segunda-feira, 25 de outubro de 2010
Santiago con Tía Ylana...é 10!
terça-feira, 27 de julho de 2010
Diario de Bordo No. 2 - Rumo ao Salar de Uyuni
Segunda passamos batendo um pouco de perna pela cidade. Fomos ao Mercado de las Brujas - meu lugar favorito aqui em La Paz - e tambem aproveitamos para comprar o pacote do Sala de Uyuni (deserto de sal). Compramos umas coisinhas e almoçamos num restaurante tailandes por 30 bolivianos (menos de 10 reais). Pensa...comemos salada, sopa, prato principal e sobremesa por esse preço. Tudo fresquinho, gostoso e num ambiente muito bem decorado.... tem coisas que só a Bolivia faz pra voce.
A tarde aproveitei para trabalhar um pouco. Entrevistei o chefe de imprensa do canal do governo. Coisa pra minha dissertaçao. Foi uma boa entrevista, mas tive que me segurar para nao interrompe-lo, discordando. A toda hora me lembrava que me papel era ouvir, e nao discutir.
Hoje é dia de preparar a viagem. Saímos para Uyuni as 7 da noite e a idea é chegar lá amanha cedo. As 12, se tudo der certo, saímos para o deserto, e aí estarei incomunicável por 3 dias, até chegar em San Pedro de Atacama, no Chile. Essa viagem do Salar tá me deixando nervosa. Nao sei, acho que to velha... a coisa toda é bem primitiva. As acomodaçoes nao tem agua quente - o que significa no minimo 2 noites sem banho! Já comprei lencinhos umidecidos pra dar uma amenizada na situaçao. Fomos avisados da possibilidade de haver bloqueios de campesinos na estrada, fazendo com que a coisa toda mele. Ou também que o jipe pode quebrar. É tanta coisa pra dar errado que eu quase desisti da idéia. Mas me deu vergonha desistir, assim que hoje (terça) as 7 da noite, nos jogamos nessa aventura. Oraçoes e rezas sao bem vindas.
Quickies:
* R continua dormindo mal - por causa da altitude. Eu até durmo mais ou menos e, graças a Deus, depois de sexta nunca mais passei mal.
* 4 dias no hotel aki deram um total de 100 reais pra cada um.... atoron pagar barato! hehehe
* Comprei um gorrinho de alpaca. Ah, e luvas também.
* Emagreci. Por causa da altitude a gente tem menos fome e também enche mais rápido. Que bençao!
* Eu queria comprar metade da Bolivia, de tao barato de legal que sao as coisas aqui. Mas essa de mochilar faz a gente ir com calma. Simplesmente nao tem espaço pra muamba!
É isso, gente...fotos quem sabe no fim dessa semana, quando (se DEUS quiser) chegarmos em San Pedro.
Tomara que tudo de certo.
Suerte!
sábado, 24 de julho de 2010
Diario No. 1: Arica - La Paz...e o Mal da Altitude
R me disse que nosso voo Arica-La Paz sairia as 8 da manha do dia seguinte. Como chegariamos em Arica as 1 e tanto da madrugada, a ideia era ficar por ali mesmo em vez de ir a um hotel. Mas, ao chegar na tla Arica, logo vi na telinha de Departures que o proximo voo para La Paz sairia sim no dia seguinte, mas as 11.45 da manha! O fato eh que...quando vi isso, todos jah tinham tomado seus devidos taxis e, com excecao de um cafe, nao havia mais nada aberto no aeroporto. R logo correu e falou com um tio garcom que trabalhava nesse cafe, e que ligou para um taxi ainda nos recomendou um hotel. A impressao que ficou dessa cidade foi de que as pessoas realmente sao simpaticas.
A noite em Arica foi uma agradavel surpresa, apesar da gripe nao dar folga. Levantamos no outro dia cedo e fomos de volta para o aeroporto, que fica na frente da praia. Uma visao bonita. Mais interessante ainda eh que do aeroporto da pra ver o lado que jah pertence ao Peru.
