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sábado, 11 de julho de 2009

Pra Começar Bem...


Célebre é o brinde com vinho. Branco, tinto, rosé...várias sao as cores e também os líquidos utilizados para brindar.

Hoje brindei duplamente. Ao fim e ao começo. Ao fim do semestre, como dito no post anterior. E ao começo de uma relaçao. Por facebook fui convidada para uma taça de vinho, e aceitei. Quatro horas depois e o vinho já tinha acabado há tempos, mas o assunto nao. E a gente continuou falando... falando... e falando muito. Porque as vezes o brinde é simplesmente uma desculpa para descobrir alguém por quem estamos curiosos. O convite foi perfeito. O brinde caiu muito bem. E antes que eu me desse conta do tempo, já tinha discutia traumas infantis com quem gentilmente me recebeu em seu apartamento.

Um delicioso malbec para acompanhar uma deliciosa conversa. Um brinde a novos começos...

terça-feira, 12 de maio de 2009

Romances


Uns dizem que a vida é feita de encontros e desencontros. Eu digo que a vida é feita, dentre outras coisas, de romances.

Os romances tem sabor e dao sabor. Colorem o cotidiano. Podem ser compostos de beijos ou nao. Transcendem fronteiras ou nao. Terminam mal... ou nao!

Ultimamente os romances sem beijo tem me chamado muita atençao. Tenho o feeling que este tipo é o mais perfeito dos romances.

Os romances sao feito de paixao. E paixao é algo maior do que nossas pobres categorizaçoes. Paixao é maior que opçao sexual, distancia, idioma ou cultura. Paixao destrói qualquer ser humano. É um sentimento muito poderoso, no qual é fácil ser perder. Eu já me apaixonei por um número infinito de coisas e por outro número (finito!) de pessoas. Já me apaixonei por brinquedos, série de televisao, livros, idéias, momentos, viagens, histórias da minha cabeça.... Me apaixonei por pessoas imaginárias, Sr. Isso ou Aquilo, Dona essa e aquela outra, canandenses, brasileiros y até por baunilha.

Nesses poucos anos de vida já tive a sorte - e o azar - de viver muitos romances. Uns nasceram e continuaram. Outros nasceram e morreram. Outros até nasceram da morte de uns. Uns outros hibernam e ocasionalmente voltam a vida. Alguns tiveram beijos e abraços. Alguns, só abraços. Alguns só olhares. Em outros alguns, só as idéias bastaram.

Nesta noite chuvosa, ouço o toque suave do violino e penso nos meus romances. Nos atuais. E no quanto eu amo meus romances atuais. Sao perfeitos. Sao deliciosos. Sao sem beijos. Me delicio no prazer de viver esses romances. Me jogo sem medo, como se estivesse caindo em uma cama super fofa. Me apaixono diariamente pelos meus objetos romantizados, me entregando de maneira completa nessa paixao. ....Simplesmente A-M-O.

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Receita de Libertaçao

"And ye shall know the truth, and the truth shall set you free". Sao Joao 8:32

... "E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará".

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Sobre o Desprezo, Perdao e afins...

Com o tempo a gente aprende que nao existe segredo, ou sequer nada que seja secreto. Cedo ou tarde as coisas sao descobertas. De propósito ou por simples acidente, a verdade acaba sempre vindo à tona, mesmo que já nao faça a mínima diferença. Isso vale para segredinhos entre amigos, casais, pais e filhos e agências de inteligência.

Sempre tive a impressao de que certas verdades me procuravam mesmo que eu nao as buscasse. Como uma pena que é levada pelo vento, leve e de pouca significância, esta pena aterrissa em algum lugar e, quem sabe, este lugar pode ser o colo de alguém que dá significado àquele mísero material que até pouco vagava por aí.

Quando, por qualquer razao, alguém nos machuca, dependendo da situaçao, da intensidade de sentimentos investidos, é natural avaliar a possibilidade de perdoar aquela pessoa. Se existe amor de verdade, a gente releva, repensa tudo, tolera, acha que um pouco mais de paciência pode resolver o caso. Ao mesmo tempo, há de se levar em conta o tamanho do machucado e da dor infringida.

