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domingo, 16 de janeiro de 2011

Subindo a Montanha - lutando contra a inercia

Nas duas últimas semanas eu pensei num monte de assuntos interessantes para escrever. Ia falar sobre a falta de consciencia ecológica que toma conta do mundo, da lerdeza das pessoas, da minha loucura fazendo cálculos e me matriculando na academia.... mas nao. A única coisa que me passa pela cabeca no momento é a mudanca de emprego que, sinceramente, chegou bem antes do que eu queria.

Era uma linda tarde de verao em Santiago quando chegou um email da Oracle oferecendo, oficialmente, o emprego que já estava conversado. Entrei no site e lá estava a cartinha, toda oficial, especificando o que já havia sido acordado verbalmente há algumas semanas. Funcoes, benefícios e claro...o salário. Ah, o salário...o tal salário que vai me dar vontade sair gritando que eu sim, sou RYCA! O salário que realizará meu sonho do milhao - ok, ninguém precisa saber que é milhao de pesos...o que vale é que eu vou ganhar meu primeiro milhao antes dos 30! Ha!

Foi nesse mesmo dia que chegou a carta que eu lembrei da Trish. Patricia D'Acosta, ou Trish é uma colega canadense com quem eu trabalhei na IPOA, em Washington. A Trish, já no alto de seus 27 anos, compartia comigo a posicao de apaixonada pela industria de seguranca. O problema era conseguir um emprego nessa área. Por isso ela estava ali, comigo, fazendo estágio. Em algum momento seu sonho era ficar na IPOA mesmo, trabalhando na área e aprofundando o servico que já fazia. O problema é que...a embaixada canadense lhe ofereceu um emprego. Um emprego que pagava bem, muito bem. O dinheiro, junto com todas as atribuicoes de um emprego que lhe pedia disponibilidade para viajar por todo o continente americano, fizeram com que Trish se sentisse compelida a dizer sim. Mesmo porque as possibilidades na IPOA nao eram  as melhores. Claro que ela teria aceitado a ganhar a metade e continuar ali, mas nao era o caso. E lá se foi Trish, assumir sua posicao como representante alternativa do delegado do Canadá na OEA (Organizacao dos Estados Americanos).

Lembre de Trish porque me senti como ela. Nos últimos meses, desde que entrei na WorldCheck, me sentia como se estivesse subindo uma montanha. Todos os dias, no trabalho, eu subia essa montanha...íngreme, difícil. Nao foi fácil para mim aprender as milhoes de regras do trabalho e combina-las com aquilo que se entende por um certo talento para a coisa. Em dezembro eu finalmente senti que isso era possível, e passei a ser completamente indepentente do trabalho. Agora, em vez de duas correcoes, o que eu fizesse passaria somente por uma...e eu poderia produzir o tanto que desse conta, correr com o todo o folego que tinha. Era como se eu tivesse chegado ao topo da montanha e agora era só curtir a vista.

Certas oportunidades da vida sao assim. Chegam numa hora que as vezes nao parece ser a certa, mas é burrice nao aproveitar. E foi numa dessas, para nao ser burra, que eu entrei no processo seletivo da Oracle...sem vontade e sem esperanca...mas deu certo. Ou seja, era pra ser.

Parece nao ter muita lógica eu estar aqui, "fisolosofando" sobre a vontade de nao trocar de emprego enquanto tem muita gente que daria muita coisa para estar no meu lugar, nesta posicao de escolher. É, parece.... mas é bem óbvio que tal mudanca significa também comecar a subir outra montanha. Bem quando eu estava de boa, tranquila e feliz, tenho que comecar a subir de novo....uma montanha bem maior do que a outra, ao que tudo indica. A inércia, a vontade de ficar aonde está e nao sair da zona de conforto é muito grande. Mas já nao dá pra dizer nao e...eu nao diria de qualquer jeito.

É isso entao...melhor levantar, respirar fundo e preparar o folego para subir essa montanha...

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Vou Tentar....de novo

A semana passada foi aquele estilo de semana que voce coloca tudo no lugar, ao mesmo tempo se acostumando à nova rotina. Volta a respeitar horários antigos e a comer o mesmo café-da-manha de sempre (no meu caso, né). Parei de comer pao - isso é coisa de férias, acostumei a passar a maior parte do meu dia sozinha comigo e, o mais difícil de tudo, voltei a encarar dias cinzas e frios. Argh!