Trinta minutinhos de voo e chegamos em La Paz. A paisagem eh maravilhosa. Imaginem que o aviao sai do nivel do mar e tem que subir mais de 4 mil metros em meia hora. A gente voa pertinha da montanha, e de quebra passa pelo maravilhoso lago Titikaka.
No aviao, ja quando aterrisamos, comecei a me sentir meio estranha, mas pensei que era exagero, psicologico, ou coisa da gripe mesmo. Saimos para o saguao da imigracao, e ali comecou. Pernas bambas, taquicardia, enjoo de estomago. Dizem que a cor sumiu do meu rosto. Realmente, foi bizarro. Assim que entrei no banheiro para vomitar, vi que tava parecendo um fantasma. Nunca achei que o baque seria tao grande.
O aeroporto de El Alto, em La Paz, fica a 4100 metro de altitude. A maior parte da cidade fica a 3660, um pouco mais baixo. No caminho ateh o hotel ainda tive que pedir pro motorista, educado e paciente, parar num acostamento para que eu pudesse, de novo, vomitar. Lindo! Jah no hotel, nos colocaram no 3o andar....lembrando que nao eh um hotel de verdade, e sim um albergue melhorzinho, o que significa qu nao tem elevador. Entoa imagina a criatura se arrastando 4 andares pelas escadas...de novo, Lindo!
R nao acreditava que a altitude lhe fosse afetar tanto. Achava qe eu exagerava quando falava do cansaco que se sente. Pra falar a verdade eu nao achava que iria sofrer tanto. Mas eh que da outra vez que estive aqui, vim de onibus....a subida foi lenta e gradual, entao no maximo senti o cansaco, mas nada de dor de cabeca, nausea e etc....
Nos jogamos na cama.... eu, com cara de quem ia morrer. Estomago enjoado, sem ar, com dor de cabeca e congestionada nas vias nasais. Lindo! R foi uma gracinha e desceu os 4 andares pra buscar chazinho de coca pra mim. A unica coisa que poderia ajudar na recuperacao. Ainda conseguimos tomar um banho e depois foi soh se jogar na cama de novo, pra dormir. Pois nao havia energia para absolutament mais nada! E assim foi a primeira tarde em La Paz. Entre cochilos e vomitos - muitos deles! - xicaras e mais xicaras de cha de coca.
Sexta a noite jah estavamos melhor, mas bem mesmo soh hoje, no sabado. Acordamos cedo, tomamos o bom cafe do albergue, e fomos dar uma volta no centrao velho de La Paz. Gente, pensa na muvuca....pensa em quando a Av. Anhnaguera (em Goiania) era cheia de camelo e imagina aquilo 10X pior. Pensa em todo mundo com cara de indio, falando uma mistura de Aymara com espanhol. Soh com muito relativismo cultural par achar bao neh!
Nem deu tempo de bater muita perna, pois o casamento do Patrick e da Monica comecava ao 12 dia. Conseguimos chegar pro amem - gracas ao coitado do taxista perdido - mas comparecemos para a festa toda, hehehehe. E teve muito bom. Sentamos com gente desconhecida e fizemos amizade. Nos trataram incrivelmente bem, Comi, dancei, conversei...uma delicia. Me emocionei tambem quando vi o Patrick chorar... tadinho! Chorei junto, hehehe...
Enfim...gracas ao cha de coca e ao repouso, conseguimos passar uma gostosa tarde em La Paz. Agora a pouco saimos para jantar. A cidade realmente eh interessante...tem essa mezcla de subdesenvolvimento que te faz querer chorar, com uma vibe exotica, e ainda uns bairros bem chiques aonde mora os que nao tem cara de indio.
Amanha levarei R ao Mercado de las Brujas, uma rua bem legal. Depois tem churrasco na casa da Monica. De agora em diante a coisa vai ser soh alegria - espero!