Todo investidor sabe o tanto que é duro ver suas açoes em baixa. Assistir seus investimentos indo por água a baixo. O sentimento é de traiçao. Como se o mercado tivesse mentido! Em relacionamentos, de qualquer tipo, a analogia é válida.

De que valeu tanto amor? Tanto esforço? Tantas conversas, tantas tentativas, tanta entrega? Valeu muito pouco. O bem conseguido nao superou o mal que foi feito. O investimento passou longe de ser lucrativo. As mentiras lançadas ao vento caíram em meu colo e eu, que até pouco ainda via a possibilidade de perdao, começo a achar que nao é possível. O sentimento produzido passa a ser o de desprezo.

Desprezar alguma coisa ou alguém é, ao mesmo tempo, libertador e triste. Desconfio que esse meu desprezo nao faça muita diferença para o objeto/pessoa desprezado(a), mas ainda assim ele é presente em mim. Como chegamos a isso? pergunto-me.

Muitas histórias, muitas explicaçoes. Todas resumidas em uma única palavra, no plural. MENTIRAS. Uma série de mentiras contadas para quem nunca mereceu. Contadas por uma pessoa egoísta e insegura, que diz querer ser honesta, mas nao consegue superar a si mesma no inferno próprio que construiu.

Só me resta dar uma risadinha de pura descrença. Ou melhor, nem isso. A vantagem de ter velhas-verdades reveladas e de anular a possibilidade de perdao é que tudo se torna mais fácil, mais simples. Nao há mais o que pensar, o que considerar. A desonestidade de outrem faz com que o cenário ganhe um tom preto e branco e sem graça. Nao é mais necessário conjecturar sobre como perdoar. Esta possibilidade já nao existe mais.

FIM

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Livro de JÓ - Capítulo 7

Jó 7

1 Porventura não tem o homem duro serviço sobre a terra? E não são os seus dias como os do jornaleiro?

2 Como o escravo que suspira pela sombra, e como o jornaleiro que espera pela sua paga,

3 assim se me deram meses de escassez, e noites de aflição se me ordenaram.

4 Havendo-me deitado, digo: Quando me levantarei? Mas comprida é a noite, e farto-me de me revolver na cama até a alva.

5 A minha carne se tem vestido de vermes e de torrões de pó; a minha pele endurece, e torna a rebentar-se.

6 Os meus dias são mais velozes do que a lançadeira do tecelão, e chegam ao fim sem esperança.

7 Lembra-te de que a minha vida é um sopro; os meus olhos não tornarão a ver o bem.

8 Os olhos dos que agora me vêem não me verão mais; os teus olhos estarão sobre mim, mas não serei mais.

9 Tal como a nuvem se desfaz e some, aquele que desce ã sepultura nunca tornará a subir.

10 Nunca mais tornará ã sua casa, nem o seu lugar o conhecerá mais.

11 Por isso não reprimirei a minha boca; falarei na angústia do meu espírito, queixar-me-ei na amargura da minha alma.

12 Sou eu o mar, ou um monstro marinho, para que me ponhas uma guarda?

13 Quando digo: Confortar-me-á a minha cama, meu leito aliviará a minha queixa,

14 então me espantas com sonhos, e com visões me atemorizas;

15 de modo que eu escolheria antes a estrangulação, e a morte do que estes meus ossos.

16 A minha vida abomino; não quero viver para sempre; retira-te de mim, pois os meus dias são vaidade.

17 Que é o homem, para que tanto o engrandeças, e ponhas sobre ele o teu pensamento,

18 e cada manhã o visites, e cada momento o proves?

19 Até quando não apartarás de mim a tua vista, nem me largarás, até que eu possa engolir a minha saliva?

20 Se peco, que te faço a ti, ó vigia dos homens? Por que me fizeste alvo dos teus dardos? Por que a mim mesmo me tornei pesado?

21 Por que me não perdoas a minha transgressão, e não tiras a minha iniqüidade? Pois agora me deitarei no pó; tu me buscarás, porém eu não serei mais.