Mas nem tudo é tristeza e espírito de senzala. Uma das coisas que essas "semanas de volta" sempre oferecem é a chance de operacionalizar planos feitos durante - ou nesse caso um pouco antes - das férias. Pouco antes de viajarmos, R me convenceu de começar a correr. Isso mesmo, sair por ae nas ruas fazendo cooper, como se diz no Brasil. Aqui a palavra é "trotar". Sim, engraçado...faz pensar em cavalo. Com alguma relutancia, dada minhas várias tentativas frustradas de trotar, eu disse que sim, daria outra chance para essa atividade tao popular e, confesso, sempre achei sexy.

Domingo, depois de passar a tarde toda no churrasco de aniversário da mae do Monsenhor Ariel e, diga-se de passagem, beber bastante, fui com R pro MallSport comprar o tenis. Porque quando eu mencionei tentativas frustradas de correr, lembrei especificamente do ano passado, em que acabei com o joelho por isso. Mas por que? Falta de tenis adequado. Eu achava que essa história de tenis certo, com amortecedor e tal, era viadagem, e me aventurei com um tenis "Nike" (boliviano). O resultado foi um joelho que doía muito. Consertei fazendo yoga, mas fiquei com medo. Por isso dessa vez resolvi fazer as coisas certas e gastei quase 200 reais num Mizuno, adaptado pra minha pisada (pra fora) e tal.

Segunda-feira de manha coloco o tenis, calça e jaqueta e lá vou eu, fazendo pose. Dois minutos de corrida e eu agradecendo a Deus por um sinal vermelho que me obrigava a parar! Lembrei porque, além dos problemas com o joelho, eu nunca consegui correr.

Isso vem desde criança. Nunca fui boa pra correr. Nas aulas de educaçao física nunca fui a mais lerda, e em esportes como futebol, que se exige corrida, sempre fui muito bem. Mas quando era hora de correr por correr, apostar corrida, brincar de pique-pega...ah neim!

O resultado nem foi ruim. Fui alternando entre corrida e caminhada rápida. Meia-hora de exercício. Tá bom pro primeiro dia. Dores nos músculos. Também tá bom. Segundo a Chappy (roomate), que corre até maratona, isso significa que o exercício funcionou!

Empolguei com a coisa e saí hoje de novo. Pra que! Saí do banho mal conseguindo levantar as pernas de tanta dor. Lembrei de quando comecei yoga. Foi desse jeito. Entao a soluçao foi comprar ibuprofeno pra amenizar.

A moral da história é ...nao tem moral. Só que eu, mais uma vez, vou dar uma chance pra esse hobby/esporte. Vou sair "trotando" por ae, como uma potranca feliz, pensando nas calorias perdidas a cada kilômetro sofrido...quer dizer, percorrido. Ai! A ideia é fica igual a moça da foto ali de cima..... hahahahah! É vou sonhando...

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Eu Queria Ser Um Alface

Tem dias que eu odeio ser humana. Sim, tem dia que eu queria ser planta, um alface, por exemplo. Assim eu viveria meu tempinho de vida, viraria uma salada e eventualmente retornaria ao pó da terra. Por que? Porque a condiçao humana pode ser vista como algo triste.

Hoje andei pensando... qual a grande utilidade do que eu faço? Tá, em menos de um ano eu saí da total ignorancia pra um conhecimento nada mal de teoría dos jogos. Inventei de fazer minha dissertaçao nisso, aspirando a posiçao de teorizadora das relaçoes internacionais - essa é a idea do doutorado. Pra que? O que eu sinto, na verdade, é que quanto mais eu leio/aprendo, menos eu sei. E mesmo que eu aprendesse tudo e soubesse o suficiente de teoria pra "ensinar" como se resolvem os conflitos, isso serviria de algo?

Acabo de ler no blog da Kell como ela se arrependeu de nao ter comprado algo que alguém passou na rua vendendo. Comigo aconteceu o mesmo hoje. Vi uma tia e o filho na cadeira de rodas vendendo balinha, na entrada do metro. Ao lado tinha uma outra senhora, vendendo salada. Eu nao gosto de balinha - poucas exceçoes - e por isso automaticamente descartei a idéia de gastar míseros 200 pesos (menos de 1 Real) no negócio. A salada até considerei...mas minha pressa habitual logo tratou de desistir de parar pra perguntar o preço.