=)
P.S. Nao deu pra colocar fotos nesse post... pq a maquina tah lah em cima e eu nao vou subir os 4 andares soh pra ir buscar isso, hehehe....fica pra proxima.
sábado, 23 de janeiro de 2010
Bad Romance
Entao, aonde paramos a última vez? Ainda estava em Gyn, acredito. Pois é... a semana pré-viagem foi ótima. Agenda lotadíssima, como eu gosto. Lotadíssima de eventos agradáveis, claro, tirando um certo jogo de futebol que fui, por pura pressao. Assistir Vila Nova X Santa Helena, num estádio cheio de gente marrom, feia e com cara de mala, nao é exatamente minha idéia de diversao. Mas eu que sugeri de levar a gringolandia lá...e claro, eles adoraram! Mas olha que nem posso reclamar muito porque enquanto a pelada acontecia (porque aquilo nao é jogo!), botei a conversa em dia com o Pedrim. To falando dakela conversa de amigo, one on one, private. Aquela que é melhor nao ter ninguém escutando. Falamos muito do passado, de nossas impressoes de antes e depois. O melhor de remexer em fantasmas antigos é sentir que já nao sao mais fantasmas. Só poeira... Sei que já falei isso antes, mas ainda me impressiona como as coisas viram NADA depois de certo tempo. Já dizia Nieztche que "invetamos nossas experiencias, e aquilo que inventamos, podemos destruir".
Mas antes mesmo deste jogo, passei um fim de semana em Uberlandia, cidade esta que antes tive muito prazer em visitar. Nao só por causa de Sr. T, ex-namorado querido, mas por causa do meu "irmao", Sr. Éverthon. Nao vou entrar em detalhes, mas a viagem foi um saco. Voltar pra Gyn foi ótemo.
Entao...desde quarta cedinho me encontro na maravilhosa cidade do Rio de Janeiro. O Rio é uma cidade que tem alma e, explicar o que é a alma de uma cidade nao é nada fácil. Outra hora eu tento. O fato é que o Rio tem alma. Ou talvez o livro 1808, que acabei de ler, ainda esteja muito fresco na minha memória, por isso eu ando nas ruas e penso, "uau, Don Joao VI andava por aqui!". Se voce está no centro, perto daqueles prédios antigos, a sensaçao é de estar num livro de história. E se voce resolve passear no calçadao de Ipanema ou Leblon, ae parece que voce é personagem de novela. Uma delícia!
O calor anda infernal. Quarta achei que eu ia derreter, mesmo na praia e com a possibilidade de me refrescar no mar. Mas havia uma contingencia. Eu nao queria molhar o cabelo. Por que? Porque quarta a noite iria encontrar uma pessoinha especial. E também porque eu mooorro de preguiça de ficar lavando e secando cabelo. Ae fui pro mar...até a altura das coxas mais ou menos. O que nao é nada digno. Uma mulher do meu tamanho dando pinta de que está com medo do mar! Argh! Mas teve bao... me enchi de mate com limao e sobrevivi.
Baladinha (avec la pessoinha) rolou na quinta. Um lugar chamado Pista 3...ou melhor, PiiSHta TreiSH. Haha! Eu adoro esse sotaque com S chiado. Stella Artois na cabeça - ou melhor, no sangue - e Spice Girls tocando. Adoooro!
E hoje é sábado. Me ofereceram um passeio pela lagoa...e eu aceitei, claro. Agora é sentar e esperar chegar a hora. Quem sabe eu nao faça uma caminhadinha ali em Copa, só pra ver a cara do mar.
That's all, folks...
See y'all soon!
