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domingo, 12 de setembro de 2010

Gracias a la Vida

Existe uma música chilena, dessas que todo mundo conhece, que diz: "Gracias a la vida, que me ha dado tanto". Nessa noite fria e chuvosa sinto que é uma boa maneira de começar este post seria justamente assim, agradecendo à vida.

Amanha começo a trabalhar. Um trabalho dentro da área em que sonhei por muito tempo. E por isso hoje, na véspera de começar nesse novo caminho, eu só tenho a agradecer.

Há algumas semanas dei a louca e me inscrevi num desses sites de emprego. Nao estavam rolando muitas aulas, a coisa tava meio lenta e me preocupei. Nao tinha realmente a intençao de sair louca buscando trabalho. Nem queria. Mas um dia vi um anuncio que me interessou. Mandei o curriculo e esqueci da vida.

Até há uma semana e pouco atrás, quando me ligaram pedindo pra marcar a entrevista. Fiquei supresa, mas fui mesmo assim. Tranquila, pensando que seria divertido fazer entrevista de emprego. Mas sem nenhuma intençao ou expectativa de que a coisa passaria dali. E foi quando tudo deu errado. Errado porque...ao explicar direito do que se tratava, minha atitude mudou. Toda a onda de "to nem aí" se transformou em "eu queria muito esse emprego".

A sorte é que...pelo jeito eu tinha exatamente o perfil que eles buscava. E experiencia na área também. E por isso me mandaram pra ser entrevistada na empresa, diretamente com a chefe em potencial. E lá fui eu...

Uma hora e meia de entrevista. E a parte final, um teste. Me deram um nome e 15 minutos para descobrir tudo o que conseguiria sobre este nome. Pra fechar, teria que escrever um pequeno perfil sobre o tal nome...em ingles e espanhol. Tá bom... Pra minha surpresa nem fiquei nervosa. Dividi bem o tempo e fiz os perfis. Entreguei e fui caminhando feliz pra casa.

Pouco mais de 24 horas depois me ligaram. Queriam marcar os teste psicológicos...e pediram para que eu começasse nesta segunda.

O cargo? Se chama Research Analyst. A empresa? WorldCheck. O que eu vou fazer? Passar dias intermináveis investigando pessoas... fazendo algo que eu já meio havia descartado, mas que um dia fui apaixonada. Inteligencia. That's right, my friends... I'm officially in the INTELLIGENCE BUSINESS!!! E nem tenho que fazer a louca e fingir que nao é verdade, hahaha!

As próximas tres semanas prometem ser uma loucura. As aulas no mestrado continuam. Terminam dia 30 de Setembro, mas até lá vai ser a correria que muita gente tá acostumada - mas eu nem tanto. Nao terei tempo de sair correr no parque as 11 da manha, ou de assistir Friends a tarde, enquanto almoço. Encontrar com um amigo no Juan Valdez pra tomar um café colombiano só se for depois do trabalho ou no fim de semana. Existem papers para terminar e ainda muitas páginas para ler. Sem nem falar da dissertaçao, que tá parada por questoes burocráticas com a professora guia - que quer meu projeto, mas nao por burocracia, nao sabe se pode aceitar. A idéia do Doutorado permanece... claro. Apesar de eu ter colocado isso no freezer também. Pelo menos até daqui 3 semanas. E claro, tem também minhas férias no Brasil em janeiro, que eu estava sonhando. Tardes em casa, comendo coxinha e pamonha, almoços familiares, banhos de piscina em uma tarde quente. Nao vai rolar. E é a única coisa que lamento.  Mas o resto...

To feliz. Acho que ficou bem óbvio pelo post. E me sinto agradecida. De certa maneira tudo parece que ficou de patas pra cima e estou sendo forçada a reordenar algumas idéias, expectativas e energias. Mas estou bastante confiante de que isso veio na hora certa.