Quando estou no Brasil é pior. As coisas no Brasil sao mais misturadas que aqui no Chile. E por "coisas" eu quero dizer POBREZA. No Brasil tem favela no Morumbi, menino pedindo no semáforo perto do Jaó - bairro aonde moram meus pais e que no passado foi de "alta classe". Tem também muita gente vendendo de tudo na rua - ou na praia - e também aqueles que fazem algum truque/malabarismo para os motoristas. Cresci nessa realidade. Menino na cadeira de rodas, no frio do fim de maio que faz em Santiago, nao deveria me comover muito. E em geral nao me comove. Por ter crescido numa realidade tao contrastante - rico y pobre - aprendi a ser meio autista. Na verdade acho que só assim pra aguentar. A gente poe música - ou no carro ou no ouvido - olha pra frente e vai. Aprende a falar "nao, obrigado" sem nem prestar atençao no que foi oferecido - ou nem mesmo pensar se comprar  o produto poderia ajudar a quem vende.

Supostamente sou instruída o bastante pra saber que nem meus 200 pesos ou 2 reais nao vao mudar o mundo - nem a vida de quem me vendeu qualquer coisinha na rua. Assim como minha teorizaçao das relaçoes internacionais - baseada em outro tanto de teorizaçao - nao vai resolver o conflito na faixa de Gaza, e nem mesmo salvar a vida de algum menino que foi levado por um grupo rebelde na África e é forçado a passar seus dias com a mao na terra, procurando diamantes. Todo meu tempo gasto lendo e analisando, e depois escrevendo, nao vai fazer a mínima diferença nem pro porteiro aqui do meu prédio, que recebe só o salário mínimo. Qual a validade entao?

Nao sei se é esse resfriado ou a TPM que me deixou sensível. Talvez os dois. Talvez hoje meu "autismo" auto desenvolvido resolveu dar um tempo, nao sei mesmo. Só sei que tem dia que eu queria ser um alface...

segunda-feira, 22 de março de 2010

No Confessionário - E o Conselho Que Salvou o Dia

Quando eu ouço a palavra "confessionário" só consigo pensar em duas coisas. A primeira é uma certa fantasia sexual infame, envolvendo aquele beco aonde o/a fiel se despe de pudor e confessa o que fez - ou tem vontade fazer! A segunda é algo mais banal mesmo. Aquele quartinho do Big Brother.

Sin embargo, o post de hoje vai servir meio como desabafo/confessionário. Porque a falta de atualizaçoes mais frequentes nao tem se dado por um problema de tempo, e sim por medo de enfrentar certas coisas.

Semana passada começaram as aulas novamente, e com elas veio o medinho. De que? O de sempre. O medo de fracassar. Com o papo todo de apresentar o pré-projeto já na próxima semana e, no fim do semestre, entregar o capítulo sobre o marco teórico, parece que caí na realidade.

A sensaçao do momento é que quanto mais eu enfio a cara na idéia da minha dissertaçao - que há 3 meses parecia algo genial! - mais eu sinto que nao sei nada e nao vou dar conta do recado. A velha de Sócrates, "só sei que nada sei". O projeto é mais do que ambicioso...na moral, é quase impossível. E eu bem que poderia fazer uma lista aqui dos porques eu inventei uma coisa que, no papel ficou massa pra caramba - e me rendeu quase um 10 de nota - mas...antes de terminar este post o Monsenhor entrou no meu quarto, e tudo mudou.

É, o Monsenhor tem seus momentos. Chega em casa, interrompe minha escrita. Aquilo que era pra ser um post cheio de emoçao, com confissoes do meu eterno medo do fracasso e a frustraçao por nao ser uma pessoa mais pragmática e ter estudado Administraçao...tudo foi pro saco. Depois de contar porque eu tinha cara de preocupada, na maior categoria freudiana de tratamento de neuroses, ele mostra o caminho: "o melhor jeito de vencer esse medo é meter a cara e fazer essa apresentaçao logo".