No pictures today porque nao trouxe meu computador, e estou blogando o macbook da Guxa, meu host.
bju, me liga...
segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
Home is Sweet Home
Chegar em Goiania é sempre especial... sempre tem filé mignon com arroz branco me esperando - junto com outras 20 pessoas entre familiares e amigos. Tem meu gato, o Bafao, que adora ver minha mala aberta pra se enfiar ali. Tem eu desesperada tirando tudo da mala e jogando na cama, distribuindo os presentes, desempacotando os 5 vinhos e os 3 piscos enquanto falo sem parar. Conto da viagem, do voo que estava vazio, de que eu acordei as 3.30 da manha e nao dormi nada e que li 5 capítulos do livro que trouxe. Explico que ganhei de presente a gravata que estou usando, abraço todo mundo, sorrio, tiro foto. Passo na cozinha e pergunto se minha tia e minha avó precisam de ajuda e depois vou em cada rodinha de conversa e socializo com quem ali está. Olhando no olho de cada um pergunto como vao as coisas, lamento as mortes do ano (foram muitas!), conto alguma história engraçada pra manter o nível de descontraçao. Até que finalmente é hora de comer...
O resto do fim de semana segue o mesmo ritmo. Gente entrando e saindo da casa, desde cedo. Tem pao especial, café brasileiro que eu adoro. Nao to nem ae e desço de pijama mesmo, com cara amassada. Dou papo pra todo mundo e peço licença. É hora de fazer uma "apariçao oficial" na igreja aonde frequentam uns amigos com quem eu cantava quando criança. Apareci de surpresa. Levei meia hora para chegar do carro ao lugar aonde me esperava Dona L. Muita gente que há muitos anos eu nao via. Dispenso a atençao devida a cada um, dou abraços, risadas, anoto telefones e prometo que vou ligar para marcar uma saída.
Sábado a tarde é só festa. Eu completamente sem sono... até que minha tia resolve, já no fim da tarde, que é hora de eu aprender a fazer Hallah, o pao de sábado.
"Mas tia, só pode comer Hallah no Shabat. Nao posso fazer isso hoje!"
"Nao to nem ae! Terça eu faço a cirurgia de reduçao do estomago e ae nao vou poder fazer Hallah sexta que vem. Vamos logo, se mexe!"
E ae a gente vai amassar o pao... melhor exercicio do dia! Cansei tanto que brochei de sair.
Domingo seguiu o mesmo ritmo. Comida, gente, calor, vinho e piscina...ah, a piscina! Como tava boa essa! Bebi horrores de vinho, e ao sentir que o alcool estava subindo, tirei a roupa e pulei na água - óbvio que desde a hora que acordei já coloquei bikini!
No fim do dia, quando se foram todos... eu já estava acabada. Minha opçao foi me jogar em cima da cama e tirar uma soneca revitalizadora.
Segunda trouxe o panico de férias que eu sempre sinto. NADA PRA FAZER!!! AAAHHHH....SOCORRO!!! Entro em panico sim ao pensar que nao tenho nenhuma obrigaçao, nenhum compromisso, nenhum horário, nada. E por isso saio correndo buscando algo que me ocupe, porque meia hora pela cidade e já me sinto louca, com medo do tédio.
Essas ruas que tao bem conheço, esses caminhos que faço sem pensar, as paisagens que nao sao novidades. Me confortam e me assustam ao mesmo tempo. Tudo é familiar.... provocam memórias, várias delas....e por isso geram esse feeling difícil de explicar, que é o tédio junto com o conforto de voltar "pra casa". Entre aspas porque já nao sinto que a casa seja minha. O que um dia foi meu quarto é hoje um ambiente tao organizado e esterelizado (thanks, mom!) que nao tem minha cara. Só os livros da prateleira e algumas fotos mantem a evidencia de que um dia aqui vivi. E por isso em 5 minutos bagunço tudo...para que assim volte a ter identidade. A MINHA identidade.
E eu poderia passar o resto da noite fazendo um ensaio sobre identidade familiar, nacional, etc....mas nao vai rolar. Porque tanto agito resultou em uma, sim só UMA, amigdala muito inflamada e uma dor no corpo sem explicaçao. Entao é hora de admitir o cansaço, mesmo que custe... e ir dormir mais cedo. Curtir minha cama grande e o silencio. Just enjoy my sweet home.
sexta-feira, 31 de julho de 2009
De Novo, De Novo

Estou de volta. De volta em casa, em Santiago, depois de duas curtíssimas semanas.