Fonte: www.biblegateway.com

terça-feira, 14 de outubro de 2008

A-lonely

Chegou em casa, acendeu a luz e trancou a porta. Contemplou o vazio, como sempre. Foi até a cozinha, que ainda cheirava à comida. Coisa rara. Normalmente aquele cômodo estava organizado e limpo. Sem sinal algum de vida.

Subiu até o quarto. Nada muito diferente. As coisas continuavam como ali ficaram desde a última vez que as viu. Calor. Abre a janela, mas nao adianta. O jeito vai mesmo ser o ar condicionado.

Tarefas corriqueiras tomam o seu tempo. Lava a louça, limpa o fogao, tira o lixo. Enquanto isso a TV ligada "enche" o ambiente. A Rihanna canta, a especialista em cachorros ensina outros a lidarem com os animais, e a apresentadora da CNN parece ter a voz preocupada com a nova queda das bolsas asiáticas. Mas nada chama a sua atençao de verdade. Novela. Isso, a novela! Essa deve ajudar à esquecer um pouco aquele momento. ....mas nao...

Apela e liga pra alguem. O alguem nao está disponível. Acontece....

A saudade aperta. Mas....saudade de que? Nao sabe. Saudade de...alguma coisa. Porque o vazio só parece aumentar ultimamente....

Foge para a internet. Quem sabe nao tem alguem pra conversar no MSN?.... e olha que até tem. Mas... a preguiça é maior. A falta de vontade de falar, ou falta do que falar é maior. Continua ali, mas offline. Para que ninguém note sua existência.

Rivotril... este, que tem auxiliado nestas horas. Porque ainda é melhor dormir do que ser tomado por todos estes sentimentos ainda acordado. 0,5mg já ajudam....apesar de que a vontade mesmo era de tomar umas 2mg.

E por fim o sono chega....como uma deliciosa embriaguez... o corpo fica leve, as lágrimas, ainda inexplicadas, secam.... e a vontade dormir vai aos poucos se tornando cada vez mais imperativa.

Quem venha quarta-feira...

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

"Sao Jorge por favor, me empresta o Dragao!"

24 horas de Goiania city e tanta coisa já aconteceu! Quem disse que Gyn é pacata?

A jornada ontem foi longa. Começou com 2 horas de atraso no vôo saindo de Campo Grande. O aviao, procedente de Sao Paulo, bateu num passarinho na decida. A colisao fez com que o bico da aeronave se rachasse. OK, nao pensem que foi um rachado monstruoso. Mal dava pra ver. Mas até decidirem se a mesma aeronave podia continuar voando levou 2 horas. Entao trocamos de aeronave e tudo continuou como previsto. O bom foi que nao fiquei plantada à toa no aeroporto de Brasilia. Cheguei e o outro vôo já tava saindo. Nisso eu conheci o time do Goiás inteirinho, inclusive o presidente do clube também, que até me convidou pra tomar um café depois, hehe. Ai, ai.... entao, finalmente, Goiânia.

É bom voltar pra casa animado. Várias vezes essa minha volta foi feita com muito desânimo. Mas depois de mochilar pela Bolívia por 8 dias, andar mais que cachorro perdido, comer muito, me sentir rica, ver pobreza, sentir felicidade, solidao, falta de ar e segurar a vontade de fazer xixi, a volta pra casa foi ótima.

Assuntos velhos com novas pautas. Reunioes novas em lugares já usuais. Palavras conhecidas, mas que ganham um sentido novo e especial dado a nova configuraçao do jogo. Nao tenho tática. Nem estratégia. Nao sei definir o jogo. Honestamente preferia nem estar jogando. Tarde demais. Entao só me resta chutar a bola pra frente...

E a bola hoje rola no "Esconderijo", bar onde nunca fui e que hoje tem Blues tocando. Local novo, gente nova. Saio com a missao de conhecer uma pessoa que parece interessante. Conhecer... palavra mágica.