E mais uma vez o dia foi salvo por um conselho do tipo eu já sabia...mas que nao lembrava.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Mingau Lady

Tudo começou domingo a noite, pouco antes de dormir. O lado direito da garganta tava meio doendo e inchado. Pensei, "Ah, nada que nunca tenha acontecido antes" e fui deitar. Que erro! Naquela mesma madrugada, em meio a sonhos bizarros e sem explicaçao, acordei sem conseguir engolir e com muita dor.

Desde entao foram muitos remédios e um médico. Injeçao, antiinflamatório, antibiótico. Encontrei a vizinha na rua e ela me disse que extrato de própolis é bom. Nem pensei direito e comprei um. Tudo para acabar com essa dor horrível!

Nunca vi coisa mais feia. Sério mesmo, visao do inferno daquela única amigdala inchada, do tamanho de uma bola de tenis. E se fosse só isso, eu nem reclama tanto. O duro é que espalhou pro resto do corpo e as juntas começaram a doer, a febre apareceu e a energia que abundou durante todo o fim de semana, sumiu. De repente parecia a semana entre Natal e Ano Novo do ano de 2007, quando estive em condiçoes precárias bem similares. Mas neste ano o problema era nausea e estomago. Dessa vez veio na garganta.

O que mais me chamou a atenção desta "perrenguêra" toda é a variedade de comidas líquidas que podem ser feitas. Como eu simplesmente nao consigo engolir nada sólido, o jeito foi apelar para sopas e mingaus. Dona Ana, também conhecida como Vovó, adora um neto doente. Me pôs deitada no sofá, com direito a cobertinha e travesseiro, e fez mingau de aveia, de maizena, sopa de fubá, sopa de ervilha, caldo de feijao e sopa de legumes - e todas as variaçoes derivadas. Nao posso acordar das imensas e entendiantes sonecas, que lá vem ela com um pratinho de algum mingau/sopa pra eu comer. Argh! Já nao aguento mais...

Estou muito, muito BORED. BORED TO DEATH. A televisao tá chata - aberta e à cabo - nao to afim de ler nada, e só hoje recobrei o animo para mexer na internet. Com sorte Dona Let, sempre uma muito boa companhia, está tranquila no trabalho, e assim ficamos de papo no MSN.

E assim é a vida...depois de cancelar dois dias de agenda, hoje resistirei e vou receber Sr. Thiago e Dona. Náira em minha humilde casa. Farei coisas em tortilha para eles e...bem, enquanto eles saboream as deliciosas tortilhas recheadas de tudo, eu certamente vou comer MINGAU!   =/

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Enigma

Saca só as instruçoes que recebi por email. Tudo isso pra tomar um cafezinho...


"Pues, perfecto entonces.... a las 15.45 en la estacion de Republica! No tengo ni idea cual salida es preferible, (nunca he estado alli) asi que nos encontraremos afuera de la salida con menos letras de todas. Si hay dos salidas con la misma cantidad de letras, pues la salida que viene primero en el analfabeto :-) Si son dos otra vez, pues, entonces es la misma salida, asi que te has dado la vuelta y ya eres "confused". Si de verdad hay dos salidas del mismo nombre, nos encontramos en la salida con escaleras mecanicas. Si los dos tienen, la salida con la escalera mas larga. si son iguales, digamos la a donde va toda la gente...pero en todo caso afuera de la estacion...Demasiado germanico?

besitos!"


Quem conseguir descobrir qual é a maldita saída, por favor me avise!

quinta-feira, 2 de julho de 2009

O Parto


Estou no meio de um parto. Já pari 5 páginas do paper de economia (máximo de 12) e agora vou pra parte boa mesmo. A argumentaçao crítica. Ou seja... a parte chata já era. E comecei a parir o paper de Teoría das Relaçoes Internacionais. Tenho que analizar a tal UNASUL num máximo de 6 páginas. Fácil. Já li o tratado da bagaça, fiz o parágrafo inicial. Juntei os textos da bibliografia sugerida - todos lidos e fichados - e coloquei aqui do meu lado para que eu busque as devidas citaçoes. Tudo pronto, né? NAAAAOOO!!!