Gracias a la vida...que me ha dado tanto...

domingo, 23 de maio de 2010

Os Segredos da Mente Milionária

Há tempos eu andava lamentando o fato de ler apenas coisas academicas. Chegava os domingos e feriados e eu enfiava a cara em Schelling, Kaplan, Bueno de Mesquita, entre outros - todos autores que tenho lido para compor o marco teórico da dissertaçao. Depois de equaçoes do capeta e gráficos sem fim, eu já entendia bem a teoria, mas a vontade de ler algo light continuava. Os livros nao academicos que eu tenho aqui estao todos lidos, incluindo os tres que me divertiram durante as últimas férias no Brasil - Vinho Sem Segredos, Madame Bovary e The Pleasures and Sorrows of Work.

Eis que, com a chegada da família para a ocasiao de meu aniversário, chegaram também os presentes. E os amigos arrasaram nessa. Gabus me mandou um livro de Neruda e outro chamado Os 100 Gatos que Mudaram a Civilizaçao. Dona L mandou Veja Como Se Faz, uma coleçao de instruçoes para 500 distintas coisas, desde como retirar um caroço de um abacate a lutar com um crocodilo. Realmente meus amigos me conhecem! hahaha... E mais um outro livro, que acabo de ler, Os Segredos da Mente Milionária, enviado pelo meu primo-irmao - e doutor em livros de auto-ajuda - Éverthon!

Já na dedicatória ele me lembrou de quando eu dizia para ele nao julgar os filmes pelos cartazes. Sim,eu falava isso mesmo sempre que tentava convence-lo a assistir algum filme "de menina". Ele usou a mesma tática e falou para eu nao julgar o livro pela capa - ou título. Achei esperto. E resolvi dar uma chance. Afinal, mal nao poderia fazer. No pior dos casos eu teria passado o tempo criticando os conceitos ali ensinados.

O bom de ler livros academicos - e nada mais - é que a mente ganha agilidade. Enquanto eu levei em média de 3 a 4 minutos para ler cada página do livro do Kaplan (Teoria de Sistemas), o livro do Harv Eker (o da mente milionária) era no máximo um minuto por página! Haha! Além do livro ser em portugues, a linguagem é bem acessível, beirando o óbvio, e claro, de assimilaçao fácil. Em duas horas deitada e lendo, li mais da metade.

Mas nao me levem a mal. Eu gostei do livro. Nao, nao concordei com cada palavra. Achei o autor meio pushy - exagerado. E claro que se ele me ouvisse dizer isso diria que minha programaçao mental é de gente pobre, e nao de mente milionária. No entanto, críticas à parte, o livro foi bom. Repete algumas coisas que eu já tinha idéia, ensina outras. Achei interessante especialmente o conceito de que nós temos essa "programaçao mental" a respeito do dinheiro, que nos é ensinada na infancia, e como isso se reflete na maneira que lidamos com nossas finanças na idade adulta. Bom exercício mental pensar nisso. Outra coisa é um dos princípios colocados pelo autor, que defende que as " pessoas ricas preferem ser remuneradas baseadas nos resultados que produzem, e as pessoas de mentalidade pobre preferem ser remuneradas pelo seu tempo". Nessa aí eu pensei bastante...por que? Porque eu sou professora, e sou remunerada pelo meu tempo. Quase peguei uma lona e montei ali na pracinha...

De fato tem algum sentido em pensar que as pessoas ricas/milionárias pensam de maneira distinta das outras. E parte disso se deve a cultura/criaçao, e outra, aos hábitos destas pessoas. Descobrir estes "segredos" no mínimo bota a gente pra pensar. O livro também é motivador - claaaaro. Em certa altura o autor falou do medo das pessoas começarem algo, e no quanto isso atrapalha. Pensei na minha lerdeza e mau-humor por nao ter começado a escrever o marco teórico da dissertaçao. Foi o prazo de terminar o livro, abrir o computador e começar. Escrevi uma página e meia, e acho que ficou bem decente. Melhor ter uma página e meia escritas do que várias em branco. O trabalho final será polido along the way.