Nos últimos 16 dias eu dormi mal a maior parte das noites, comi (com prazer!) muito mais do que deveria ou podia, dei muita risada com a tropa de parentes que estava instalada lá em casa (em Goiania), vi alguns amigos (infelizemente nao pude ver todos), tomei um porre inesquecível (de ruim!), bati perna atrás de roupinhas novas, passei raiva experimentando milhoes de roupas, peguei aviao e fui mau humorada e finalmente cheguei em casa. Numa quinta-feira a noite nao tao fria como eu esperava, voltei para o apartamento 254 do Cerro La Parva 980A.
A volta me deixou chata. Eu nao queria voltar. Queria mais bagunça, comelança e festa. Mas nao adianta. O tempo é igual pra todo mundo. Lembro de pensar isso alguns dias antes da viagem. As 24 horas de cada dia passam segundo por segundo, sem a possibilidade de serem adiantadas ou retardadas. Cada segundo respirado no Brasil já deixou de existir e o que existe agora sao as lembranças, mesmo porque fotos tirei poucas.
Na mala, pedaços do país natal. Uma cafeteira e vários sacos de café "de verdade". Presentes para os amigos. Um licor de jabuticaba, algumas pecinhas de artesanato, umas pimentinhas do reino e até conserva de Pequi. Essa foi encomenda da Srta. A. Esqueci de trazer os mais óbvios Guaraná e Sonho de Valsa. Mas nao tem muita importancia nao. Chocolate eu gosto mesmo é de um alemao que vende aqui, e eu sempre preferi coca.
É interessante voltar para um lugar aonde ninguém te espera. Aqui nao tem mae, nem pai, nem avó para ficar plantados no aeroporto - se bem que minha família nao faz isso já faz tempo! Também nao tem gato, cachorro, namorado ou namorada. Claro que existem os amigos que querem saber o dia da volta para podermos marcar os tradicionais encontros em cafés, praças, restaurantes, etc... Mas ninguém de fato morrendo de saudade. A volta para esse lado da cordilheira é também a volta ao estado de solidao em que escolhi viver. Solidao essa que vem no momento certo, mais uma vez. A verdade é que eu estava cansando de estar rodeada de gente o tempo todo.
Passei o dia arrumando as bagunças pós-viagem. Passando as roupas novas, guardando tudo direitinho. Daqui a pouco terei convidados para o jantar, e começa tudo de novo. Senta, come, conta história... de novo...
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
Citaçao...
"Para relacionar-se plenamente com o outro, você precisa primeiro relacionar-se consigo mesmo. Se nao conseguirmos abraçar nossa própria solidao, simplesmente usaremos o outro como um escudo contra o isolamento. Somente quando consegue viver como a águia, sem absolutamente qualquer público, você consegue se voltar para outra pessoa com amor; somente entao é capaz de se preocupar com o engrandecimento do outro ser humano" (p. 372)
Esta é uma fala do Nietzsche ao Doutor Breuer, seu médico e amigo na trama. Achei de extrema sabedoria quando ele coloca esta idéia de que é preciso se conhecer, é preciso relacionar-se consigo mesmo para poder se preocupar, de fato, com uma outra pessoa. Creio que esta idéia possa ser muito bem aplicada em relacionamentos de amizade e amorosos também. Ao dizer "torna-te quem tu és" Nieztsche desafia seus leitores a olharem para dentro e si e descobrirem o que sao, quem sao.
Quando comecei a fazer terapia há alguns anos atrás, logo percebi que o fato de entender a si próprio tem um poder maior do que podemos imaginar. E apesar de ser necessário que nos relacionemos com outras pessoas - em diferentes níveis - para termos espelho, para podermos nos enxergar, a solidao, o ficar sozinho, é essencial para que alguém possa olhar para dentro e se reconhecer em si próprio.