Me sinto uma grávida em trabalho de parto. As contraçoes nao param. Estao fortes. O maldito bebe quer sair. ....Mas nao sai! Já tomei ritalina pra ver se ajudava...to pensando em cheirar. To pensando também em abrir uma garrafa de vinho e beber sozinha. Essa técnica já funcionou antes... mas daí nao sei se o Sauvignon Blanc que comprei ontem ia cair muito bem com a Ritalina. Acho que vou dar mais um tempinho e, se nao melhorar, lá vou eu.

AAAAHHHH....

Fora isso o resto tá tudo bem, hehe. Ontem recebi minha primeira visita na casa nova. Dona S. Bebemos um Carmenére e comemos queijo e pao. To metida demais, né! A cozinha massa me inspira...Enquanto isso tah ae, uma foto do da vista da minha janela...

Lá vou eu...parir.

sábado, 8 de novembro de 2008

Dèja-vu

Mochila e mala em cima da cama. Tira um terno do guarda-roupa, prova. Vê se as velhas roupas de trabalho ainda cabem. Sim, cabem. Ufa! Que alívio!...é sempre bom saber que você foi capaz de nao engordar no último ano.

Calça sport, camisetinhas, blusas. Blusa social, sapato social, rimel, batons, sombra. Tegretol, Ritalina, Trimedal e Nimesulida. E ah, claro! Rivotril...caso alguem precise. Nao posso esquecer a bombinha também nao. Vai que a bronquite resolve atacar de novo. Será que é tudo? É...

Mais uma viagem de provas. Para fazer provas. Mais uma vez que a vida parece me atropelar. Mais um dia que eu pego a estrada buscando o tal futuro. Dessa vez, sozinha. Sem o doce pensamento de que alguém vai esperar eu voltar. Quer dizer... se servir de consolo eu sei que meus alunos vao me esperar na quarta a tarde pra dar aula.

Respira fundo. De novo. Canta a musiquinha "american boy" da Estelle... pensa que é engraçado que você tenha se rendido a essa "música de preto". Nao só essa como aquela tal "forever" do Chris Brown também é legalzinha.

Dois livros na mala para passar o tempo. Muitas perguntas, muitas saudades. Sem muita empolgaçao. A pressao começa a bater. Até agora tudo foi relativamente fácil. O projeto era bom e tinha potencial. Aprovado! A prova de inglês foi fácil. Mas agora é pra valer. Tem prova de teoria, de livros, de idéias. Meu trabalho será provar, na escrita, que eu sei relacionar tudo o que li e, também, analisar. Será que eu sei analisar? Nunca achei que eu fosse muito boa nisso. Sempre achei que minhas análises eram meio "óbvias". Pois é... tá na hora de andar a "extra mile". Sozinha.

E é assim eu hoje eu viajo de novo. Mochila nas costas, cabeça fervilhando de pensamentos. Medo. Bastante medo. Pressao também. Vontade de sentir-me livre. O coraçao aperta. Dèja-vu.

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Santa Ritalina, me ajude!

Sabe aquele dia em que você nao consegue se concentrar em absolutamente nada? Nada, nadinha. Nem à base de 30mg de Ritalina LA (de liberaçao prolongada) é possível se concentrar. Pensei em cheirar a mesma, mas....tenho que trabalhar e, se der algum problema aí fica feio, né!

Entao....wish me luck! Porque hoje é um daqueles dias em que, se eu sentar a perna e o pé nao param, se eu andar, vou andar rápido, e se eu parar, vou querer pular da janela - como agora!

Ah neeeiimmm.... lá vou eu tomar dose dupla da Rita....

À noite tem mais post....se tudo der certo, né!

terça-feira, 26 de agosto de 2008

FEAR - a basic instinct

Certain feelings fascinate me for the power they have to produce such strong reactions. Feelings like LOVE, or HATE, for example. As cliche as this might sound, the way we deal with our most basic instincts show how much control we have of ourselves and reveal the person we are without any social masks we naturally acquire in life. But I ain't here to talk about love. Not today. Instead, the other feeling that has often caught my attention is FEAR.

Fear is like a natural defense against possibly deadly hazards. We fear snakes because we know they can kill us. It's like a drop of rationality in our brain chemistry telling us that we'd better not fight what's in front of us cause we might just not survive. And here we are again, down to survival instincts. Would fear be part of that package?

I guess so, probably. But the point is that....fear comes together with anxiety, and that my friend, sucks big time!