Passei o dia ouvindo música e gravei um CD que eu diria foi a trilha sonora da viagem. Uma das músicas é aquela "Se", do Djavan, velha conhecida de muitos, mas nova conhecida minha. Adoro a frase "Sao Jorge por favor, me empresta o Dragao". Pelo jeito a situacao tava tao dificil que eles apela pro Dragao de Sao Jorge! Olha, eu nem sei porque diabos Sao Jorge teria um Dragao disponivel, mas se tivesse jeito eu ia querer um emprestado. Só pra ver no que dava, hehe....

Pronto, chega. A fome bateu.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

"No, we are never gonna survive..."

É, a música Crazy, do Seal, cantada pela Alanis Morisette nao me sai da cabeça. E acho que se eu tivesse um vídeo do meu fim de tarde hoje poderia fazer um clipe muito bom usando essa cançao.

A doida me liga as 5 e tanto dizendo que precisa de ajuda. Eu corro pra ajudar. Correria....chuva, cálculos, gente. Tudo dá certo no final. Os convidados supostamente iriam chegar logo...e começam a chegar. Amontoam-se na cozinha, colaborando com tudo ao providenciarem conversas engraçadas. Mais correria...mais chuva, suor. Outra pessoa chega. Ha! Surpresa! Por essa eu nao esperava....mas me fez feliz.

A noite foi longa....e de certa forma complicada. A falta de planejamento, de coordenaçao e liderança me irritam. Eu quero tomar a frente, mandar, fazer o que uma "dona da casa" faria. Mas nao. Fico quieta, ou pelo menos, eu tento. Falo com um, com outro. Nao sabem o que fazer... mais suor. Mais agitaçao. A chegada do meu elemento surpresa me acalma. Me faz sentir segura e acreditar que de agora pra frente as coisas podem dar certo e ainda atingir um certo grau de sucesso. Ufa! Ainda bem! "And the Powerpuff girls saved the day!"

Pegando no tranco as coisas se ajeitam...do modo mais goiano/brasileiro possível. Mas enfim, a coisa engrena. Sinto-me aliviada. Mas também nessas alturas meu elemento surpresa se recolhe em meus aposentos. Prefere a tela de um computador à minha companhia. Eu entendo... tantas vezes já fiz coisa parecida! Lidar com muita gente, pedidos e constantes estímulos nao é fácil nao. Mesmo assim eu quero meu elemento surpresa comigo! Porque me traz paz... e tranquilidade no meio desse agito. Me dá segurança, confiança. Sou muito melhor quando o elemento está por perto. Me sinto confortável. Nada contra todas as outras pessoas do recinto... mas esta "molékula" faz toda a diferença.

Mais risadas. Gente pegando fogo. A molékula me acompanha. Me sinto orgulhosa. Adoro exibir o que tenho de melhor.

A noite continua....a bagunça aumenta. Estou tranquila... a coisa engrenou e caminha sozinha. Finalmente!

Tudo termina com a exibiçao de um curta. Que eu mesma editei. Sucesso absoluto. Mesmo eu vendo todos os erros de ediçao. Ainda assim os leigos nao percebem nada... ou seja, fico calada.

Acabou. Até que foi rápido! E legal. Sei que amanha muita coisa me espera. Louça, chao pra limpar... mas tudo bem. Isso é problema de amanha, entao nao vou sofrer por isso. Vou sofrer por outras coisas...que pelo menos neste momento estao superadas.

A molékula colocou um post no blog que lhe pertence. Nós nos comunicamos pelos nossos blogs. Segundo ela a gente "joga na cara muita coisa" pelo Blog. Eu disse que pode ser uma técnica saudável de comunicaçao. Será? Eu ainda aposto que sim... que venham os argumentos contra...

Ai, ai!...tá ficando tarde e...talvez seja uma boa idéia ir para a cama. Dessa vez vou sozinha, sem acompanhamento. Que pena. Gosto do adicional. Quer dizer...AMO...muitao....

E no fim das contas a conclusao é a mesma de ontem. Nunca vamos conseguir viver a nao ser que sejamos meio doidos....
 
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