Nestes tempos de correria e agenda cheia, respiro fundo quando sento na frente deste computador e simplesmente registro meus pensamentos, devaneios... Outras vezes, em momentos de puro ócio (meio raros ultimamente), viajo nas idéias mais malucas. Conjecturo sobre a vida. A minha, a dos outros...a dos amigos.... penso sobre a saudade, penso sobre relacionamentos. Penso se eu estaria pronta para encarar outro. Será que eu tenho vontade? Ainda bem que pra este quesito me falta pressa... sim, me falta pressa. Seria esta atitude algum sinal de maturidade? Estaria eu renunciando, pelo menos momentaneamente, às outras possibilidades, para terminar o processo de auto-reconhecimento?
Dificilmente é possível nos isolar de tudo e enfrentar a mais pura solidao. Mas já disse antes nesse blog, é algo muito saudável. Viver a companhia das pessoas após ter atravessado este "vale da sombra da morte" me faz sorrir docemente de alegria.
Termino com outro pensamento de Nietzsche que se encaixa com o sentido que estou tentando dar a este post:
"Quem nao obedece a si mesmo é regido por outros" (p. 240)
=)
sábado, 8 de novembro de 2008
Dèja-vu
Calça sport, camisetinhas, blusas. Blusa social, sapato social, rimel, batons, sombra. Tegretol, Ritalina, Trimedal e Nimesulida. E ah, claro! Rivotril...caso alguem precise. Nao posso esquecer a bombinha também nao. Vai que a bronquite resolve atacar de novo. Será que é tudo? É...
Mais uma viagem de provas. Para fazer provas. Mais uma vez que a vida parece me atropelar. Mais um dia que eu pego a estrada buscando o tal futuro. Dessa vez, sozinha. Sem o doce pensamento de que alguém vai esperar eu voltar. Quer dizer... se servir de consolo eu sei que meus alunos vao me esperar na quarta a tarde pra dar aula.
Respira fundo. De novo. Canta a musiquinha "american boy" da Estelle... pensa que é engraçado que você tenha se rendido a essa "música de preto". Nao só essa como aquela tal "forever" do Chris Brown também é legalzinha.
Dois livros na mala para passar o tempo. Muitas perguntas, muitas saudades. Sem muita empolgaçao. A pressao começa a bater. Até agora tudo foi relativamente fácil. O projeto era bom e tinha potencial. Aprovado! A prova de inglês foi fácil. Mas agora é pra valer. Tem prova de teoria, de livros, de idéias. Meu trabalho será provar, na escrita, que eu sei relacionar tudo o que li e, também, analisar. Será que eu sei analisar? Nunca achei que eu fosse muito boa nisso. Sempre achei que minhas análises eram meio "óbvias". Pois é... tá na hora de andar a "extra mile". Sozinha.
E é assim eu hoje eu viajo de novo. Mochila nas costas, cabeça fervilhando de pensamentos. Medo. Bastante medo. Pressao também. Vontade de sentir-me livre. O coraçao aperta. Dèja-vu.
terça-feira, 17 de junho de 2008
A Volta
Mas é isso....eu, que fui numa descrença danada, achando que ia ser uó, me surpreendi com tudo, até com a falta de variedade culinária de Goiás Velho. Lá só tem o maldito empadão Goiano pra comer! E pior que eu até gosto de empadão, DESDE QUE NAO SEJA A ÚNICA OPÇÃO DE COMIDA!...Ah, e claro...a falta de profissionalismo dos residentes que sao os donos de pousada e restaurantes onde vendem empadão também é notória. Incrivelmente notória.
Eu e dona T ficamos em uma pousada excelente, tida como uma das melhores da cidade. Demos sorte (MUITA SORTE!) de achar um lugar muito bom, acessível e, mais importante, DISPONÍVEL! Pra quem achou que ia dormir no carro, teve baum demais!
Os filmes foram legais. Pelo menos os que eu vi. Ok, Ok....eu assisti 2 filmes inteiros só mas os outros que eu tentei e nao consegui, tenho desculpa boa. Num filme que, era super interessante, eu tava com muito sono e acabei dormindo. Consequencia de uma semana dura de trabalho - e noite anterior no showzinho da cover da Laura Pausini que tava mais pra cover de Ivete Sangalo (assunto pra outro post!). O outro filme, o qual eu havia conhecido a diretora uns dias antes, eu gostei bastante. E dona T tbm gostou...e claro, me ajudou entender a moral da história. Obrigada, dona T!...