Creio que já comentei que aos 17 anos eu fiz uma lista do que queria fazer na vida até os 50 anos mais ou menos. Isso foi um pouco depois de ler Pai Rico, Pai Pobre - outro livro que me inspirou, moldando muito do meu jeito de pensar sobre dinheiro. Fiquei feliz ao achar a listinha há uns dois anos e perceber que, havia feito nao só tudo o que tinha escrito, mas ainda mais! No entanto, falta ganhar meu primeiro milhao. Segundo minha lista tenho até os 40 anos de idade pra fazer isso. Nao lembro se especifiquei a moeda do milhao. Só sei que, se 1 milhao de pesos chilenos conta, mes que vem eu alcanço esse objetivo - to esperando uma grana ae sair. Só falta resolver a burocracia.
Ok, segundo o cara da mente milionária eu nao devo pensar pequeno. Entao, mesmo com "discrença" (aooo Goiais, caba nao!) o jeito vai ser pensar em ganhar o milhao de Reais...e depois os de dólares, e assim por diante.

Será que eu consigo? Sei nao... melhor tentar, né? Tenho dinheiro trabalhando pra mim há alguns anos... mas se as açoes continuarem caindo desse jeito, fica difícil, viu! Assim nem R - que é trader* - dá conta!


P.S. Trader é uma pessoa que trabalha nas chamadas mesas de dinheiro, aonde compram e vendem açoes, bonos e todo tipo de produto financeiro o dia todo e todos os dias.

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Sobre o Amor e as Plantas

Essa semana foi corrida. Além das atividades normais, fiquei envolvida na preparaçao das festividades dos 25 anos de casamento do "tio" e da "tia". Fomos pra lá e pra cá nessa Goiania véia quente, atrás de paninhos bonitinhos para a mesa, tacinhas de plástico, frutas, paes, docinhos, etc. Ufa! Mas valeu a pena. E como valeu!... o café-da-manha surpresa foi, de fato, uma surpresa. E depois teve o jantar também. Planos mirabolantes para despistar os "noivos", hehe.... super divertido! Pra completar, editamos um filme com fotinhos dos dois desde a época de namorados. Bem cheesy, mas ficou legal. Foi um su-su-sucesso! No fim da noite eu e Dona T estávamos um caco. Caí no sono em 5 minutos, mas foi ótimo!

E depois, no dia seguinte, quem teve uma surpresa foi eu. Ganhei um dos melhores presentes da minha vida. Um pé de manjericao!!! Sim, sim, sim!! O tal manjericao que eu falava há meses. Comentei com praticamente todos que me conhecem que eu queria ter um pé de manjericao em casa. Pra que? Porque eu adoro manjericao. Tem coisa melhor do que uma pizza margherita com manjericao fresco em cima? Ou um molho ao sugo no macarrao com aquelas folhinhas verdes e cheirosas....aaahhh...delícia! Fora que nao é qualquer pessoa que pode, por exemplo, servir uma massa qualquer em casa e, mesmo que o molho seja daqueles comprados pronto, você diz: "oh, só um minuto por favor! Vou lavar as folhas de manjericao para colocar no prato". Hahaha...vou arrasar agora, gatos! Ui!

Enfim....essa história toda da plantinha me fez pensar naquela metáfora óbvia sobre o amor e as plantas. Lembro que até a professora de Contabilidade da facul uma vez ficou falando disso! Argh!... mas o negócio tem sim o fundo de verdade. Eu cheguei em casa carregando o vaso do meu manjericao como se fosse meu filho. Hoje, a primeira coisa que fiz ao acordar foi ver como estava meu "queridinho". Coloquei água e depois coloquei no sol. Afinal, planta precisa de sol! Agora a noite cheguei em casa e fui lá, mais uma vez, checar o manjericao. Fiquei igual boba, olhando pra plantinha, cheirando, curtindo meu momento....ah, o cheiro! Adoooro o cheiro de manjericao! ...

Talvez a grande reflexao dessa semana seja justamente essa, de amor. Nao tem nada melhor nesse mundo do que amar...e demonstrar amor faz a gente amar mais ainda...
 
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