Tomorrow's gonna be one of those days that I'd like to fast forward if I could. A Ghost from the past is coming back. And I'm sure as hell that it's coming straight my way to haunt me. I'm scared as hell. Torn between the will to completely ignore and avoid the presence of the Ghost, or facing it right up front. Running away has never been my style but...with this one in particular I know it would probably be the most effective strategy. On the other hand I could just go and face it. But...what is it there to face? Would this just be another excuse to simply give in to my stupid basic instinct which is to go ahead and Fight?

It's all in the dark and I fucking hate to be in the dark. Not knowing what's gonna happen. I guess that's what scares me most, to be unable to predict things correctly. Not knowing where I stand, being completely powerless before the situation, having to just sit and wait. Sit and wait.... sit....and wait.....again, sit....and wait....

May god help me this Wednesday, 27th of August 2008.

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

"Mi cielo está cansado ya de ver la lluvia caer"

Eu levanto cedo. Eu estudo. Eu programo as minhas horas. Leio pouco mais de 80 páginas em mais ou menos 150 minutos, descontando os intervalos. Isso dá uma média de 1,87 minutos por página. Nada mal.

Eu continuo tentando ler. Eu me programo para prestar atençao. Faço todo o esforço do mundo para espantar pensamentos. Nao quero lembranças, nem boas nem ruins. Nao posso me dar ao luxo de ser tomada por elas porque apesar de parecer muito, 80 páginas por dia ainda é pouco.

Finalmente paro pra comer. Nem só de letras vive a minha pessoa. De panqueca também. Droga! Tempo livre! Tempo pra pensar....por isso eu ligo a televisao. E assisto o time de basquete feminino levar uma lavada das australianas. Coitadas!...

Aproveito o tempo para andar a toa pela casa. Tomar posse novamente, depois de estar ausente. Durante o dia sou eu quem manda aqui. Moro sozinha por várias horas e me aproveito disso. Nao tenho medo de fantasma nem de ladrao, mas sou atormentada por espíritos presos na minha química cerebral. Espíritos que se recusam a ir embora. Ou a me deixar ir.

E essa situaçao toda me faz desejar ir embora. Embora para qualquer lugar. Com muita gente, com muita coisa pra fazer. Com muito problema pra eu resolver, coisa nova pra descobrir. Mas eu sei que eu nao vou mesmo... pelo menos nao agora. Entao só me resta ficar aqui, em companhia das assombraçoes. Das mensagens e ligaçoes nao retornadas, dos emails enviados e nao respondidos, dos outros escritos e nao enviados. De tanta coisa que eu queria fazer mas nao vou...

Ainda bem que existe a porcaria do trabalho para me ocupar algumas horas nesse dia, já que eu nao nasci mesmo pra estudar!



P.S. Título do post tirado da música "Inevitable", da Shakira.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

And the show must go on...

Sabe aqueles momentos da vida que mudam o curso de nossa história? Às vezes eles sao súbitos e rápidos, e outras vezes duram muito tempo....ae a gente chama de "fase".

Hoje é o início de uma fase de transiçao. Em Setembro de 2007 fechei um capítulo da minha vida e iniciei outro. E hoje dá-se início da primeira virada de página deste capítulo. Outra fase de transiçao se inicia. Na verdade nem sei se já é o fechamento desse pequeno capítulo ou simplesmente um outro tópico onde os acontecimentos determinarao o futuro das personagens.

Lágrimas, suor e calor. Nada de chuva nessa cidade quente que nao perdoa ninguém.
Preconceito, caras feias, desentendimentos que virao acompanhados de situaçoes onde as mulheres envolvidas terao a oportunidade de provar seu talento dramático, atuando em papéis que criaram para si mesmas e hoje se arrependem. O sentimento delas mudou, mas nao o script (i.e. roteiro). Ou seja, tudo deve ser feito como o planejado.

Boa sorte para essas protagonistas que hoje sofrem com a agonia e dor que nao cedem. Só aumenta. A cada minuto avançado no relógio mais adrenalina é liberada. Medo de palco... sim, ou nao. Medo da própria atuaçao? Ou da capacidade de falhar nos papéis que devem representar e portanto mudar drasticamente o curso dessa história?

Nao se sabe...

Só dá pra saber que...a platéia está cheia e ansiosa...and the show must go on.
 
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