reconhecer quem é esta pessoa, e continuar este processo através de açoes concretas que nos transforme em seres-humanos mais dignos, me parece uma receita de tentativa válida para que no fim do dia possamos conviver em paz com aquela imagem do espelho, e nao simplemente passar pela vida, nos agarrando naqueles mais fortes que nós.
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sexta-feira, 31 de outubro de 2008
Raios sem trovoes
A semana terminou comigo dentro do carro, ouvindo música e assistindo um show de raios, mas sem trovoes. Tava afim de ficar sozinha, entao fui até uma parte do Alphaville, que tem uma vista legal, e fiquei lá olhando pro céu, pensando na vida.
Foi uma semana interessante. Corrida, pois fui a Sao Paulo. Viagenzinha gostosa. Mesmo com a correria toda deu pra passar um tempo com os primos, dar umas boas risadas, redescobrir a bronquite que há 12 anos nao se manifestada. Fui recebida com honras (leia-se: lasanha!), e até fizeram adaptaçoes de horário para eu poder pegar carona até o centro. Realmente, hospitalidade nao tem preço. Cumpri minha missao, agora é só aguardar o resultado.
Enquanto isso a volta pra Goiania, bem... tudo na mesma. Um pouco de apatia. Excesso de tempo, talvez? Percebi que de modo geral eu organizo bem meu tempo. Faço tudo o que tenho que fazer bem rápido, dou um jeito de resolver tudo o que é preciso e dae me sobra tempo. E o que eu faço com o tempo que sobra? Pois é, discussao essa que vai ficar pra outro post.
Os raios estavam bem bonitos. Sempre gostei de raios. O clarao no céu é ótimo. Pensei bastante na vida. Passado, presente, futuro. Pensei também em coisas que a terapeuta sugeriu que eu pensasse.... ai, como eu tenho preguiça de encarar certos fantasminhas!
Enfim, sábado é um dia feliz e amanha lá vou eu de novo ficar de babá do Sr. Jean Paul.
Alors, mes amis... ce ça!
Foi uma semana interessante. Corrida, pois fui a Sao Paulo. Viagenzinha gostosa. Mesmo com a correria toda deu pra passar um tempo com os primos, dar umas boas risadas, redescobrir a bronquite que há 12 anos nao se manifestada. Fui recebida com honras (leia-se: lasanha!), e até fizeram adaptaçoes de horário para eu poder pegar carona até o centro. Realmente, hospitalidade nao tem preço. Cumpri minha missao, agora é só aguardar o resultado.
Enquanto isso a volta pra Goiania, bem... tudo na mesma. Um pouco de apatia. Excesso de tempo, talvez? Percebi que de modo geral eu organizo bem meu tempo. Faço tudo o que tenho que fazer bem rápido, dou um jeito de resolver tudo o que é preciso e dae me sobra tempo. E o que eu faço com o tempo que sobra? Pois é, discussao essa que vai ficar pra outro post.
Os raios estavam bem bonitos. Sempre gostei de raios. O clarao no céu é ótimo. Pensei bastante na vida. Passado, presente, futuro. Pensei também em coisas que a terapeuta sugeriu que eu pensasse.... ai, como eu tenho preguiça de encarar certos fantasminhas!
Enfim, sábado é um dia feliz e amanha lá vou eu de novo ficar de babá do Sr. Jean Paul.
Alors, mes amis... ce ça!
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terça-feira, 27 de maio de 2008
Sinal?
Até semana passada minha rotina era relativamente bem clara. Acorda tal hora, vai dar aula. Vai pra aula de boxe, volta pra casa, lava o cabelo e vai pra outra escola. Dorme na casa de dona T às segundas, acorda e vai trabalhar. Mas desde ontem uma onda de mudança parece ter se iniciado.
Na verdade tudo começou no domingo, com minha aluna desmarcando a aula de segunda cedo. Daí mesmo assim eu mantive o despertador pra me acordar na hora, mas...o filho da mae nao tocou! Ou, segundo dona T, ele tocou sim, mas eu nao ouvi. Hunf! Duvido muito! Eu SEMPRE ouço o maldito despertador. E ontem eu nao ouvi! Acabei acordando às 10.15 da manha, como se fosse um primeiro dia de férias!....tem base?.... E daí, como meus planos de ir pro boxe já estavam arruinados mesmo, fui correr no parque. Sim, correr!!! Eu, um bicho gordo, fui correr no parque Beija-Flor, aqui mesmo no Jaó. E claro que, desnecessário entrar em detalhes, que eu me frustrei porque... quem nunca corre e nunca correu, NAO TEM FÔLEGO PRA CORRER!!!
Aí ontem, por uma questao mais de logística mesmo, acabei voltando pra casa em vez de dormir na casa de dona T. Acordei em minha caminha linda, dessa vez no horário combinado, e cá estou eu, aguardando o horário de ir trabalhar, quando a secretária da escola me liga e avisa que hoje nao tenho que ir pois a aluna ligou cancelando a aula. Hunf! (de novo)....mas agora, a dúvida cruel. O que devo eu fazer com tanto tempo livre?
A resposta mais óbvia seria....ir pro boxe, é claro! Queimar calorias!....mas...tô numa preguiça.... a vontade é de ir pra um café, com dona T...comer alguma guloseima que vai me engordar, tomar um café gostoso e jogar conversa fora. Oh, dear...
Mas...com tantas alteraçoes assim de última hora...será que é algum sinal para o futuro próximo que há de mudar drasticamente?
May God help me!
Na verdade tudo começou no domingo, com minha aluna desmarcando a aula de segunda cedo. Daí mesmo assim eu mantive o despertador pra me acordar na hora, mas...o filho da mae nao tocou! Ou, segundo dona T, ele tocou sim, mas eu nao ouvi. Hunf! Duvido muito! Eu SEMPRE ouço o maldito despertador. E ontem eu nao ouvi! Acabei acordando às 10.15 da manha, como se fosse um primeiro dia de férias!....tem base?.... E daí, como meus planos de ir pro boxe já estavam arruinados mesmo, fui correr no parque. Sim, correr!!! Eu, um bicho gordo, fui correr no parque Beija-Flor, aqui mesmo no Jaó. E claro que, desnecessário entrar em detalhes, que eu me frustrei porque... quem nunca corre e nunca correu, NAO TEM FÔLEGO PRA CORRER!!!
Aí ontem, por uma questao mais de logística mesmo, acabei voltando pra casa em vez de dormir na casa de dona T. Acordei em minha caminha linda, dessa vez no horário combinado, e cá estou eu, aguardando o horário de ir trabalhar, quando a secretária da escola me liga e avisa que hoje nao tenho que ir pois a aluna ligou cancelando a aula. Hunf! (de novo)....mas agora, a dúvida cruel. O que devo eu fazer com tanto tempo livre?
A resposta mais óbvia seria....ir pro boxe, é claro! Queimar calorias!....mas...tô numa preguiça.... a vontade é de ir pra um café, com dona T...comer alguma guloseima que vai me engordar, tomar um café gostoso e jogar conversa fora. Oh, dear...
Mas...com tantas alteraçoes assim de última hora...será que é algum sinal para o futuro próximo que há de mudar drasticamente?
May God help me!