Chegando em casa fui direto aos meu afazeres domésticos. Arrumar o quarto, que tava uma zona, lavar e encerar o carro (all by myself!). Ótimo exercício.
O resto da semana tem se mostrado igualmente desafiante, cheio de aulas e muita falta de tempo. Ainda bem que esse meu trabalhinho ingrato me permite umas janelas tipo hoje, 4 horas livres no meio da tarde e eu, sem nada de útil para fazer nestas 4 horas, vim aqui relatar minhas aventuras que, reconheço devem ser um tanto desinteressantes para terceiros.
Coisas legais do FICA:
- Vi a Nila Branco de perto e perguntei pra ela o que aconteceu com o Valentina. Ela disse que vendeu. E eu disse: "que pena, eu adorava o Mojito de lá". Comentariozinho besta, nao?
- Fiquei no mesmo hotel que o Rubens Ewald Filho que, pra quem nao sabe, é um importante crítico de cinema nesse país. Tomei café da manhã ouvindo conversa alheia (dele!) e depois até ofereci carona, já que o povo do hotel nao tinha quem o levasse pro centro. LOL
- Conversei muito com dona T. Assuntos interessantíssmos....e outros nem tanto...
- Fiquei doida pra comprar um ET de papel marchet, mas nao comprei pq o troço custava $ 100,00 reais....injustiça, viu! Mas dona T prometeu que vai me ajudar a fazer um.
- Descobri que a cera está para o carro assim como a hidratação do cabelo está para a mulher!
That's all for now...
quinta-feira, 15 de maio de 2008
Vou-me embora pra Pasárgada
Como a galera já sabe, vou hoje para o Rio de Janeiro, onde comemorarei a chegada dos meu 24 aninhos, essa idade tao gayzinha, como diria dona T. Sendo o Rio de Janeiro conhecido como a tal Cidade Maravilhosa, lembrei de um poema do Manuel Bandeira, "vou-me embora pra pasárgada", escrito nao lembro sob quais circunstâncias. Só lembro dakele outro que ele diz que vai "dançar um tango argentino", que ele escreveu logo depois de receber a fatídica notícia de que estava com tuberculose.
Enfim...vou-me hoje para a Cidade Maravilhosa deste país, agora com uma opçao a mais de mazela. Se você nao quiser morrer de bala perdida, tem a dengue. Já comprei meu repelente natural de citronella (tô mei cabrera, pensando se vai funcionar mesmo) e vou rezando pra nao morrer de bala perdida porque pow... que mortezinha indigna!
Postarei um update nos dias porvir....quem sabe até um post reflexivo no dia 17... hmmm...deu até medo!
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Vou-me Embora pra Pasárgada
Vou-me embora pra Pasárgada
Lá sou amigo do rei
Lá tenho a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada
Vou-me embora pra Pasárgada
Aqui eu não sou feliz
Lá a existência é uma aventura
De tal modo inconseqüente
Que Joana a Louca de Espanha
Rainha e falsa demente
Vem a ser contraparente
Da nora que nunca tive
E como farei ginástica
Andarei de bicicleta
Montarei em burro brabo
Subirei no pau-de-sebo
Tomarei banhos de mar!
E quando estiver cansado
Deito na beira do rio
Mando chamar a mãe-d'água
Pra me contar as histórias
Que no tempo de eu menino
Rosa vinha me contar
Vou-me embora pra Pasárgada
Em Pasárgada tem tudo
É outra civilização
Tem um processo seguro
De impedir a concepção
Tem telefone automático
Tem alcalóide à vontade
Tem prostitutas bonitas
Para a gente namorar
E quando eu estiver mais triste
Mas triste de não ter jeito
Quando de noite me der
Vontade de me matar
— Lá sou amigo do rei —
Terei a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada.
